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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Quando você vai viajar de novo?

Esses dias ouvi a pergunta "quando você vai viajar de novo?" duas vezes e um tempo atrás também que eu deveria fazer uma nova viagem. Mas é uma dúvida que eu mesma tenho e procuro a resposta.

Curioso que como passei a viajar pro exterior todo ano, é natural que surja este questionamento. É bom pra mim e pra quem vai ganhar coisas legais compradas na viagem. =)

Viajar para blogar

Já faz 3 meses que estou me dedicando a meu blog de viagens, o 3, 2, 1... Viajando!. Viajar, portanto, virou trabalho também. O blog é mais um motivo para conhecer novos lugares, inclusive novos restaurantes, cafés, comidas. E isso é ótimo! Pode não parecer, mas adoro comer!

Aonde ir?

A lista de países e cidades que quero visitar é um pouco extensa. =P

Tenho uma certa fixação por capitais. No Brasil, quero mais conhecer o Sul - Porto Alegre. Daria pra emendar Gramado, que conheci quando pequena e já não lembro mais como é. No inverno, lá tem frio e chocolate! hehe

Belo Horizonte e Brasília também tenho curiosidade de conhecer. E o Rio de Janeiro, apesar de hoje em dia não ser mais fã de praia.

Lugares no exterior é o que mais tem na lista. Já coloquei Itália há uns anos e adivinha pra quê? Além de conhecer, comer, é claro! Inclusive quero aprender italiano antes de ir pra lá. Então talvez leve um tempo.

Canadá me parece um país legal pra estudar e até morar. É o paraíso das frutas vermelhas! Yummy! Nem conheço Vancouver, mas já sou apaixonada pela cidade!

Quero voltar pros Estados Unidos, conhecer Nova York, Miami, Los Angeles... Quem sabe passear na Disney de novo?

Voltar pra Espanha também, porque não conheci o Sul, nem o Norte.

Na Alemanha, conheço praticamente só um pouco de Berlim, de que gostei bastante. Muita história!

Na Áustria, mal posso dizer que conheci Viena... Não visitei o que parecia mais interessante pra mim, o Palácio de Schönbrunn. Como foi um passeio de tour, só deu tempo pra foto na frente. =/

Holanda e Bélgica também. Inglaterra é um destino clássico.

China, Coreia do Sul... Voltar pro Japão!

Gostei do Chile, também quero voltar. Quero conhecer o Valle Nevado!

Quase fui pro Peru no ano passado. Tá na lista.

São muitos lugares, não sei se esqueci algum.

Por que não fui (ainda)

Com o dólar alto, é um desafio viajar, mesmo dentro do Brasil. Afeta todas as empresas relacionadas a turismo. Encarece tudo. Se por aqui já é complicado, imagine pagar tudo da viagem em dólares ou euros? Ou em outra moeda que será convertida pra dólar na fatura do cartão de crédito que ainda tem quase 7% de imposto?

O jeito é viajar de uma forma econômica. E por enquanto não descobri como seria melhor. Dá pra pagar passagem com milhas, trabalhar em troca de hospedagem e até mesmo refeições... Estou numa fase de pensar em ideias, alternativas. Mesmo porque a vontade de viajar já faz parte de mim, aumenta a cada dia que passa desde minha última viagem.

Por isso, agora não tenho a resposta pra pergunta que dá o nome para este post. Fico inquieta, ansiosa. Quando vou viajar de novo?


terça-feira, 14 de abril de 2015

Se...

Se...

Se ainda fosse criança,
brincaria todos os dias
Se fosse adolescente,
passaria o tempo com as amigas.
Se fosse universitária,
aprenderia tudo o que fosse possível.
Se fosse adulta,
beberia café todos os dias.
Se fosse madura,
usaria minha experiência para ensinar aos outros.
Se fosse empresária,
trabalharia com viagens.
Se fosse trabalhar em fábrica,
moraria no Japão.
Se fosse fazer um mochilão,
ficaria um bom tempo na Europa.
Se fosse escolher outra faculdade,
teria estudado Direito.
Se fosse famosa,
seria escritora.
Se fosse uma estrela,
seria uma cadente.
Se fosse heroína,
teria poderes.
Se não fosse como é,
não escreveria este poema.

sábado, 20 de setembro de 2014

Vida de madame

Depois que comecei a fazer unhas no salão, experimentar massagem, etc, acho que teria uma vida de madame sem problemas. Mesmo.

Ser mulherzinha não é fácil, mas é ótimo. Até me viro na hora da manicure, mas nada se compara quando faço no salão. É uma terapia... e em meia hora fica pronto! É uma coisa simples, até meio boba, mas eu gosto bastante!

Massagem é uma coisa que se você faz uma vez, vicia. Quer fazer sempre. Só que o preço é o que acaba te impedindo, porque cada sessão não sai por menos de R$ 100. E existe uma variedade que dá vontade de experimentar todas! É tão relaxante que até dá sono.

Outra coisa que se pudesse, faria, é que lavassem meu cabelo. Quando decido lavar no salão, aquela massageada é boa demais. E o shampoo geralmente é milagroso e cheiroso.

Pois é, meu sonho de mulherzinha é ter cabelo de celebridade. Lindo, sedoso, hidratado, sem fios arrepiados, penteado...

Juntando tudo isso, esta, sim, seria uma boa vida de madame!


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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Uma reflexão sobre a vida

Desta vez, resgato um texto que conheci há alguns bons anos e é muito bonito. Talvez seja meu segundo favorito, o primeiro é um de Shakespeare.

"A vida" é de Henfil, Henrique de Souza Filho (1944-1988), que foi jornalista, escritor e cartunista brasileiro. Foi colaborador de diversos grandes jornais, publicou livros, esteve envolvido na política e trabalhou também com cinema, teatro e televisão. Henfil tinha hemofilia (uma doença que se caracteriza pela desordem no mecanismo de coagulação do sangue) e faleceu após contrair o vírus da Aids por conta de uma transfusão de sangue.

Boa leitura!


A vida

Por muito tempo, eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. Aí sim, a vida de verdade começaria. 

Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade. 
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade. 
A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem. 
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém. 
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;
até que você volte para a faculdade;
até que você perca 5 kg;
até que você ganhe 5 kg;
até que seus filhos tenham saído de casa;
até que você se case;
até que você se divorcie;
até sexta à noite;
até segunda de manhã;
até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
até o próximo verão, outono, inverno;
até que você esteja aposentado;
até que a sua música toque;
até que você tenha terminado seu drink;
até que você esteja sóbrio de novo;
até que você morra;
e decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo...

Lembre-se: felicidade é uma viagem, não um destino.

domingo, 10 de agosto de 2014

Muitos "ados"

Sobre nossa vida atual...

Muitos "ados"


Estamos muitos estressados
Estamos muito atarefados
Estamos muito esgotados


Estamos muito desconectados

Estamos muito mal amados

Estamos muito desconcertados

Estamos muito despreocupados


Estamos muito despolitizados
Estamos muito desinformados

Estamos muito desajeitados
Estamos muito desrespeitados

Estamos muito desletrados
Estamos muito desidiomatizados

Estamos muito desregrados

Muito apegados


domingo, 8 de junho de 2014

Água é vida

A água é um recurso natural essencial para a sobrevivência humana. Algo que se estuda no período escolar e parece que é esquecido depois, uma informação importante que se perde no tempo. Além disso, nossa cultura parece ser aquela que só se preocupa quando a situação é grave e se está caminhando para um estado de alerta e esgotamento.

Os homens estão - de fato - chegando ao ponto de fazer o mundo acabar, o que também estudamos na escola e, muitas vezes, pensamos ser uma hipótese exagerada ou apocalíptica que - provavelmente - nem poderá se concretizar. Mas agora vemos que a realidade é (um pouco) diferente.

Vivemos tempos de vacas magras - ou, se preferirem, água escassa. Por isso, tenho duas críticas a fazer.

Campanha de conscientização

Nada seria mais sensato que promover uma campanha fixa de educação da população, explicando a importância da água e de economizar sempre que possível. Neste caso, vale o ditado: "quem guarda, tem".

Todos os pontos levantados como formas de poupar água - por conta do volume de água do sistema Cantareira que não para de baixar - são atitudes que as pessoas podem adotar como hábito. Assim, a questão não é informar como pode ser feito, mas criar hábitos sustentáveis.

Além de se tratar de uma campanha temporária, é tardia. Esperou-se até uma situação grave para se iniciar a divulgação de medidas para serem tomadas pelos paulistanos. Se existisse a educação, não seria necessária uma ação de emergência, não tão urgente assim.

Captação de água

Algo que foge de minha compreensão até agora é por que não se providenciou um projeto para captar água das chuvas. E, na verdade, é algo que deveria ter sido adaptado há anos, pois - diferente do esperado - não vimos as águas de março neste ano. Pelo contrário, vimos (e sentimos calor) e a água cair pelo ralo - literalmente.

Mesmo que não tenha chovido no último verão, a água da pouca chuva que tivemos já poderia ser considerada como reserva. Pouco, mas já é algo.

Futuro

Diante do quadro que enfrentamos agora, espero que esta questão seja levada em consideração e se torne uma discussão de maior amplitude e atenção.

Outros debates que envolvem água - como a despoluição do Rio Tietê e Pinheiros, o tratamento do esgoto e reuso da água - já são velhos conhecidos, porém, foram deixados para trás depois de o governo ter valorizado assuntos políticos, por interesses individuais. Os  tópicos se apagaram da memória.

Reflexão

Para refletir, finalizo com um trecho do poema "O Cão Sem Plumas", de João Cabral de Melo Neto.


Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.


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sábado, 5 de abril de 2014

6 de abril, Dia Mundial da Atividade Física

No dia 6 de abril, a Organização Mundial da Sáude comemora o Dia Mundial da Atividade Física. Em homenagem à data e a algumas coisas que venho observando, segue uma lista de dicas de saúde.

Note que não sou especialista no assunto, apenas listo algumas pequenas coisas que podem ser feitas no dia a dia, mas que podem mudar a vida para melhor.

Atividade física

- Pratique um esporte ou faça regularmente alguma atividade física, três vezes por semana, durante 45 minutos (corrida, esteira, bike, pilates ou até mesmo dança!). Lembre-se de se alongar ao terminar.
- Se não for possível, se fizer uma atividade de 15 minutos todos os dias já ajuda
- Sempre que possível, faça caminhadas - mesmo curtas - e suba as escadas fixas
- O exercício aeróbico queima gorduras, além de desestressar e aumentar a disposição
- Uma atividade física moderada e regular melhora a capacidade cardíaca

Alimentação

- Não pule o café da manhã ou qualquer outra refeição
- Evite comer lanches, salgados e frituras no almoço
- Inclua frutas, legumes, verduras e peixe (evite carne vermelha) em sua dieta
- Faça um prato com alimentos variados e coloridos. Quanto mais colorido, mais saudável.
- Evite bebidas durante as refeições
- Evite refrigerantes, prefira sucos ou água
- Evite doces na parte da noite
- Evite colocar muito sal na comida e muito açúcar nas bebidas
- Beba 2 litros de água por dia

Descanso

- Durma, pelo menos, um período de 6h por noite
- Se estiver cansado, descanse ou faça um exercício leve
- Descansar também é cuidar da saúde!

Espero que esta lista tenha ajudado! ;)

sábado, 15 de março de 2014

Ser mulherzinha

Ser mulherzinha não é fácil - nem barato (!). O sexo feminino tem uma de itens para fazer todas as semanas. Preocupação com cabelo, pele, pelos, maquiagem, manicure e pedicure!

Em teoria, o cabelo precisa de hidratação semanal ou quinzenal. Além do cuidado diário de manter as madeixas limpas, bonitas e protegidas do sol.

A pele, principalmente se for seca, requer hidratação e proteção diária. É necessário, pelo menos, aplicar o bloqueador solar todos os santos dias, mesmo se o tempo estiver nublado. O ideal é fazer esfoliação uma vez por semana.

Outra preocupação são os pelos. Depila aqui, depilá lá, usa cera aqui, lâmina lá, encrava pelo, mancha a pele, dói. Esta parte é bem chata, ainda mais no verão.

Para ficar bonita, a mulherzinha cuida das unhas. Cortar, lixar, hidratar, tirar a cutícula, esmaltar - e deixá-las respirar também! Para as mãos, o trabalho é semanal e, para os pés, quinzenal. Se forem feitas em casa, é preciso prática e tempo livre, porém, a economia mensal fica - no mínimo - cerca de R$ 100. Com o treino, as habilidades são aperfeiçoadas e mesmo o malabarismo para tratar os pés torna-se cada vez menos complicado.

As unhas em conjunto com a maquiagem e os acessórios formam um trio poderoso. Se fico sem um destes itens, sinto-me "nua", que falta algo. Estranha sensação de mulher. Para caprichar, vão primer, corretivo, base, pó, sombra, delineador, rímel, blush, batom. Uns 20 minutos só para completar o visual. Pronto! Haja tempo e produtos!

Não é só isso. As mulheres ainda se preocupam com o que escondem debaixo da roupa. Celulite e estrias. Mais uns cremes de aplicação diária e está resolvido.

Ufa! Até cansei só de pensar em tudo isso e escrever!

Além disso, confesso que sou mais prática e até bastante preguiçosa, pouco habilidosa - mal consigo fazer escova no cabelo ou usar a chapinha. Quando descobri o famigerado BB Cream, achei simplesmente genial. Várias etapas são resumidas em uma única aplicação!

De qualquer forma, dá muito trabalho seguir esta imensa lista. Tudo para as mulheres se sentirem bem consigo mesmas e até causar uma inveja alheia. Mas não sei se tenho mérito para ser considerada uma mulherzinha digna.

terça-feira, 4 de março de 2014

Novinha, mas nem tanto - Parte 2

Mais um aniversário se aproxima e as histórias se acumulam.

Começo de ano, começo de cursos e pessoas novas. E, na socialização, sempre surge a pergunta da idade. Quase ninguém consegue chegar próximo e a reação quando sabem quantas primaveras já vivi é a mesma: de grande surpresa.

Em um almoço, muitos pensaram que eu tinha 22 anos. Até quiseram ser simpáticos comigo e disseram que eu teria 19 anos. E, quando - enfim - desistem, digo quantos aniversários já completei e, na sequência, observo o impacto (risos).

Antes, até me incomodava o fato de as pessoas me acharem muito nova. Até continua sendo um pouco ruim profissionalmente, pois é mais trabalhoso provar o conhecimento e a credibilidade. Porém, de uns tempos para cá, encontrei uma forma de me divertir com isto: fazer com que as pessoas tentem adivinhar minha idade.

Chega a ser engraçado, porque - como geralmente ocorre com desconhecidos - a avaliação é feita pela aparência, que - no meu caso - engana, já que meus genes orientais me deram este "dom" de parecer mais jovem. E as pessoas começam a chutar, pois não têm outras referências para ajudá-las.

E, realmente, começo a pensar que será bom não aparentar ter 40 anos, mas com a condição de que continue saudável. De qualquer forma, vou manter o chá verde (um poderoso rejuvenescedor natural que adoro) em minha dieta...

domingo, 12 de janeiro de 2014

Enfim, férias!

Férias. Um dos períodos mais esperados do ano (merecidamente)! Os adultos trabalhadores têm seus 30 dias, enquanto os estudantes - talvez mais afortunados - ficam cerca de 3 meses livres - leves e soltos - para aproveitar.

Para mim, geralmente estar de férias significa viajar. Sair da cidade, do país, para conhecer outras culturas. É fascinante e viciante, quanto mais viajo, mais quero viajar! Apesar de cansativo, vale a pena.

Mas nem sempre é possível visitar outros lugares. E uma opção - que pode ser bastante interessante e mais em conta - é descobrir a cidade onde moro, São Paulo, que esconde cantos até mesmo ao lado sem que sequer se perceba.

Apesar do tamanho, a metrópole é bem explorada a pé. Uma pequena região de cada vez. Um passeio que pode levar a descobertas. É uma oportunidade de experimentar novos caminhos e sabores.

E o verdadeiro sabor das férias é se desconectar de algumas coisas e desfrutar do ócio, de uma boa leitura e mais horas de sono, explorar a cidade com outros olhos, enfim, fazer o que se tem vontade em horários diferentes de quando se está na correria do dia a dia.


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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Mais um ano se passa...

E chega a fatídica hora em que fazemos o balanço do ano que passou e listamos nossas expectativas para o próximo!

Começando pelo blog, depois de apenas 9 postagens neste ano, completei 100 posts! É um marco, apesar de minha meta ser sempre aumentar o número de crônicas-desabafos aqui! Cheguei a ter alguns insights, mas não rendeu um texto para publicar ou a preguiça acabou falando mais alto.

No mais, a vida foi bem agitada.

Fui bem-sucedida (diga-se nos dois semestres) nos cursos de idioma (Japonês e Alemão). Descobri que a língua de minhas raízes pode ser difícil, mas - com dedicação - é possível aprendê-la. Descobri também que ainda gosto muito de estudar Alemão e que muitas coisas que vi um dia estão guardadas em algum lugar da minha memória.

Tentei participar das atividades de associações de províncias japonesas, de onde minha família veio. Mas - com a correria - deixei de lado, apesar de continuar a querer ajudar.

Viajei e conheci cidades em 3 países diferentes. Pratiquei bastante o Espanhol. Tomei coragem de ir sozinha. Tive a oportunidade de conhecer pessoas de culturas diferentes que nem imaginei que um dia fosse encontrar.

Ganhei novos amigos que em poucos meses já se tornaram especiais, mas me encontrei pouco (ou menos que gostaria) com os antigos.

Deveria ter feito mais academia e poderia ter gastado menos para poupar mais. Deveria ter tido mais paciência e ser mais extrovertida. Deveria ter me estressado menos. Poderia ter amado ainda mais.

Descobri que a família, mesmo com os conflitos, é importante e que devo passar um tempo com ela, principalmente com meus pais.

Talvez tenha falado demais e com sinceridade excessiva.

Talvez pudesse ter lido mais.

2013 foi um bom ano.

E torço por um 2014 menos caótico, estressante, emburrecedor, alienado, anti-ecológico. Por um novo ano com menos futilidades e mais preocupação.
Menos selvageria e mais respeito e amor.
Menos papel e mais praticidade.
Menos bens materiais e mais desapego.
Menos braços cruzados e mais esperança.
Menos Internet e mais livro.
Menos assassinatos à Língua Portuguesa e mais acertos.
Menos ansiedade e mais paciência.
Mais dinheiro e otimismo!
E que seja um ano maravilhoso!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Homenagem poética a Manuel Bandeira

Começo este post com uma confissão, de que até me envergonho. Perdi muito do contato com as Letras, a literatura, a leitura, a escrita como lazer. Quando me lembro disso, fico um tanto abatida e um tanto decepcionada comigo mesma.

Infelizmente, acabei trocando o virar a página de papel por ficar conectada. Mas a tecnologia pode ajudar a estimular a leitura de outras formas, em celulares e tablets. Vamos ver se me adapto a este novo ler.

Após o desabafo, trago uns versos em homenagem a Manuel Bandeira (1886-1968), que um dia imaginou Pasárgada, antes uma cidade da antiga Pérsia e hoje uma cidade situada no Irã, como um lugar ideal.

E esta é minha homenagem poética bandeiriana!

Se pudesse, eu viajaria
A Pasárgada iria
E, de lá, não mais voltaria...


Quem sabe eu não escreva uma série em homenagem aos grandes poetas brasileiros?

sábado, 28 de setembro de 2013

When September ends

Setembro já está perto de terminar, mas todo ano me lembro da música "Wake Me Up When September Ends", do Green Day.

A letra é meio tristinha, o clipe também é meio tristinho... Mas a música sempre se encaixa na minha realidade. E todos os anos. Só pelo fato de querer que setembro (e todo o semestre também) acabe logo e/ou a vontade de dormir e acordar apenas quando o mês tiver seu fim.

Para relembrar a música, seguem um trecho da letra e o link para o clipe:

"Here comes the rain again
Falling from the stars

[...]

Wake me up when September ends"





segunda-feira, 8 de abril de 2013

Brasileira! - Parte 3

A aventura da vez foi hispânica: na Espanha, vi muitos chineses e japoneses turistando. Como no ano passado fiquei surpresa ao pensarem que eu era chinesa, já presumia que agora não seria diferente. Na América Latina, Santiago e Buenos Aires, passei por algo parecido! E me surpreendi de novo. 

Na Espanha, minha ex-companheira de quarto, que é japonesa, fez uma cara de curiosidade/dúvida em relação ao meu país de origem. Nas aulas de espanhol, os professores chamavam meu nome (Tatiana, que tem origem russa), porém, percebiam que meu sobrenome é japonês. Tive, então, de explicar que sou brasileira, mas que meus bisavós vieram do outro lado do mundo.

Inclusive, uma colega de sala, russa, ficou um tanto intrigada com o fato de eu ser brasileira, ter cara e origem japonesa, e ter o primeiro nome russo. Para eles parece algo quase impossível, contudo, todavia, entretanto, no Brasil é bastante comum.

Já ouvi de algumas pessoas que não sabem diferenciar japoneses, chineses e coreanos. E realmente acho que devem fazer uma salada com os asiáticos.

E os brasileiros (cariocas) que estavam passeando lá nem perceberam que também era do Brasil... Esta é a vantagem...

Enquanto isso, a viagem latina me deu outros pontos de vista. Teve quem pensasse que eu fosse japonesa mesmo (faz sentido) ou americana (até faz sentido, mas me parece que não há tantos descendentes lá!). E aí, vieram na sequência as mesmas respostas de que meus bisavós imigraram para o Brasil, que aqui existe a maior comunidade nipo-brasileira fora do Japão e teve o projeto de imigração japonesa e italiana para cá.

Não sei se eu ou as outras pessoas que ficavam mais surpresos. Chegava a ser engraçado pensar nisso.

Fiquei meio camuflada por trás dos meus olhos amendoados para evitar brasileiros e, consequentemente, falar Português. Estava viajando para praticar Espanhol!

Algo que me incomodava era o fato de falarem em outra língua que não o Espanhol. Na Europa e no Chile, começavam a falar em Inglês. Na Argentina, saía um Espanguês... E sempre estava eu a hablar! Que coisa, deixem que eu pratique!

Sou brasileira, mas sou internacional! ;)



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Brasileira! - Parte II
Brasileira!


sábado, 2 de março de 2013

Hajimemashite

"Hajimemashite", em japonês, significa "muito prazer". Aproveito o início das aulas da língua japonesa para dividir aqui o que já aprendi. Fiquei tão animada que realmente achei que valeria um post. Estou mesmo emocionada! E continuarei seguindo os passos de Guimarães Rosa!
 
Vou me apresentar em japonês!
 
Hajimemashite.
Tatiana desu.
Watashi wa burajirujin desu.
Dozo yoroshiku
onegai shimasu.
 
Em português seria mais ou menos assim:
 
Prazer em conhecê-lo.
Sou a Tatiana.
Sou brasileira.
É um prazer conhecê-lo.
 
Estou me divertindo demais nas aulas, chego a ficar rindo sozinha!
E quem diria que iria gostar tanto de estudar a língua materna dos meus bisavós!


 

sábado, 12 de janeiro de 2013

Ensinando a pescar...

"Se deres um peixe a um homem faminto, vais alimentá-lo por um dia. Se o ensinares a pescar, vais alimentá-lo toda a vida."

Lao-Tsé


Uma mensagem parecida com estas as palavras ouvi de uma amiga no ano passado. Acho que me era familiar, mas - da mesma forma - achei fantástico. Ela falava sobre trabalho voluntário, um gesto muito bonito que ainda é parte dos meus planos.

A frase veio à tona meio que repentinamente. Desde quando comecei a fazer revisão de textos, minha ideia sempre foi riscar o erro e, ao lado, colocar a correção. Como diziam alguns professores, era a melhor forma de lembrar o que estava incorreto e memorizar a forma certa.

É o que tenho feito... Porém, é comum ver repetição de erros e, você - no papel de revisor - tem de corrigir quantas vezes for necessário. O que percebi é que você pode simplificar o processo, apagando a incorreção e já deixar a forma correta no lugar. É prático, mas - em termos didáticos - não há validade alguma.

À primeira vista, pode ser que eu seja uma pessoa muito rígida, que se atém aos detalhes. Rígida até sou um pouco, é verdade. Apesar disso, afirmo com toda a sinceridade que tenho as melhores intenções e penso de fato em ajudar, ensinar e tornar o outro "independente". E, quando percebo que a pessoa entendeu e aprendeu uma determinada regra ou expressão, fico feliz em dobro, por ela e por mim.

A conclusão disso tudo é que faço minha parte, já que tenho um conhecimento mais aprofundado da língua portuguesa - com a devida humildade, claro. Às vezes, sofro um tanto, pois - automaticamente - muitos textos, fora do contexto de trabalho, começo a ler já com olhos de revisora, o que não é bom também.

E aí, dá uma dor no coração de saber que muitas pessoas não sabem escrever direito, seja por problema de grafia ou por falta de coesão (mas não vamos discutir essa questão agora).

No fim, descobri que ensinar pode ser mais gratificante e fantástico que parecia. Pois é, uma visita a uma amiga com filho pequeno me despertou isso. É incrível pensar que você tem esta habilidade de fazer alguém descobrir algo novo ou aprender o que antes era do mundo do desconhecido. Essa amiga até me perguntou se nunca tinha pensado em ser professora... agora, pelo menos, já tenho vontade e acho até que tenho jeito para isso. Quem sabe não terei o poder de transformar uma sociedade?

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Melhores '12

Venho quase nos 45 minutos do segundo tempo fazer uma lista dos melhores de 2012 que não deixa de ser um balanço do ano.

Separei em 13 categorias!

Melhor nova experiência
Massagem ayurvédica

Melhor reencontro
Festa Alemã - com o pessoal de colégio

Melhor destino de viagem
Praga

Melhor tipo de programa de TV
Dorama japonês

Melhor post do ano
"E viveram felizes para sempre..."

Maior descoberta
Sou descendente de quatro províncias japonesas e sou sansei-yonsei

Novo vício
Manicure

"Desafio" cumprido
Conheci três cabeleireiros diferentes

Meta cumprida
Publicar mais postagens no blog que em 2011

Evolução do ano (aparência)
Mais interesse e maior investimento em roupas e maquiagem

Evolução do ano (profissional)
Mais segurança e novos aprendizados

Palavra do ano
Renovação

Refeição do ano
Hamburger e batata frita

Melhor do ano
Muitas reflexões

domingo, 21 de outubro de 2012

Conscientizar para reciclar

Há um bom tempo não falo sobre assuntos relacionados ao Meio Ambiente. Volto a tratar do tema por conta de alguns fatos que observei nos últimos dias.

Além da polêmica das sacolas plásticas, que passaram a ser cobradas nos supermercados para (tentar) incentivar alternativas mais sustentáveis e, depois, voltaram a ser distribuídas gratuitamente, existem muitas questões a serem debatidas.

Sim, somos totalmente dependentes do plástico. A cada compra que fazemos, as sacolas estão lá, disponíveis para você. Assim, as acumulamos e jogamos fora, no lixo comum. Pensando assim, esquecemos as embalagens e outros sacos plásticos que utilizamos no dia a dia que geram cada vez mais descarte.

Na época em que a lei municipal de São Paulo foi aprovada, cheguei à conclusão de que o importante não é abolir completamente o uso de sacolas de plástico, mas reduzir o volume de lixo gerado - inclusive papel (que ainda usamos muito, apesar de muitas coisas podermos fazer digitalmente) e derivados (caixas), vidro, isopor e embalgens em geral.

Não digo que devemos voltar a comprar leite em garrafas de vidro, mesmo que já existam iniciativas de abrir lojas que vendem produtos a granel. E cada um leva seus próprios potes.

Outro projeto que corre o risco de não funcionar é a instalação de contêiners de material reciclável, os PEVs (Pontos de Entrega Voluntária). Confesso que não tenho acompanhado as notícias relacionadas, mas - certo dia - "surgiram" desses perto de estações de metrô por onde passo. Fiz uma busca na Internet e a última matéria sobre o assunto foi publicada em junho. A reportagem informa que a implantação seria gradual, porém, a imprensa em geral não acompanha. O texto traz uma crítica em relação à educação ambiental inexistente, o que pode ser o motivo de a ideia não vingar.

Neste aspecto, concordo que as lideranças políticas não devem apenas incluir o tema na pauta das eleições, mas - de fato - começar a pensar na conscientização como ponto de partida.


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ser criança

Volto a postar aqui depois de um tempo longe por um motivo bastante especial, o Dia das Crianças.

Já ouvi dizer que "nunca se deixa de ser criança" ou que "todos têm um lado criança". Talvez porque ser uma é bem legal. Você é bonitinha, impressiona os adultos e ainda tem um pouco da ingenuidade natural humana.

Suas preocupações são ir à escola, fazer trabalhinhos didáticos, brincar... explorar a casa, enfeitá-la com rabiscos na parede.

Deliciar-se com doces e risadas. Ter o abrigo no colo de seus pais.

Dormir, dormir e dormir. Dormir sem se preocupar.

Ser criança é e foi tão bom! Parece óbvio dizer, mas não é possível voltar atrás! Mesmo assim, muitas crianças estão se tornando adultas antes do tempo. Será que elas estão aproveitando a infância? Será que não haverá arrependimento depois?

Prefiro não querer encontrar culpados/responsáveis por isso, mas tenho algo mais a dizer.

Deixem que sejam crianças
Que riam
Que brinquem
Façam caretas e se divirtam com elas
Chorem
Até façam manha e briguem

Deixem que sejam crianças
Que gostem de doces
Que sorriam
Façam traquinagens
Levem bronca
Até aprendam o que não é certo

Deixem que sejam crianças
Que se lembrem de tudo isso
Adultas e felizes
Porque ser criança
É brincar, errar, aprender, explorar, rir
Eternas crianças


Para encerrar minha homenagem à data, posto uma música da banda alemã Echt, "Alles wird sich ändern" ("Tudo mudará", em tradução livre), que fala sobre a vida ser um papel em branco e convida a começar a escrever.

Minha frase favorita é "Alles wird sich ändern, wenn wir gross sind" ("Tudo mudará quando formos adultos").



sábado, 18 de agosto de 2012

É com A, não com E!

Publico aqui meu manifesto para expressar a indignação em ler e ouvir os outros escreverem/falarem meu nome de forma errada.

Meu nome é Tatiana e, naturalmente, me apelidaram - no geral - de "Tati". Na época em que convivia no dia a dia com pessoas mais velhas e mais ligadas à cultura japonesa, surgiu a variação "Tatiana-san" (Na verdade, "san" usa-se ao final do sobrenome como forma de demonstrar respeito por aquele com quem se fala). Soava um pouco estranho só, mas sem crises...

TatianE?

Não sei por que, mas digamos que 99% das pessoas referem-se a mim como "TatianE", com o tal do E no final. Meu nome termina com A! Talvez seja uma associação automática, uma espécie de vício. (Até no Wikipedia há a observação: "Tatiana, sempre confundida com Tatiane"!)

Em alguns casos, posso dizer com certeza que é falta de cuidado ou memória, já que me comunico com muitos por escrito e - portanto - não haveria erro. Ou talvez se trate de uma visão distorcida que indica a letra E no lugar do A, apesar de eu, particularmente, considerá-las bastante distintas.

Ou, então, pode ser que minha dicção não esteja boa - porém, neste caso, só para quem ouvê, não para quem lê. Farei um teste com a esperança de parte do "problema" ser mais simples de ser resolvido.

Uma letra muda tudo

Sei que não posso ignorar o fato de que tem gente que confunde e mistura nomes. Ou que pode ter qualquer outra dificuldade em relação a isso. Mas cheguei ao nível de intolerância depois de perceber a importância de saber o nome correto dos outros.

É óbvio e ululante que uma letra muda tudo! Diversos nomes femininos possuem terminações com A e E, mas, porém, contudo, entretanto, todavia, nem por isso ninguém nunca disse que existia uma regra que nos levaria a deduzir o nome certo.

Um exemplo: a palavra "vivo", se escrita com A no final, tem o gênero alterado ou se transforma em verbo no imperativo. Isto é, o sentido pode mudar radicalmente.

Apenas como curiosidade, fiz uma rápida busca na Internet e comprovei o que imaginava! "Tatiana" é 13,5 vezes mais citado que "Tatiane"! Muito provavelmente também seja mais comum...

E tudo isso serviu para quê? Quero mostrar aqui que para alguns pode ser somente um detalhe ou um aparente erro bobo, mas - na realidade - uma letra faz toda a diferença. Sim, confesso que estou impondo certo rigor, porém, se meu nome é assim, não pode ser assado. Uma alternativa exclui a outra. Me identifico com uma e não com a outra.

As palavras foram criadas para identificar, nomear, diferenciar. Portanto, a incorreção no nome indica uma comunicação falha, além de provocar na "vítima" uma ira interior reprimida.