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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A equação da vida

Vi O Pequeno Príncipe e amei! A história do livro homônimo, do escritor Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), é linda. E o filme, dirigido por Mark Osborne, conseguiu encaixar bem a mensagem da obra e incluir itens da atualidade, como a vida dos empregados que precisam ser essenciais para as companhias onde trabalham.


A amizade entre a menina e o aviador é pura, natural, divertida. É assim que a garota aprende coisas sobre a vida, o que não aprenderia estudando (muita Matemática) em casa sozinha. O foco nos livros e na futura formação em uma boa faculdade era o que a mãe tinha planejado para a filha se tornar uma ótima adulta.

Claro que minha música favorita do filme, uma parceria do compositor Hans Zimmer e a cantora Camille, é exatamente uma que mostra o quanto o aviador é importante para a menina.

Veja a letra (em Francês) e o vídeo abaixo! :)

Equation

1 + 1 font 2
2 + 1 fait 3
Tu me tire ainsi, les larmes ou la pluie,
Fait chavirer les nuages!
Et si le soleil
Descendra du ciel
Lundi
Dans une heure,
Une vie,
Une semaine,
Une semaine et demi,
Une année,
Un million d'années.
Un peu loin des yeux,
Plutôt près de toi,
Je ne compte que sur mes doigts.
Si par coeur brisé,
Je n'ai que des A,
Est-ce que tu reviens pas,
Pas.


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Como comecei meu blog de viagens

Faz uns anos, quando já estava com o Reflexões Poéticas, que tive a ideia de ter também um blog de viagens. Queria contar minhas experiências pelo mundo.

Quando criança até mais ou menos a época de colégio e faculdade, viajava bastante com minha família. Lá pela época do colegial, eu ajudava a pesquisar hotéis e até mesmo pedir orçamento pelo telefone.

Com o tempo, fui aprimorando a habilidade de encontrar e avaliar hotéis. Antes, era mais difícil encontrar informações sobre os estabelecimentos na Internet. Agora, há muitos blogs e sites de viagem e turismo que fazem este papel.

Primeiras viagens internacionais

Na faculdade, em 2007, viajei a primeira vez para o exterior. Trabalhei na Disney, em Orlando, nos Estados Unidos, durante 2 meses e meio, num programa de Work & Travel. Fui com amigos que fiz aqui em São Paulo antes de embarcarmos.

Com um passaporte novo, em 2012, decidi ir para a Europa. Mas - como me sentia um pouco insegura ainda - escolhi participar de um tour para jovens de todo o mundo. Lá fui eu para Berlim, Praga e Viena, fazendo o percurso entre as cidades de ônibus.

O curioso é que durante as pesquisas sobre as paradas do roteiro da excursão percebi que poderia, sim, viajar sozinha e me virar. Isso me motivou a viajar mais.

Países de língua espanhola são legais

Depois, no ano seguinte, pensei que seria melhor ir para um país só e aproveitar para conhecer mais cada uma das cidades. Decidi ir para a Espanha. Mas, como não queria passar praticamente 20 dias da minha viagem sola, me matriculei num curso de idioma em Madrid. O curso foi bom pra revisar muitas coisas e pra fazer novos amigos que me acompanharam em passeios. Aproveitei a chance para ficar em casa de família, uma experiência que sempre tive vontade de ter e ver como era. É interessante, porém, nesta idade de mais de 20 e tantos anos, ficar em hostel te dá mais independência.

Ainda em 2013, conheci Buenos Aires e Santiago. Descobri que viajar pela América Latina é barato e bem legal, além de poder praticar o Espanhol. Nesta viagem, me perdi, me aventurei de ônibus, passei perrengue, mas tudo deu certo no final.



Visitei e adorei o Mercado Central de Santiago (crédito: arquivo pessoal)


Em 2014, hablé más em Montevidéu, no Uruguai. O planejamento fiz de última hora, mas consegui organizar tudo. Pra quem gosta de viajar e turistar, ficar em casa nas férias é triste... Desta vez, como precisava de descanso e conforto, fiquei em hotel e não em hostel, como costumo fazer para economizar.

Um novo desafio na Ásia

Finalmente conheci o Japão, país de origem da minha família. Passei por Dubai, nos Emirados Árabes, e pude ver de perto um pouco da cultura oriental, que é bem diferente da brasileira e de todos os outros países que visitei.

Até consegui me virar com conhecimento básico de Japonês. Fiz viagens dentro do Japão, fui pra várias cidades históricas e interessantes. Também viajei para Okinawa, ilha no sul.

Fiz um passeio agradável em Yokohama, no Japão (crédito: arquivo pessoal)







O blog


Depois de voltar desta viagem, decidi criar meu blog de viagens, o 3, 2, 1... Viajando!. Lá, quero compartilhar minhas aventuras pelo Brasil e pelo mundo, dar dicas de viagem, passeios e roteiros.

Quero informar e avaliar os lugares. Quero incentivar todos a viajarem, mesmo sozinho, sem muito dinheiro ou se for para um destino não tão comum.

3, 2, 1... Viajando! - http://321-viajando.com


Explore e viaje! ;)

terça-feira, 14 de abril de 2015

Se...

Se...

Se ainda fosse criança,
brincaria todos os dias
Se fosse adolescente,
passaria o tempo com as amigas.
Se fosse universitária,
aprenderia tudo o que fosse possível.
Se fosse adulta,
beberia café todos os dias.
Se fosse madura,
usaria minha experiência para ensinar aos outros.
Se fosse empresária,
trabalharia com viagens.
Se fosse trabalhar em fábrica,
moraria no Japão.
Se fosse fazer um mochilão,
ficaria um bom tempo na Europa.
Se fosse escolher outra faculdade,
teria estudado Direito.
Se fosse famosa,
seria escritora.
Se fosse uma estrela,
seria uma cadente.
Se fosse heroína,
teria poderes.
Se não fosse como é,
não escreveria este poema.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Brasileira! - Parte 6

Passei por mais um capítulo da saga. Desta vez, no Japão.

Nos primeiros dias lá, não me sentia no meu "habitat". A impressão que tinha era de estar num grande e aberto Bunkyo ("Bunka kyokan", "centro de cultura" em português).

No começo, era natural que a maioria dos japoneses achasse que eu fosse de lá. Por isso, falavam comigo em japonês. Ficava desesperada, porque falavam muito rápido e não entendia nada. Quando não perguntavam algo, era um alívio, porque só sinalizava com a cabeça que OK ou dizia "hai" ("sim") pra pessoa prosseguir com o diálogo (quase monólogo) ou simplesmente ignorava a "verborragia". A tensão era grande quando surgia uma pergunta e não entendia. Claro que dizia com jeitinho que não entendo muito japonês e as pessoas, algumas não tão gentilmente, tentavam falar mais devagar ou reformular a frase.

Em alguns casos, logo percebiam que eu era estrangeira, porque algumas vezes eu gaguejava, e já se comunicavam em inglês comigo. Mas isso em poucos lugares bem turísticos, porque ainda a grande maioria dos nipônicos não fala inglês, até entendem, mas não conseguem conversar.

Passado um mês ou mais, pensei que seria melhor tentar compreender o que as pessoas falam, sem se preocupar demais com a velocidade que falam. Daí, percebi que era possível entender, mesmo que fosse por palavras-chave e pelo contexto da conversa. E comecei a ficar feliz comigo mesma, porque acabava de dar um passo à frente no aprendizado.

Assim, me senti à vontade para conversar, mesmo que o básico. Pessoas do comércio me perguntavam de onde era e ficavam surpresas em saber que sou brasileira. Alguns diziam que meu país é longe. E muitos disseram que sou jyouzu ("habilidoso") no japonês. Como sei que dois anos de estudo é pouco para se virar, agradecia o elogio e dizia que preciso me esforçar para aprender mais.

Na realidade, no geral, era mais difícil tentar se comunicar em inglês, porque conseguia me expressar bem, mas os japoneses não conseguiam responder no mesmo idioma. Não adiantava muito. Me via apenas com a possibilidade de usar o conhecimento básico de japonês, o que realmente funcionava. Além disso, percebi que os japoneses se sentiam muito mais confortáveis em falar a própria língua (assim como qualquer um), inclusive em conversas com meus amigos não descendentes. Até parecia que quando a interação já era iniciada em inglês, eles se sentiam ofendidos ou algo assim.

O que continua sendo um mistério é ainda pensarem que sou - ou poderia ser - chinesa. Pra mim, pelo menos, tenho cara de brasileira ou de, no máximo, japonesa. Em Okinawa, era até comum encontrar pessoas que falavam chinês. É verdade que lá existem muitos turistas sino descendentes. Talvez por isso deduzissem que eu também poderia ser mais um deles.

Por um lado, faz sentido pensar que sou japonesa. Tenho fisionomia de uma - e me vestia como uma. Mas algo que pode ser um detalhe pra maioria é justamente o que faz toda a diferença. O jeito de agir e os gestos. Se alguém for me comparar com uma nativa, logo verá que sou diferente dela e, portanto, não sou japonesa.

Para mim, o que falta não só aos japoneses, mas para as pessoas em geral, é ter este tato, ter uma etapa para se fazer esta análise e, assim, ter mais informações para se deduzir a nacionalidade de um indivíduo, além de se ter a oportunidade de se aprender sobre as diferenças de culturas que muitas vezes ficam nas entrelinhas.



Veja a saga completa aqui!
Brasileira! - Parte 5

sábado, 20 de setembro de 2014

Vida de madame

Depois que comecei a fazer unhas no salão, experimentar massagem, etc, acho que teria uma vida de madame sem problemas. Mesmo.

Ser mulherzinha não é fácil, mas é ótimo. Até me viro na hora da manicure, mas nada se compara quando faço no salão. É uma terapia... e em meia hora fica pronto! É uma coisa simples, até meio boba, mas eu gosto bastante!

Massagem é uma coisa que se você faz uma vez, vicia. Quer fazer sempre. Só que o preço é o que acaba te impedindo, porque cada sessão não sai por menos de R$ 100. E existe uma variedade que dá vontade de experimentar todas! É tão relaxante que até dá sono.

Outra coisa que se pudesse, faria, é que lavassem meu cabelo. Quando decido lavar no salão, aquela massageada é boa demais. E o shampoo geralmente é milagroso e cheiroso.

Pois é, meu sonho de mulherzinha é ter cabelo de celebridade. Lindo, sedoso, hidratado, sem fios arrepiados, penteado...

Juntando tudo isso, esta, sim, seria uma boa vida de madame!


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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Uma reflexão sobre a vida

Desta vez, resgato um texto que conheci há alguns bons anos e é muito bonito. Talvez seja meu segundo favorito, o primeiro é um de Shakespeare.

"A vida" é de Henfil, Henrique de Souza Filho (1944-1988), que foi jornalista, escritor e cartunista brasileiro. Foi colaborador de diversos grandes jornais, publicou livros, esteve envolvido na política e trabalhou também com cinema, teatro e televisão. Henfil tinha hemofilia (uma doença que se caracteriza pela desordem no mecanismo de coagulação do sangue) e faleceu após contrair o vírus da Aids por conta de uma transfusão de sangue.

Boa leitura!


A vida

Por muito tempo, eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. Aí sim, a vida de verdade começaria. 

Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade. 
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade. 
A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem. 
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém. 
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;
até que você volte para a faculdade;
até que você perca 5 kg;
até que você ganhe 5 kg;
até que seus filhos tenham saído de casa;
até que você se case;
até que você se divorcie;
até sexta à noite;
até segunda de manhã;
até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
até o próximo verão, outono, inverno;
até que você esteja aposentado;
até que a sua música toque;
até que você tenha terminado seu drink;
até que você esteja sóbrio de novo;
até que você morra;
e decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo...

Lembre-se: felicidade é uma viagem, não um destino.

domingo, 10 de agosto de 2014

Muitos "ados"

Sobre nossa vida atual...

Muitos "ados"


Estamos muitos estressados
Estamos muito atarefados
Estamos muito esgotados


Estamos muito desconectados

Estamos muito mal amados

Estamos muito desconcertados

Estamos muito despreocupados


Estamos muito despolitizados
Estamos muito desinformados

Estamos muito desajeitados
Estamos muito desrespeitados

Estamos muito desletrados
Estamos muito desidiomatizados

Estamos muito desregrados

Muito apegados


domingo, 29 de junho de 2014

Brasileira! - Parte 5

Eis que chego ao quinto capítulo de minha saga depois de me aventurar mais uma vez fora do Brasil. Neste mês de junho, visitei o Uruguai, a terra da parrilla, alfajor e mate, além do fanatismo pelo futebol.

Primeiro, quero deixar registrado que não se deve "menosprezar" nossos vizinhos e hermanos da América Latina - sim, e isto inclui a Argentina. Além de ser pertinho do Brasil, a moeda é mais barata e estável que o dólar ou o euro. É possível fazer uma viagem curta, agradável e que - com certeza - deixa muitas boas lembranças.

Por ter cara de asiática, novamente estive "camuflada", apenas observando o ambiente - e as dezenas de brasileiros espalhados pela capital uruguaia. A pouca interação que tive com conterrâneos foi até engraçada e inesperada, porque me disseram "bye".

O que observei foi algo que já é incontestável: o brasileiro não sabe falar inglês ou espanhol ou outra língua estrangeira e pode ter dificuldades para se comunicar. Nem sei se o mais bizarro é as pessoas falarem mesmo em português ou arriscarem hablar o famoso portunhol que me faz doer os ouvidos. Confesso que em momentos como estes sinto vergonha alheia e tento evitar que me identifiquem como tupiniquim - ou quase isso.

Por outro lado, é bem legal interagir com nativos e praticar o espanhol (enferrujado) in loco. Como sou curiosa e já tento me planejar o mínimo antecipadamente, chego aos lugares já com muitas dúvidas e, claro, nunca deixo de esclarecê-las e ainda pedir recomendações. Mas o mais legal mesmo é receber elogios! Um senhor - que concluí ser o dono de um restaurante onde almocei - viu uma garota sozinha pedir um super prato de churrasco e decidiu conversar. Foi mais ou menos assim:

- Por que você não pediu meio prato?
- Não sabia que poderia pedir.
- Sim, claro que sim!
- Ah, não sabia...
- De onde você é?
- Sou do Brasil.
- Ah, é?! Você fala muito bem o castelhano!
- Obrigada! É que estudei dois anos de espanhol no Brasil e...

Ele saiu andando e ganhei o dia! :D

Outra conversa interessante foi com uma vendedora de uma loja de roupa. Perguntou de onde era e o que achei da cidade. Comentou que admira quem viaja sozinho e etc. Quando ela descobriu que sou brasileira, disse que conhece Florianópolis e que quer ir para o Rio de Janeiro - tinha ouvido falar de São Paulo.

E sempre tem aquele que quer adivinhar minhas raízes. Em outro restaurante, um jovem senhor preparava os famigerados panchos (hot dogs) e logo "chutou" que minha família é do Japão. Como entendi que ele queria saber de onde sou, respondi que não. E começou o festival de países aisáticos até que nos entendemos e confirmei que minnha origem é nipônica. Ele logo comentou que um vizinho dele é japonês e mora há 20 anos no Uruguai. Por isso, com certo orgulho, justificou como conseguiu me identificar.

É curioso como cada viagem prepara surpresas como estas e, no fim, acabo me divertindo com elas. A crise de identidade fica em segundo plano e toda vez volto com uma nova história - além de tantas outras sobre outros tópicos - para contar!

Veja a saga completa aqui!

domingo, 8 de junho de 2014

Água é vida

A água é um recurso natural essencial para a sobrevivência humana. Algo que se estuda no período escolar e parece que é esquecido depois, uma informação importante que se perde no tempo. Além disso, nossa cultura parece ser aquela que só se preocupa quando a situação é grave e se está caminhando para um estado de alerta e esgotamento.

Os homens estão - de fato - chegando ao ponto de fazer o mundo acabar, o que também estudamos na escola e, muitas vezes, pensamos ser uma hipótese exagerada ou apocalíptica que - provavelmente - nem poderá se concretizar. Mas agora vemos que a realidade é (um pouco) diferente.

Vivemos tempos de vacas magras - ou, se preferirem, água escassa. Por isso, tenho duas críticas a fazer.

Campanha de conscientização

Nada seria mais sensato que promover uma campanha fixa de educação da população, explicando a importância da água e de economizar sempre que possível. Neste caso, vale o ditado: "quem guarda, tem".

Todos os pontos levantados como formas de poupar água - por conta do volume de água do sistema Cantareira que não para de baixar - são atitudes que as pessoas podem adotar como hábito. Assim, a questão não é informar como pode ser feito, mas criar hábitos sustentáveis.

Além de se tratar de uma campanha temporária, é tardia. Esperou-se até uma situação grave para se iniciar a divulgação de medidas para serem tomadas pelos paulistanos. Se existisse a educação, não seria necessária uma ação de emergência, não tão urgente assim.

Captação de água

Algo que foge de minha compreensão até agora é por que não se providenciou um projeto para captar água das chuvas. E, na verdade, é algo que deveria ter sido adaptado há anos, pois - diferente do esperado - não vimos as águas de março neste ano. Pelo contrário, vimos (e sentimos calor) e a água cair pelo ralo - literalmente.

Mesmo que não tenha chovido no último verão, a água da pouca chuva que tivemos já poderia ser considerada como reserva. Pouco, mas já é algo.

Futuro

Diante do quadro que enfrentamos agora, espero que esta questão seja levada em consideração e se torne uma discussão de maior amplitude e atenção.

Outros debates que envolvem água - como a despoluição do Rio Tietê e Pinheiros, o tratamento do esgoto e reuso da água - já são velhos conhecidos, porém, foram deixados para trás depois de o governo ter valorizado assuntos políticos, por interesses individuais. Os  tópicos se apagaram da memória.

Reflexão

Para refletir, finalizo com um trecho do poema "O Cão Sem Plumas", de João Cabral de Melo Neto.


Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.


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sábado, 5 de abril de 2014

6 de abril, Dia Mundial da Atividade Física

No dia 6 de abril, a Organização Mundial da Sáude comemora o Dia Mundial da Atividade Física. Em homenagem à data e a algumas coisas que venho observando, segue uma lista de dicas de saúde.

Note que não sou especialista no assunto, apenas listo algumas pequenas coisas que podem ser feitas no dia a dia, mas que podem mudar a vida para melhor.

Atividade física

- Pratique um esporte ou faça regularmente alguma atividade física, três vezes por semana, durante 45 minutos (corrida, esteira, bike, pilates ou até mesmo dança!). Lembre-se de se alongar ao terminar.
- Se não for possível, se fizer uma atividade de 15 minutos todos os dias já ajuda
- Sempre que possível, faça caminhadas - mesmo curtas - e suba as escadas fixas
- O exercício aeróbico queima gorduras, além de desestressar e aumentar a disposição
- Uma atividade física moderada e regular melhora a capacidade cardíaca

Alimentação

- Não pule o café da manhã ou qualquer outra refeição
- Evite comer lanches, salgados e frituras no almoço
- Inclua frutas, legumes, verduras e peixe (evite carne vermelha) em sua dieta
- Faça um prato com alimentos variados e coloridos. Quanto mais colorido, mais saudável.
- Evite bebidas durante as refeições
- Evite refrigerantes, prefira sucos ou água
- Evite doces na parte da noite
- Evite colocar muito sal na comida e muito açúcar nas bebidas
- Beba 2 litros de água por dia

Descanso

- Durma, pelo menos, um período de 6h por noite
- Se estiver cansado, descanse ou faça um exercício leve
- Descansar também é cuidar da saúde!

Espero que esta lista tenha ajudado! ;)

sábado, 15 de março de 2014

Ser mulherzinha

Ser mulherzinha não é fácil - nem barato (!). O sexo feminino tem uma de itens para fazer todas as semanas. Preocupação com cabelo, pele, pelos, maquiagem, manicure e pedicure!

Em teoria, o cabelo precisa de hidratação semanal ou quinzenal. Além do cuidado diário de manter as madeixas limpas, bonitas e protegidas do sol.

A pele, principalmente se for seca, requer hidratação e proteção diária. É necessário, pelo menos, aplicar o bloqueador solar todos os santos dias, mesmo se o tempo estiver nublado. O ideal é fazer esfoliação uma vez por semana.

Outra preocupação são os pelos. Depila aqui, depilá lá, usa cera aqui, lâmina lá, encrava pelo, mancha a pele, dói. Esta parte é bem chata, ainda mais no verão.

Para ficar bonita, a mulherzinha cuida das unhas. Cortar, lixar, hidratar, tirar a cutícula, esmaltar - e deixá-las respirar também! Para as mãos, o trabalho é semanal e, para os pés, quinzenal. Se forem feitas em casa, é preciso prática e tempo livre, porém, a economia mensal fica - no mínimo - cerca de R$ 100. Com o treino, as habilidades são aperfeiçoadas e mesmo o malabarismo para tratar os pés torna-se cada vez menos complicado.

As unhas em conjunto com a maquiagem e os acessórios formam um trio poderoso. Se fico sem um destes itens, sinto-me "nua", que falta algo. Estranha sensação de mulher. Para caprichar, vão primer, corretivo, base, pó, sombra, delineador, rímel, blush, batom. Uns 20 minutos só para completar o visual. Pronto! Haja tempo e produtos!

Não é só isso. As mulheres ainda se preocupam com o que escondem debaixo da roupa. Celulite e estrias. Mais uns cremes de aplicação diária e está resolvido.

Ufa! Até cansei só de pensar em tudo isso e escrever!

Além disso, confesso que sou mais prática e até bastante preguiçosa, pouco habilidosa - mal consigo fazer escova no cabelo ou usar a chapinha. Quando descobri o famigerado BB Cream, achei simplesmente genial. Várias etapas são resumidas em uma única aplicação!

De qualquer forma, dá muito trabalho seguir esta imensa lista. Tudo para as mulheres se sentirem bem consigo mesmas e até causar uma inveja alheia. Mas não sei se tenho mérito para ser considerada uma mulherzinha digna.

terça-feira, 4 de março de 2014

Novinha, mas nem tanto - Parte 2

Mais um aniversário se aproxima e as histórias se acumulam.

Começo de ano, começo de cursos e pessoas novas. E, na socialização, sempre surge a pergunta da idade. Quase ninguém consegue chegar próximo e a reação quando sabem quantas primaveras já vivi é a mesma: de grande surpresa.

Em um almoço, muitos pensaram que eu tinha 22 anos. Até quiseram ser simpáticos comigo e disseram que eu teria 19 anos. E, quando - enfim - desistem, digo quantos aniversários já completei e, na sequência, observo o impacto (risos).

Antes, até me incomodava o fato de as pessoas me acharem muito nova. Até continua sendo um pouco ruim profissionalmente, pois é mais trabalhoso provar o conhecimento e a credibilidade. Porém, de uns tempos para cá, encontrei uma forma de me divertir com isto: fazer com que as pessoas tentem adivinhar minha idade.

Chega a ser engraçado, porque - como geralmente ocorre com desconhecidos - a avaliação é feita pela aparência, que - no meu caso - engana, já que meus genes orientais me deram este "dom" de parecer mais jovem. E as pessoas começam a chutar, pois não têm outras referências para ajudá-las.

E, realmente, começo a pensar que será bom não aparentar ter 40 anos, mas com a condição de que continue saudável. De qualquer forma, vou manter o chá verde (um poderoso rejuvenescedor natural que adoro) em minha dieta...

domingo, 26 de janeiro de 2014

Brasileira! - Parte 4

Bairro da Liberdade (crédito para a autora deste blog)
E cá estou uma vez mais com novas indagações, porém, com a mesma "crise" de indentidade.

Trabalhei na Liberdade uns anos atrás, bairro antes conhecido como japonês e hoje considerado oriental pela presença de chineses também. Até então, mal conhecia a cultura e não falava o idioma de meus ancestrais. Sempre me senti brasileira. Por outro lado, aprendi muito lá - passei a admirar os valores e ensinamentos nipônicos.

Outras regiões da cidade são predominantemente habitadas por descendentes como Saúde e Vila Mariana. Por isso, não é nada raro encontrá-los por aí e por outros cantos de São Paulo.

O curioso é o que me vem à cabeça quando vejo grupos deles ou até famílias inteiras num mesmo lugar. "Nossa, mas está cheio de japas aqui, né?" Oras, eles são paulistanos como eu e estão fazendo suas coisas - como eu!

No geral, inexplicavelmente (ou não), não tenho consciência de que tenho feições asiáticas como os demais e quase os vejo como se fossem de outra nacionalidade. Quando relembro estes momentos, percebo que minha pergunta não faz tanto sentido. Volto ao mundo real e aí me atento ao "detalhe" de minhas origens.

Ao ver de diversos pontos de vista, sou igual e diferente dos outros e - ao mesmo tempo - minhas raízes estão em um só país, mas em variadas províncias. Uma mistura só - boa e bem brasileira.

Se para mim já é confuso, agora começo a entender como deve ser para os estrangeiros!


Veja a saga completa aqui!

domingo, 12 de janeiro de 2014

Enfim, férias!

Férias. Um dos períodos mais esperados do ano (merecidamente)! Os adultos trabalhadores têm seus 30 dias, enquanto os estudantes - talvez mais afortunados - ficam cerca de 3 meses livres - leves e soltos - para aproveitar.

Para mim, geralmente estar de férias significa viajar. Sair da cidade, do país, para conhecer outras culturas. É fascinante e viciante, quanto mais viajo, mais quero viajar! Apesar de cansativo, vale a pena.

Mas nem sempre é possível visitar outros lugares. E uma opção - que pode ser bastante interessante e mais em conta - é descobrir a cidade onde moro, São Paulo, que esconde cantos até mesmo ao lado sem que sequer se perceba.

Apesar do tamanho, a metrópole é bem explorada a pé. Uma pequena região de cada vez. Um passeio que pode levar a descobertas. É uma oportunidade de experimentar novos caminhos e sabores.

E o verdadeiro sabor das férias é se desconectar de algumas coisas e desfrutar do ócio, de uma boa leitura e mais horas de sono, explorar a cidade com outros olhos, enfim, fazer o que se tem vontade em horários diferentes de quando se está na correria do dia a dia.


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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Brasileira! - Parte 3

A aventura da vez foi hispânica: na Espanha, vi muitos chineses e japoneses turistando. Como no ano passado fiquei surpresa ao pensarem que eu era chinesa, já presumia que agora não seria diferente. Na América Latina, Santiago e Buenos Aires, passei por algo parecido! E me surpreendi de novo. 

Na Espanha, minha ex-companheira de quarto, que é japonesa, fez uma cara de curiosidade/dúvida em relação ao meu país de origem. Nas aulas de espanhol, os professores chamavam meu nome (Tatiana, que tem origem russa), porém, percebiam que meu sobrenome é japonês. Tive, então, de explicar que sou brasileira, mas que meus bisavós vieram do outro lado do mundo.

Inclusive, uma colega de sala, russa, ficou um tanto intrigada com o fato de eu ser brasileira, ter cara e origem japonesa, e ter o primeiro nome russo. Para eles parece algo quase impossível, contudo, todavia, entretanto, no Brasil é bastante comum.

Já ouvi de algumas pessoas que não sabem diferenciar japoneses, chineses e coreanos. E realmente acho que devem fazer uma salada com os asiáticos.

E os brasileiros (cariocas) que estavam passeando lá nem perceberam que também era do Brasil... Esta é a vantagem...

Enquanto isso, a viagem latina me deu outros pontos de vista. Teve quem pensasse que eu fosse japonesa mesmo (faz sentido) ou americana (até faz sentido, mas me parece que não há tantos descendentes lá!). E aí, vieram na sequência as mesmas respostas de que meus bisavós imigraram para o Brasil, que aqui existe a maior comunidade nipo-brasileira fora do Japão e teve o projeto de imigração japonesa e italiana para cá.

Não sei se eu ou as outras pessoas que ficavam mais surpresos. Chegava a ser engraçado pensar nisso.

Fiquei meio camuflada por trás dos meus olhos amendoados para evitar brasileiros e, consequentemente, falar Português. Estava viajando para praticar Espanhol!

Algo que me incomodava era o fato de falarem em outra língua que não o Espanhol. Na Europa e no Chile, começavam a falar em Inglês. Na Argentina, saía um Espanguês... E sempre estava eu a hablar! Que coisa, deixem que eu pratique!

Sou brasileira, mas sou internacional! ;)



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Brasileira! - Parte II
Brasileira!


sábado, 2 de março de 2013

Hajimemashite

"Hajimemashite", em japonês, significa "muito prazer". Aproveito o início das aulas da língua japonesa para dividir aqui o que já aprendi. Fiquei tão animada que realmente achei que valeria um post. Estou mesmo emocionada! E continuarei seguindo os passos de Guimarães Rosa!
 
Vou me apresentar em japonês!
 
Hajimemashite.
Tatiana desu.
Watashi wa burajirujin desu.
Dozo yoroshiku
onegai shimasu.
 
Em português seria mais ou menos assim:
 
Prazer em conhecê-lo.
Sou a Tatiana.
Sou brasileira.
É um prazer conhecê-lo.
 
Estou me divertindo demais nas aulas, chego a ficar rindo sozinha!
E quem diria que iria gostar tanto de estudar a língua materna dos meus bisavós!


 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Eu e a cultura pop japonesa

No fim do ano passado, me propus a fazer uma imersão na cultura japonesa, inclusive pesquisar sobre minhas origens. A jornada tem sido fantástica e - a cada nova descoberta - me surpreendo cada vez mais. As novidades se encaixam com os conhecimentos que já tinha e tudo faz mais sentido.

Antes disso, cheguei a ler mangás (quadrinhos japoneses), assistir a alguns doramas ("dramas", isto é, novelas japonesas) - que me mostraram um pouco do comportamento japonês -, animações lançadas no cinema (Toonari no Totoro, super fofo; e Ponyo, que estimula a imaginação de adultos também) e animes (leia-se "animês"), como "Full Metal Panic! Fumoffu" (muuuuiiito engraçado) e "City Hunter", meu atual vício.

A ideia toda de "City Hunter" é muito interessante. Apesar da característica marcante do protagonista, Ryo Saeba, um detetive particular de Tokyo que sempre busca ser contratado por mulheres, as trapalhadas rendem séries de risadas. Mas este anime não é feito só de comédia, tem momentos de drama (em que Ryo mostra que tem um bom coração) e ação, quando as habilidades do sweeper sempre se mostram superiores às dos inimigos.

A melhor parte, para mim, é que a cultura tradicional (alimentação e literatura, por exemplo) é inserida no contexto de forma natural, o que me parece incrível e me fascina.

Em um dos episódios, com que me emocionei pela linda história de um casal que teve se separar, foi citado um poema escrito pelo ex-imperador Sutoku (1119-1164), que faz parte da antologia poética Hyakunin Isshu e da coletânea de poesia tradicional Shika Wakashu (229).

瀬をはやみ岩にせかるる滝川の
われても末に 逢わむとぞ思ふ

"Se o hayami
Iwa ni sekaruru
Takigawa no
Waretemo sue ni
Awan to zo omou"

"The rushing rapids are divided by a rock
But further down the waterfall
I know the river will unite again"

Confesso que quando era adolescente, não tinha muito interesse na cultura japonesa. Na faculdade, como trabalhei diretamente com o assunto - aos poucos - passei a ter mais contato e aprender mais. Tenho quebrado barreiras e minha opinião é bastante diferente hoje. Até renderia um livro com o título: "Eu e a cultura pop japonesa - um grande aprendizado".


sábado, 12 de janeiro de 2013

Ensinando a pescar...

"Se deres um peixe a um homem faminto, vais alimentá-lo por um dia. Se o ensinares a pescar, vais alimentá-lo toda a vida."

Lao-Tsé


Uma mensagem parecida com estas as palavras ouvi de uma amiga no ano passado. Acho que me era familiar, mas - da mesma forma - achei fantástico. Ela falava sobre trabalho voluntário, um gesto muito bonito que ainda é parte dos meus planos.

A frase veio à tona meio que repentinamente. Desde quando comecei a fazer revisão de textos, minha ideia sempre foi riscar o erro e, ao lado, colocar a correção. Como diziam alguns professores, era a melhor forma de lembrar o que estava incorreto e memorizar a forma certa.

É o que tenho feito... Porém, é comum ver repetição de erros e, você - no papel de revisor - tem de corrigir quantas vezes for necessário. O que percebi é que você pode simplificar o processo, apagando a incorreção e já deixar a forma correta no lugar. É prático, mas - em termos didáticos - não há validade alguma.

À primeira vista, pode ser que eu seja uma pessoa muito rígida, que se atém aos detalhes. Rígida até sou um pouco, é verdade. Apesar disso, afirmo com toda a sinceridade que tenho as melhores intenções e penso de fato em ajudar, ensinar e tornar o outro "independente". E, quando percebo que a pessoa entendeu e aprendeu uma determinada regra ou expressão, fico feliz em dobro, por ela e por mim.

A conclusão disso tudo é que faço minha parte, já que tenho um conhecimento mais aprofundado da língua portuguesa - com a devida humildade, claro. Às vezes, sofro um tanto, pois - automaticamente - muitos textos, fora do contexto de trabalho, começo a ler já com olhos de revisora, o que não é bom também.

E aí, dá uma dor no coração de saber que muitas pessoas não sabem escrever direito, seja por problema de grafia ou por falta de coesão (mas não vamos discutir essa questão agora).

No fim, descobri que ensinar pode ser mais gratificante e fantástico que parecia. Pois é, uma visita a uma amiga com filho pequeno me despertou isso. É incrível pensar que você tem esta habilidade de fazer alguém descobrir algo novo ou aprender o que antes era do mundo do desconhecido. Essa amiga até me perguntou se nunca tinha pensado em ser professora... agora, pelo menos, já tenho vontade e acho até que tenho jeito para isso. Quem sabe não terei o poder de transformar uma sociedade?

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Melhores '12

Venho quase nos 45 minutos do segundo tempo fazer uma lista dos melhores de 2012 que não deixa de ser um balanço do ano.

Separei em 13 categorias!

Melhor nova experiência
Massagem ayurvédica

Melhor reencontro
Festa Alemã - com o pessoal de colégio

Melhor destino de viagem
Praga

Melhor tipo de programa de TV
Dorama japonês

Melhor post do ano
"E viveram felizes para sempre..."

Maior descoberta
Sou descendente de quatro províncias japonesas e sou sansei-yonsei

Novo vício
Manicure

"Desafio" cumprido
Conheci três cabeleireiros diferentes

Meta cumprida
Publicar mais postagens no blog que em 2011

Evolução do ano (aparência)
Mais interesse e maior investimento em roupas e maquiagem

Evolução do ano (profissional)
Mais segurança e novos aprendizados

Palavra do ano
Renovação

Refeição do ano
Hamburger e batata frita

Melhor do ano
Muitas reflexões

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Hablas English? Parlez-vous Deutsch?

Sou amante dos idiomas e de estudá-los. Além de poder conhecer um pouco da cultura de cada país, considero que falar outras línguas expande meus horizontes e me torna mais independente para viajar mundo afora.

E, nesta busca quase incessante pelo aprendizado, praticamente me esqueço de que sou descendente de japoneses. Como sempre estudei com semelhantes (escola, curso de Inglês  e Espanhol, e faculdade), não parei para pensar que eu era "diferente".

Comecei a reparar nisso quando voltei a estudar Alemão. É claro que há outros descendentes que frequentam a mesma escola que eu, mas uma colega achou curioso o fato de uma "japonesa" estar lá.

Na realidade, ela não foi a primeira pessoa a pensar isso. Minha dentista, que me conhece desde quando eu tinha quatro anos, sempre me falava algo como: "você é japonesa, fala Alemão e não fala Japonês?". Pois é, me formei em uma escola alemã e não tive muito contato com minhas raízes até a faculdade.

Agora, que terminei os cursos de Inglês e Espanhol, estou no nível intermediário de Alemão, decidi que queria me aproximar mais da cultura dos meus antepassados estudando Japonês. Ainda tenho vontade de estudar Italiano e Francês.

Será que depois de aprender todos esses idiomas já me contento?