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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A equação da vida

Vi O Pequeno Príncipe e amei! A história do livro homônimo, do escritor Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), é linda. E o filme, dirigido por Mark Osborne, conseguiu encaixar bem a mensagem da obra e incluir itens da atualidade, como a vida dos empregados que precisam ser essenciais para as companhias onde trabalham.


A amizade entre a menina e o aviador é pura, natural, divertida. É assim que a garota aprende coisas sobre a vida, o que não aprenderia estudando (muita Matemática) em casa sozinha. O foco nos livros e na futura formação em uma boa faculdade era o que a mãe tinha planejado para a filha se tornar uma ótima adulta.

Claro que minha música favorita do filme, uma parceria do compositor Hans Zimmer e a cantora Camille, é exatamente uma que mostra o quanto o aviador é importante para a menina.

Veja a letra (em Francês) e o vídeo abaixo! :)

Equation

1 + 1 font 2
2 + 1 fait 3
Tu me tire ainsi, les larmes ou la pluie,
Fait chavirer les nuages!
Et si le soleil
Descendra du ciel
Lundi
Dans une heure,
Une vie,
Une semaine,
Une semaine et demi,
Une année,
Un million d'années.
Un peu loin des yeux,
Plutôt près de toi,
Je ne compte que sur mes doigts.
Si par coeur brisé,
Je n'ai que des A,
Est-ce que tu reviens pas,
Pas.


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tensão e crítica em "Enterrado vivo"

Filme traz à tona temas polêmicos que envolvem os EUA

Imagine ser enterrado vivo e ter apenas 95 minutos para fazer algumas ligações de um celular com bateria fraca e pedir socorro. Este é o desafio de Paul Conroy (Ryan Reynolds), americano pai de família e motorista de caminhão que trabalha no Iraque, na trama de Enterrado vivo.

Do início ao fim, o diretor espanhol Rodrigo Cortés mantém um clima de muita tensão. Conroy se desespera, faz questionamentos sobre sua situação e suplica por ajuda. Junto com ele, sente-se revolta intercalada com esperanças.

O filme é uma boa crítica aos Estados Unidos. São feitas referências ao episódio de 11 de setembro, terrorismo e à invasão americana ao Iraque, em que centenas e até milhares de pessoas inocentes foram e são vítimas.

Enterrado vivo estreia nos cinemas brasileiros em 10 de dezembro.

Texto originalmente publicado no Blog Alpha Lazer



- Assista ao trailer

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

“Em um mundo melhor” questiona sociedade atual

Produção dinamarquesa participa da 34ª Mostra de Cinema de São Paulo

Em um mundo melhor apresenta realidades contrastantes vistas por Anton (Mikael Persbrandt), médico que divide sua vida entre o trabalho num acampamento africano de refugiados e sua casa na Dinamarca. Assim, ele e sua família enfrentam conflitos que os levam a escolher entre vingança ou perdão.

A trama enfoca a problemática da violência física e moral. Anton atende grávidas vítimas de agressões e seu filho Elias sofre bullying na escola. O amigo Christian o defende, mas com sentimento de vingança e ingenuidade de criança não pensa nas consequências.

Após testemunhar brigas e arrependimentos, nos resta refletir se a sociedade atual deve ser considerada um modelo ou mesmo “civilizada”, apesar de toda a violência e intolerância existentes, e se uma só pessoa poderá fazer a diferença para um mundo melhor.

Dirigido pela dinamarquesa Susanne Bier, este é o quarto filme da diretora lançado no Brasil e o terceiro exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A 34ª edição será de 22 de outubro a 4 de novembro de 2010.

Texto originalmente publicado no site do Jornal BLEH!



domingo, 14 de junho de 2009

Enamorados

Noite de 12 de junho em São Paulo. Muitas pessoas na rua, no metrô, por aí. Casais andando, casais passeando, casais jantando. Casais conversando, casais comemorando, casais namorando. Este foi o Dia dos Namorados na emenda de feriado.

Mais que qualquer dia, a rua e os restaurantes foram tomados por namorados. Sim, é uma data romântica. E, sim, também é uma data "marketeira" - o quanto os namorados e namoradas não movimentam a economia nacional comprando uma lembrancinha ou um presente?

Dia de cinema

Também foi dia de Noitão no HSBC Belas Artes, especial de aniversário de 5 anos e com exibição de cinco filmes. Estava cheio, tinha muita gente na fila e os ingressos estavam esgotados. As sessões iriam começar por volta da meia-noite.

O primeiro filme foi A comunidade (2000), dirigido por Alex de Ia Iglesia. Pensei que fosse ter medo, porque uma sinopse indicava como "terror cômico". Não curto este gênero. Mas não fiquei com medo e nem com sono. Rendeu várias risadas. Algumas sacadas tendiam para o trash, o que tornava o filme engraçado e até inteligente. A atriz Carmen Maura (Volver) é a protagonista.

Em seguida, saímos correndo para assistir a Tinha que ser você (2009), de Joel Hopkins, pré-estreia. Apesar de ter começado depois das duas da manhã e ser romântico, não pisquei os olhos. Os personagens principais, interpretados por Dustin Hoffman e Emma Thompson, que dispensam apresentações, eram solitários na trama. Sentimental e, eu diria, "bonitinho" - traduzindo, "água com açúcar".

O último desta maratona foi arriscado. Poderíamos ver A Onda ou Nathalie X, porém, decidimos apostar no "filme surpresa". Espera mais longa... Pessoas bocejavam ou tinham expressão de cansaço. Eram mais de quatro horas da madrugada.

Para nossa alegria, o filme era francês, intitulado Paris (2008), do diretor Cédric Klaplisch. Não que o filme fosse chato ou ruim, embora um tanto parado, mas meus olhos foram fechando até a imagem da tela sumir. Permaneci assim durante uns 15 ou 20 minutos. Enfim, o fato de Juliette Binoche ser a atriz mais conhecida no elenco não deixou a produção a desejar. Sí, la película es buena. As histórias, interligadas, eram tristes - um pouco à la Iñárritu.

Depois das seis horas cinéfilas...

O saldo do Noitão é um pouco deprimente para os solteiros, independentemente de finais felizes. A comunidade mostra a "união" pelo interesse; Tinha que ser você apresenta a mulher madura que foge de relacionamentos sérios porque tem certeza de que sofrerá quando tudo acabar; e Paris traz personagens em busca de algo, que não o amor, e a fatalidade do destino de outros, aqueles que amam.

Apesar dos desencontros e decepções, ingenuamente esperançosa ou não, ainda acredito na existência do amor.



sábado, 2 de maio de 2009

A vida até parece um filme

Antes que alguém ache este post ingênuo demais, aviso que é apenas uma brincadeira, talvez até uma ironia.

Mas vamos ao que interessa. Entre uma espera e outra por aí, lembrei e escolhi três coisas que aconteceram pela vida afora. "Luz, câmera, ação!"


Cena 1

Está chovendo. Tenho de ir para a aula. Pego o guarda-chuva e saio. O caminho é cheio de obstáculos: outros guarda-chuvas e o grande lago em que se transformam as ruas.
Finalmente, falta apenas uma rua larga para atravessar em duas fases. Os carros passam a mil. As barras do meu jeans já não estão nada secas, o que me irrita profundamente.
Atravesso a primeira parte. Espero o sinal. De repente, num milésimo de segundo, sinto água sendo arremessada dos meus pés às costas. "Não acredito."

E mais água de novo. Agora, dos pés à cintura... "Não pode ser!" Fiquei indignada. "Corta!"


Cena 2

É aniversário de um colega de trabalho. Para preparar os comes e bebes, alguns vão e voltam da copa para sala, aparecendo com um aperitivo diferente a cada vez que abriam a porta. Até que a mesa está feita e todos estão presentes.
O aniversariante é chamado com urgência. A vela já está acesa e apagam-se as luzes. "Mas será que ele não vai achar estranho estar com a luz apagada?", "Não, ele nem vai perceber..."
Minutos depois, a porta se abre de uma só vez. "Parabéns pra você, nesta data querida..." O ritmo é descompassado, mas o tom é de alegria. A expressão de surpresa dele chegava a ser engraçada.
Após o silêncio voltar à sala, o aniversariante, feliz, agradece a todos e está pronto para fazer seu discurso. "Corta!"

Cena 3

Certo sábado, minha família decide passear em uma cidade pequena, mas considerada turística - sabe-se lá por que. A pretensão inicial é de dormir num hotel por lá para voltar no dia seguinte.
O dia passa e chega a hora de procurar um hotel. "Está lotado", "É x³ reais a diária", "Sim, nós temos vaga".
Subimos aos dois apartamentos geminados. A janela, empoeirada, emperra ao ser aberta. No chão, um carpete escuro, provavelmente abrigando uma população de ácaros. O cobertor parece fino e do século retrasado. Fora o box do banheiro, com a cortina de plástico suspensa por um cabo de vassoura.
Fomos jantar. A comida não parecia tão interessante. Até que vejo as horrendas cadeiras de plástico com suporte de metal. "Corta!"

Para mim, às vezes, a vida realmente parece um filme... ou os filmes que se parecem com nossas vidas?