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domingo, 10 de agosto de 2014

Muitos "ados"

Sobre nossa vida atual...

Muitos "ados"


Estamos muitos estressados
Estamos muito atarefados
Estamos muito esgotados


Estamos muito desconectados

Estamos muito mal amados

Estamos muito desconcertados

Estamos muito despreocupados


Estamos muito despolitizados
Estamos muito desinformados

Estamos muito desajeitados
Estamos muito desrespeitados

Estamos muito desletrados
Estamos muito desidiomatizados

Estamos muito desregrados

Muito apegados


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Vento, chuva, tempestade


Vento, chuva, tempestade

O vento bate à minha porta. 
Traz o frio, as nuvens, a chuva.

A chuva bate em minha janela.
Traz a água, a tempestade.

A tempestade chega até mim.
Invade meus pensamentos, meu coração.
Traz a calmaria...

terça-feira, 18 de março de 2014

Vivir...

Escribir es vivir.
Vivir sin palabras es morir.
Quiero partir.
Para lejos huir.

Vivir es como morir.
Morir de reír.
Morir de amor.
Morir de dolor.

Cómo no los sentir?

Vivir es morir.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Mais um ano se passa...

E chega a fatídica hora em que fazemos o balanço do ano que passou e listamos nossas expectativas para o próximo!

Começando pelo blog, depois de apenas 9 postagens neste ano, completei 100 posts! É um marco, apesar de minha meta ser sempre aumentar o número de crônicas-desabafos aqui! Cheguei a ter alguns insights, mas não rendeu um texto para publicar ou a preguiça acabou falando mais alto.

No mais, a vida foi bem agitada.

Fui bem-sucedida (diga-se nos dois semestres) nos cursos de idioma (Japonês e Alemão). Descobri que a língua de minhas raízes pode ser difícil, mas - com dedicação - é possível aprendê-la. Descobri também que ainda gosto muito de estudar Alemão e que muitas coisas que vi um dia estão guardadas em algum lugar da minha memória.

Tentei participar das atividades de associações de províncias japonesas, de onde minha família veio. Mas - com a correria - deixei de lado, apesar de continuar a querer ajudar.

Viajei e conheci cidades em 3 países diferentes. Pratiquei bastante o Espanhol. Tomei coragem de ir sozinha. Tive a oportunidade de conhecer pessoas de culturas diferentes que nem imaginei que um dia fosse encontrar.

Ganhei novos amigos que em poucos meses já se tornaram especiais, mas me encontrei pouco (ou menos que gostaria) com os antigos.

Deveria ter feito mais academia e poderia ter gastado menos para poupar mais. Deveria ter tido mais paciência e ser mais extrovertida. Deveria ter me estressado menos. Poderia ter amado ainda mais.

Descobri que a família, mesmo com os conflitos, é importante e que devo passar um tempo com ela, principalmente com meus pais.

Talvez tenha falado demais e com sinceridade excessiva.

Talvez pudesse ter lido mais.

2013 foi um bom ano.

E torço por um 2014 menos caótico, estressante, emburrecedor, alienado, anti-ecológico. Por um novo ano com menos futilidades e mais preocupação.
Menos selvageria e mais respeito e amor.
Menos papel e mais praticidade.
Menos bens materiais e mais desapego.
Menos braços cruzados e mais esperança.
Menos Internet e mais livro.
Menos assassinatos à Língua Portuguesa e mais acertos.
Menos ansiedade e mais paciência.
Mais dinheiro e otimismo!
E que seja um ano maravilhoso!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Homenagem poética a Manuel Bandeira

Começo este post com uma confissão, de que até me envergonho. Perdi muito do contato com as Letras, a literatura, a leitura, a escrita como lazer. Quando me lembro disso, fico um tanto abatida e um tanto decepcionada comigo mesma.

Infelizmente, acabei trocando o virar a página de papel por ficar conectada. Mas a tecnologia pode ajudar a estimular a leitura de outras formas, em celulares e tablets. Vamos ver se me adapto a este novo ler.

Após o desabafo, trago uns versos em homenagem a Manuel Bandeira (1886-1968), que um dia imaginou Pasárgada, antes uma cidade da antiga Pérsia e hoje uma cidade situada no Irã, como um lugar ideal.

E esta é minha homenagem poética bandeiriana!

Se pudesse, eu viajaria
A Pasárgada iria
E, de lá, não mais voltaria...


Quem sabe eu não escreva uma série em homenagem aos grandes poetas brasileiros?

domingo, 25 de agosto de 2013

Um suspiro poético

Nestes últimos dias, em que muitos pensamentos passaram por minha cabeça, resgato um poema que escrevi em 2008.

Posso dizer que é uma homenagem ao ilustríssimo Manuel Bandeira, uma poesia inspirada nos versos de "O Último Poema" (inspire-se aqui).

Boa leitura!

Último suspiro

meu último suspiro
é um suspiro 
por um verso
de amor
de emoção
de alegria

meu último suspiro
é um suspiro
por uma vida
de amizades
de paixões
de lembranças

meu último suspiro
é um suspiro
apenas um suspiro
por ar que me dá vida
para a viagem ao além

meu último suspiro
é um suspiro
de alívio
simples suspiro
suspiro poético
um suspiro
o suspiro
suspiro

domingo, 5 de agosto de 2012

Ein deutsches Gedicht

Faço aqui uma homenagem às aulas de Alemão, que retomei neste ano, com alguns versos. O pequeno poema brinca com a redundância que existe na língua alemã. Achei curioso, já que em Português evitamos isso ao máximo.

"Viel Spaß"! ("Aprecie!")

Was machst du gern?
Ein Essen essen
Ein Spiel spielen
Eine Getränk trinken
Einen Traum träumen
Mit dem Telefon telefonieren

O que você gosta de fazer?
Comer uma comida
Jogar um jogo
Beber uma bebida
Sonhar um sonho
Telefonar com o telefone

domingo, 24 de junho de 2012

Curtas reflexões

Decidi publicar aqui as reflexões que postei no meu perfil do Twitter que tenho faz uns três anos. São versos curtos.

Espero que gostem!

Mulheres querem alguém para protegê-las. Homens querem alguém para cuidar deles.

Simples. Observar também é aprender.

O mundo girando, as pessoas passando, as coisas acontecendo e eu gerundiando...

A fúria do Leão encontra no Peixe o mar e, nas profundezas, poderá se afogar...

Maybe I wasn't, am not and won't be the person who I think I was, I am or will be...

Uiva o vento que vira vendaval...

Minhas palavras são sinceras, mas soam como um rugido, como queima o fogo e fere a lança...

O outro deve ser somente amado e não compreendido...

Vento de outono, prenúncio de inverno... (Até o frio me inspira!)

Just keep smiling... ;)

Não se preocupe tanto em secar suas lágrimas, mas, sim, em evitar que elas caiam.

Jornalismo é mais que escrever. É comunicar, educar, informar, discutir, criticar, denunciar, divulgar, mudar!

Ao se rascunhar, se espanta a crise de inspiração!

A vida traz muitas surpresas...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Imperfeito

Hoje,
Visto roupas que não vestiria
Escrevo textos que não escreveria
Digo palavras que não diria
Penso o que não pensaria
Tento fazer o que não tentaria
Faço coisas que não faria
Será que serei um ser que não seria?

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Aniversário de nascimento de Carlos Drummond de Andrade

Crédito: Reprodução
Em homenagem à data de hoje, 31 de outubro, publico aqui no meu blog um post com poemas de Carlos Drummond de Andrade (31/10/1902-17/8/1987), que nasceu há exatamente 109 anos.

Confesso que conheço pouco de sua produção literária, mas aqui vão alguns versos dos meus favoritos, do primeiro livro publicado pelo autor, Alguma Poesia, em 1930.

Poesia

Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.

Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?


Outros posts

A simplicidade e a beleza dos poemas de Manuel Bandeira
O grande poeta Mário de Andrade
Mestre, poeta, fingidor
Saudades, Saramago


sexta-feira, 21 de maio de 2010

Música, a poesia para os ouvidos

Já ouvi muito pop. Já fui fã das famosas boy bands.

Na faculdade, assumi que alimentava a chamada "indústria cultural", a indústria da cultura em série, da cultura para consumo, a cultura banalizada e vista como produto.

Ao mesmo tempo, já gostava de ouvir rock. E comecei a gostar mais. Sempre ouvi bandas que cantam em inglês.

Agora, ouço mais "baladinhas" e outras músicas mais tranquilas. Trilha sonora de seriados, músicas antigas e música clássica, hoje, são as minhas preferidas.

Música como arte

Algumas letras são como poesias. Outras são declarações de amor. De fato, outras não significam muito.

A música é meu ópio. Meus ouvidos pedem que a mesma música seja tocada várias vezes seguidas. Até cansar. Até enjoar. Até me saciar.

A música é emoção, vida, arte. Tem começo, meio e fim. Faz lembrar, chorar, sorrir. Está gravada, na mente, no coração.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A simplicidade e a beleza dos poemas de Manuel Bandeira

Repentinamente, out of the blue, tive vontade de postar aqui uns poeminhas. Já fazia um tempo que tinha descoberto um lindo que ouvi no filme Pode crer! e outro que conheci na época do cursinho.

Manuel Bandeira (1886-1968), formado arquiteto pela Escola Politécnica de São Paulo, foi um poeta de grande expressão, que participou da Semana de Arte Moderna em fevereiro de 1922, no Teatro Municipal, em São Paulo.

Foi colaborador de jornais e revistas, e fez traduções de romances. Bandeira é autor de Libertinagem (1930) e Estrela da Manhã (1936), entre outros.

Vejam dois poemas lindos de Manuel Bandeira! Versos simples, mas dotados de sensibilidade e beleza.


Nas ondas da praia
Nas ondas do mar
Quero ser feliz
Quero me afogar.

Nas ondas da praia
Quem vem me beijar?
Quero a estrela-d'alva
Rainha do mar.

Quero ser feliz
Nas ondas do mar
Quero esquecer tudo
Quero descansar.

(Estrela da Manhã)


O Último Poema

Assim eu quereria o meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.



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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Isso é amor?

O amor é tudo. Ou nada. O amor é ilusão ou conto de fada. E o amor pode ser antes paixão e promessa. Faz o amante enlouquecer e dizer que confessa.

Nem sempre o amor está presente. Porém existe sempre quem tente.

O desamor resultante do amor afasta. O coração de pobres amantes arrasa.

Falar de amor é delicado. Vivê-lo é complicado.

Quanto ao amor verdadeiro?

A verdade do amor.

A verdade e o amor.

A verdade no amor.

A verdade sem o amor.

Presentes + confissões = demonstração do amor

"Te amo" = reafirmação do amor

Não, não, o amor não é uma ciência exata.

Um sentimento procurado em todos os lugares, por toda a vida, perdido no tempo.

Sentimento sem definições, certezas e razões. Esperado, esquecido, extinto.




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Haikai

domingo, 6 de setembro de 2009

Cultura na Casa das Rosas

Já faz um tempo que tenho acompanhado a agenda cultural da Casa das Rosas. São promovidas, principalmente, atividades ligadas à literatura (poesia).

Além de oficinas e cursos, palestras são ministradas todas as semanas. Sem contar as exposições que parecem bastante interessantes.

O que me encanta é a arquitetura. E o jardim. Aliás, foi uma das poucas e belas construções antigas que restaram na Avenida Paulista. Concebida em 1953 por Ramos Azevedo, segue padrões do classicismo francês. Sua galeria de arte foi tombada pelo valor histórico.

Acho que não só a Avenida, mas a Casa das Rosas tem seu charme. Gostaria de poder falar mais sobre esse centro cultural, mas - infelizmente - ainda não visitei o local e nem participei das atividades. Mas, com certeza, tenho fortes motivos para ir até lá.

A programação é divulgada no site e através do twitter (www.twitter.com/casadasrosas).

Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Avenida Paulista, 37 - Bela Vista - São Paulo - SP
Telefone: (11) 3285-6986 / 3288-9447
De terça a sexta, das 10h às 22h
Sábado e domingo, das 10h às 18h

sábado, 8 de novembro de 2008

Uma poesia

Escrevi uma poesia sobre como sou, mas como nem todo mundo vê. Não culpo ninguém por ter uma visão estereotipada, porque são idéias enraizadas na própria sociedade.

Calma, não precisa se desesperar e achar que estou falando coisas sem sentido. Só lendo para entender...

Para quem me conhece há mais tempo, reconhecerá algumas características. E para quem não me conhece, leia e me conheça um pouco!

Quem ainda não desistiu de ler, comente para eu saber que existem leitores ainda!

Observação: sei que a poesia não está gramaticalmente correta, preferi deixar numa linguagem mais informal. O desenho foi minha irmã que fez...


Tatiana por Tati
Não é só porque meu nome é Tatiana
que sou quebra-barraco
Não é só porque meu apelido é Tati
que meu nome é TatianE

Não é só porque serei jornalista
que não poderei ser poeta
e que trabalharei no Jornal Nacional

Não é só porque sou baixinha
que sou invisível
Não é só porque sou oriental
que sei falar japonês,
que não sei falar outras línguas
e que não sou brasileira
Não é só porque gosto de desenhos animados
que sou criança

Não é só porque estou presente
que estou prestando atenção
Não é só porque sou tímida
que sou metida
Não é só porque fico quieta
que não gosto de conversar
Não é só porque pareço brava
que brigo à toa
Não é só porque sou amigável
que não tenho pensamentos vingativos
Não é só porque sou sonhadora
que me esqueço da realidade
Não é só porque sou exigente
que não chegarei próximo ao que desejo
Não é só porque gosto de “cultura inútil”
que sou alienada e não tenho conteúdo
Não é só porque sou “séria”
que não faço piadas
Não é só porque penso duas vezes
Que não faço besteiras

Não é só porque estou distante
que não me importo com as pessoas queridas
e que me esqueci delas
Não é só porque faz tempo
que não lembro
Não é só porque não vejo ou mostro
que não sinto
Não é só porque agradeci um favor
Que não tenho uma dívida



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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Em breve

Em breve mais poemas e textos reflexivos...

Aguardem!