Esses dias ouvi a pergunta "quando você vai viajar de novo?" duas vezes e um tempo atrás também que eu deveria fazer uma nova viagem. Mas é uma dúvida que eu mesma tenho e procuro a resposta.
Curioso que como passei a viajar pro exterior todo ano, é natural que surja este questionamento. É bom pra mim e pra quem vai ganhar coisas legais compradas na viagem. =)
Viajar para blogar
Já faz 3 meses que estou me dedicando a meu blog de viagens, o 3, 2, 1... Viajando!. Viajar, portanto, virou trabalho também. O blog é mais um motivo para conhecer novos lugares, inclusive novos restaurantes, cafés, comidas. E isso é ótimo! Pode não parecer, mas adoro comer!
Aonde ir?
A lista de países e cidades que quero visitar é um pouco extensa. =P
Tenho uma certa fixação por capitais. No Brasil, quero mais conhecer o Sul - Porto Alegre. Daria pra emendar Gramado, que conheci quando pequena e já não lembro mais como é. No inverno, lá tem frio e chocolate! hehe
Belo Horizonte e Brasília também tenho curiosidade de conhecer. E o Rio de Janeiro, apesar de hoje em dia não ser mais fã de praia.
Lugares no exterior é o que mais tem na lista. Já coloquei Itália há uns anos e adivinha pra quê? Além de conhecer, comer, é claro! Inclusive quero aprender italiano antes de ir pra lá. Então talvez leve um tempo.
Canadá me parece um país legal pra estudar e até morar. É o paraíso das frutas vermelhas! Yummy! Nem conheço Vancouver, mas já sou apaixonada pela cidade!
Quero voltar pros Estados Unidos, conhecer Nova York, Miami, Los Angeles... Quem sabe passear na Disney de novo?
Voltar pra Espanha também, porque não conheci o Sul, nem o Norte.
Na Alemanha, conheço praticamente só um pouco de Berlim, de que gostei bastante. Muita história!
Na Áustria, mal posso dizer que conheci Viena... Não visitei o que parecia mais interessante pra mim, o Palácio de Schönbrunn. Como foi um passeio de tour, só deu tempo pra foto na frente. =/
Holanda e Bélgica também. Inglaterra é um destino clássico.
China, Coreia do Sul... Voltar pro Japão!
Gostei do Chile, também quero voltar. Quero conhecer o Valle Nevado!
Quase fui pro Peru no ano passado. Tá na lista.
São muitos lugares, não sei se esqueci algum.
Por que não fui (ainda)
Com o dólar alto, é um desafio viajar, mesmo dentro do Brasil. Afeta todas as empresas relacionadas a turismo. Encarece tudo. Se por aqui já é complicado, imagine pagar tudo da viagem em dólares ou euros? Ou em outra moeda que será convertida pra dólar na fatura do cartão de crédito que ainda tem quase 7% de imposto?
O jeito é viajar de uma forma econômica. E por enquanto não descobri como seria melhor. Dá pra pagar passagem com milhas, trabalhar em troca de hospedagem e até mesmo refeições... Estou numa fase de pensar em ideias, alternativas. Mesmo porque a vontade de viajar já faz parte de mim, aumenta a cada dia que passa desde minha última viagem.
Por isso, agora não tenho a resposta pra pergunta que dá o nome para este post. Fico inquieta, ansiosa. Quando vou viajar de novo?
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segunda-feira, 10 de agosto de 2015
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Como comecei meu blog de viagens
Faz uns anos, quando já estava com o Reflexões Poéticas, que tive a ideia de ter também um blog de viagens. Queria contar minhas experiências pelo mundo.
Quando criança até mais ou menos a época de colégio e faculdade, viajava bastante com minha família. Lá pela época do colegial, eu ajudava a pesquisar hotéis e até mesmo pedir orçamento pelo telefone.
Com o tempo, fui aprimorando a habilidade de encontrar e avaliar hotéis. Antes, era mais difícil encontrar informações sobre os estabelecimentos na Internet. Agora, há muitos blogs e sites de viagem e turismo que fazem este papel.
Primeiras viagens internacionais
Na faculdade, em 2007, viajei a primeira vez para o exterior. Trabalhei na Disney, em Orlando, nos Estados Unidos, durante 2 meses e meio, num programa de Work & Travel. Fui com amigos que fiz aqui em São Paulo antes de embarcarmos.
Com um passaporte novo, em 2012, decidi ir para a Europa. Mas - como me sentia um pouco insegura ainda - escolhi participar de um tour para jovens de todo o mundo. Lá fui eu para Berlim, Praga e Viena, fazendo o percurso entre as cidades de ônibus.
O curioso é que durante as pesquisas sobre as paradas do roteiro da excursão percebi que poderia, sim, viajar sozinha e me virar. Isso me motivou a viajar mais.
Países de língua espanhola são legais
Depois, no ano seguinte, pensei que seria melhor ir para um país só e aproveitar para conhecer mais cada uma das cidades. Decidi ir para a Espanha. Mas, como não queria passar praticamente 20 dias da minha viagem sola, me matriculei num curso de idioma em Madrid. O curso foi bom pra revisar muitas coisas e pra fazer novos amigos que me acompanharam em passeios. Aproveitei a chance para ficar em casa de família, uma experiência que sempre tive vontade de ter e ver como era. É interessante, porém, nesta idade de mais de 20 e tantos anos, ficar em hostel te dá mais independência.
Ainda em 2013, conheci Buenos Aires e Santiago. Descobri que viajar pela América Latina é barato e bem legal, além de poder praticar o Espanhol. Nesta viagem, me perdi, me aventurei de ônibus, passei perrengue, mas tudo deu certo no final.
Ainda em 2013, conheci Buenos Aires e Santiago. Descobri que viajar pela América Latina é barato e bem legal, além de poder praticar o Espanhol. Nesta viagem, me perdi, me aventurei de ônibus, passei perrengue, mas tudo deu certo no final.
![]() |
| Visitei e adorei o Mercado Central de Santiago (crédito: arquivo pessoal) |
Em 2014, hablé más em Montevidéu, no Uruguai. O planejamento fiz de última hora, mas consegui organizar tudo. Pra quem gosta de viajar e turistar, ficar em casa nas férias é triste... Desta vez, como precisava de descanso e conforto, fiquei em hotel e não em hostel, como costumo fazer para economizar.
Um novo desafio na Ásia
Finalmente conheci o Japão, país de origem da minha família. Passei por Dubai, nos Emirados Árabes, e pude ver de perto um pouco da cultura oriental, que é bem diferente da brasileira e de todos os outros países que visitei.
Até consegui me virar com conhecimento básico de Japonês. Fiz viagens dentro do Japão, fui pra várias cidades históricas e interessantes. Também viajei para Okinawa, ilha no sul.
Finalmente conheci o Japão, país de origem da minha família. Passei por Dubai, nos Emirados Árabes, e pude ver de perto um pouco da cultura oriental, que é bem diferente da brasileira e de todos os outros países que visitei.
Até consegui me virar com conhecimento básico de Japonês. Fiz viagens dentro do Japão, fui pra várias cidades históricas e interessantes. Também viajei para Okinawa, ilha no sul.
O blog
Depois de voltar desta viagem, decidi criar meu blog de viagens, o 3, 2, 1... Viajando!. Lá, quero compartilhar minhas aventuras pelo Brasil e pelo mundo, dar dicas de viagem, passeios e roteiros.
Quero informar e avaliar os lugares. Quero incentivar todos a viajarem, mesmo sozinho, sem muito dinheiro ou se for para um destino não tão comum.
3, 2, 1... Viajando! - http://321-viajando.com
Explore e viaje! ;)
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Vento, chuva, tempestade
Vento, chuva, tempestade
O vento bate à minha porta.
O vento bate à minha porta.
Traz o frio, as nuvens, a chuva.
A chuva bate em minha janela.
Traz a água, a tempestade.
A tempestade chega até mim.
Invade meus pensamentos, meu coração.
Traz a calmaria...
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Mais um ano se passa...
E chega a fatídica hora em que fazemos o balanço do ano que passou e listamos nossas expectativas para o próximo!
Começando pelo blog, depois de apenas 9 postagens neste ano, completei 100 posts! É um marco, apesar de minha meta ser sempre aumentar o número de crônicas-desabafos aqui! Cheguei a ter alguns insights, mas não rendeu um texto para publicar ou a preguiça acabou falando mais alto.
No mais, a vida foi bem agitada.
Fui bem-sucedida (diga-se nos dois semestres) nos cursos de idioma (Japonês e Alemão). Descobri que a língua de minhas raízes pode ser difícil, mas - com dedicação - é possível aprendê-la. Descobri também que ainda gosto muito de estudar Alemão e que muitas coisas que vi um dia estão guardadas em algum lugar da minha memória.
Tentei participar das atividades de associações de províncias japonesas, de onde minha família veio. Mas - com a correria - deixei de lado, apesar de continuar a querer ajudar.
Viajei e conheci cidades em 3 países diferentes. Pratiquei bastante o Espanhol. Tomei coragem de ir sozinha. Tive a oportunidade de conhecer pessoas de culturas diferentes que nem imaginei que um dia fosse encontrar.
Ganhei novos amigos que em poucos meses já se tornaram especiais, mas me encontrei pouco (ou menos que gostaria) com os antigos.
Deveria ter feito mais academia e poderia ter gastado menos para poupar mais. Deveria ter tido mais paciência e ser mais extrovertida. Deveria ter me estressado menos. Poderia ter amado ainda mais.
Descobri que a família, mesmo com os conflitos, é importante e que devo passar um tempo com ela, principalmente com meus pais.
Talvez tenha falado demais e com sinceridade excessiva.
Talvez pudesse ter lido mais.
2013 foi um bom ano.
E torço por um 2014 menos caótico, estressante, emburrecedor, alienado, anti-ecológico. Por um novo ano com menos futilidades e mais preocupação.
Menos selvageria e mais respeito e amor.
Menos papel e mais praticidade.
Menos bens materiais e mais desapego.
Menos braços cruzados e mais esperança.
Menos Internet e mais livro.
Menos assassinatos à Língua Portuguesa e mais acertos.
Menos ansiedade e mais paciência.
Mais dinheiro e otimismo!
Menos ansiedade e mais paciência.
Mais dinheiro e otimismo!
E que seja um ano maravilhoso!
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Homenagem poética a Manuel Bandeira
Começo este post com uma confissão, de que até me envergonho. Perdi muito do contato com as Letras, a literatura, a leitura, a escrita como lazer. Quando me lembro disso, fico um tanto abatida e um tanto decepcionada comigo mesma.
Infelizmente, acabei trocando o virar a página de papel por ficar conectada. Mas a tecnologia pode ajudar a estimular a leitura de outras formas, em celulares e tablets. Vamos ver se me adapto a este novo ler.
Após o desabafo, trago uns versos em homenagem a Manuel Bandeira (1886-1968), que um dia imaginou Pasárgada, antes uma cidade da antiga Pérsia e hoje uma cidade situada no Irã, como um lugar ideal.
E esta é minha homenagem poética bandeiriana!
Se pudesse, eu viajaria
A Pasárgada iria
E, de lá, não mais voltaria...
Quem sabe eu não escreva uma série em homenagem aos grandes poetas brasileiros?
Infelizmente, acabei trocando o virar a página de papel por ficar conectada. Mas a tecnologia pode ajudar a estimular a leitura de outras formas, em celulares e tablets. Vamos ver se me adapto a este novo ler.
Após o desabafo, trago uns versos em homenagem a Manuel Bandeira (1886-1968), que um dia imaginou Pasárgada, antes uma cidade da antiga Pérsia e hoje uma cidade situada no Irã, como um lugar ideal.
E esta é minha homenagem poética bandeiriana!
Se pudesse, eu viajaria
A Pasárgada iria
E, de lá, não mais voltaria...
Quem sabe eu não escreva uma série em homenagem aos grandes poetas brasileiros?
domingo, 25 de agosto de 2013
Um suspiro poético
Nestes últimos dias, em que muitos pensamentos passaram por minha cabeça, resgato um poema que escrevi em 2008.
Posso dizer que é uma homenagem ao ilustríssimo Manuel Bandeira, uma poesia inspirada nos versos de "O Último Poema" (inspire-se aqui).
Boa leitura!
Boa leitura!
Último suspiro
meu último suspiro
é um suspiro
por um verso
de amor
de emoção
de alegria
meu último suspiro
é um suspiro
por uma vida
de amizades
de paixões
de lembranças
meu último suspiro
é um suspiro
apenas um suspiro
por ar que me dá vida
para a viagem ao além
meu último suspiro
é um suspiro
de alívio
simples suspiro
suspiro poético
um suspiro
o suspiro
suspiro
domingo, 5 de agosto de 2012
Ein deutsches Gedicht
Faço aqui uma homenagem às aulas de Alemão, que retomei neste ano, com alguns versos. O pequeno poema brinca com a redundância que existe na língua alemã. Achei curioso, já que em Português evitamos isso ao máximo.
"Viel Spaß"! ("Aprecie!")
Was machst du gern?
Ein Essen essen
Ein Spiel spielen
Eine Getränk trinken
Einen Traum träumen
Mit dem Telefon telefonieren
O que você gosta de fazer?
Comer uma comida
Jogar um jogo
Beber uma bebida
Sonhar um sonho
Telefonar com o telefone
O que você gosta de fazer?
Comer uma comida
Jogar um jogo
Beber uma bebida
Sonhar um sonho
Telefonar com o telefone
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domingo, 24 de junho de 2012
Curtas reflexões
Decidi publicar aqui as reflexões que postei no meu perfil do Twitter que tenho faz uns três anos. São versos curtos.
Espero que gostem!
Mulheres querem alguém para protegê-las. Homens querem alguém para cuidar deles.
Simples. Observar também é aprender.
O mundo girando, as pessoas passando, as coisas acontecendo e eu gerundiando...
A fúria do Leão encontra no Peixe o mar e, nas profundezas, poderá se afogar...
Maybe I wasn't, am not and won't be the person who I think I was, I am or will be...
Uiva o vento que vira vendaval...
Minhas palavras são sinceras, mas soam como um rugido, como queima o fogo e fere a lança...
O outro deve ser somente amado e não compreendido...
Vento de outono, prenúncio de inverno... (Até o frio me inspira!)
Just keep smiling... ;)
Não se preocupe tanto em secar suas lágrimas, mas, sim, em evitar que elas caiam.
Jornalismo é mais que escrever. É comunicar, educar, informar, discutir, criticar, denunciar, divulgar, mudar!
Ao se rascunhar, se espanta a crise de inspiração!
A vida traz muitas surpresas...
Espero que gostem!
Mulheres querem alguém para protegê-las. Homens querem alguém para cuidar deles.
Simples. Observar também é aprender.
O mundo girando, as pessoas passando, as coisas acontecendo e eu gerundiando...
A fúria do Leão encontra no Peixe o mar e, nas profundezas, poderá se afogar...
Maybe I wasn't, am not and won't be the person who I think I was, I am or will be...
Uiva o vento que vira vendaval...
Minhas palavras são sinceras, mas soam como um rugido, como queima o fogo e fere a lança...
O outro deve ser somente amado e não compreendido...
Vento de outono, prenúncio de inverno... (Até o frio me inspira!)
Just keep smiling... ;)
Não se preocupe tanto em secar suas lágrimas, mas, sim, em evitar que elas caiam.
Jornalismo é mais que escrever. É comunicar, educar, informar, discutir, criticar, denunciar, divulgar, mudar!
Ao se rascunhar, se espanta a crise de inspiração!
A vida traz muitas surpresas...
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Imperfeito
Hoje,
Visto roupas que não vestiria
Escrevo textos que não escreveria
Digo palavras que não diria
Penso o que não pensaria
Tento fazer o que não tentaria
Faço coisas que não faria
Será que serei um ser que não seria?
quarta-feira, 23 de março de 2011
Digno de nota
Depois de quase dois meses, volto aqui para uma nota. Não andei postando, mas andei pensando em assuntos para refletir neste blog e conferindo as estatísticas dele. E foi por causa dos números que minha volta acontece agora.
Posso dizer de certa forma que abandonei este espaço, em que divido fragmentos de minhas experiências, de mim mesma, críticas e dicas. Coloquei outras prioridades para a minha rotina. Deixei de escrever. Sim, um pouco por preguiça - confesso.
E vamos para outra fase, já com visual renovado. Rumo ao terceiro aniversário do Reflexões poéticas. Certamente, mais posts estão por vir - tenho ideias em mente. Não posso deixar meu blog morrer!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Sayonara
Ano passado foi um período de muitas emoções para mim. Freelas que exigiam trabalhos diferentes, aprendizado, esforço e contato com pessoas diferentes. Num freela desses, conheci a dona Eiko Kanazawa.
Uma senhorinha nissei (filha de japoneses) muito simpática que ajudou uma pequena fábrica de doces se tornar uma grande distribuidora. Ela faz parte do grupo de pioneiros japoneses que se instalaram no bairro da Liberdade, em São Paulo, e desenvolveram o comércio local.
Esta foi a pauta da matéria que fiz no início de 2010, intitulada "Pontos comerciais guardam a história do bairro da Liberdade". Fui até a loja para ouvir o depoimento dela, entre alguns outros.
No início, assim como muitos japoneses, ela ficou um tanto receosa, mesmo que eu tenha falado para qual jornal ia ser a matéria. Mas logo percebeu que a conversa poderia ser boa. A senhora Kanazawa me contou sobre a história de sua loja - que teve uma ajuda de sua família -, sobre o bairro oriental e até de alguns de seus hábitos.
Me chamou a atenção o fato de ela ser bastante ativa. Todos os dias marcava presença nas aulas de ginástica para terceira idade às 6h. Além disso, fazia uma curta caminhada até sua loja, também diariamente.
Agendei um novo encontro para o fim de semana passado. Confesso que é uma vergonha levar uma cópia da matéria para os entrevistados quase um ano depois de ser publicada. E foi justamente o tempo que fez a diferença.
Ao chegar à loja, perguntei pela senhora Eiko Kanazawa e tive uma resposta objetiva-grossa. "A dona? Ela faleceu no ano passado." Fiquei atordoada, sem reação, me sentindo culpada. Tudo ao mesmo tempo.
Fui encaminhada para uma senhorinha japonesa que faz a venda dos doces. Amiga de dona Eiko. Não cheguei a me apresentar, mas expliquei o porquê de minha visita. Quando ela entendeu, abriu um sorriso e demonstrou sua felicidade. Disse que o filho Kanazawa iria ficar feliz com a matéria e com a foto que tirei dela.
De fato, nunca imaginei que fosse procurar por uma pessoa e ela não estar lá já há um tempo. Só não me martirizei, porque a reação da senhorinha amenizou meu sentimento de culpa.
Tudo que desejo agora é que a dona Eiko descanse em paz. Sayonara*, Kanazawa san!
*Sayonara significa "adeus" em japonês.
Agendei um novo encontro para o fim de semana passado. Confesso que é uma vergonha levar uma cópia da matéria para os entrevistados quase um ano depois de ser publicada. E foi justamente o tempo que fez a diferença.
Ao chegar à loja, perguntei pela senhora Eiko Kanazawa e tive uma resposta objetiva-grossa. "A dona? Ela faleceu no ano passado." Fiquei atordoada, sem reação, me sentindo culpada. Tudo ao mesmo tempo.
Fui encaminhada para uma senhorinha japonesa que faz a venda dos doces. Amiga de dona Eiko. Não cheguei a me apresentar, mas expliquei o porquê de minha visita. Quando ela entendeu, abriu um sorriso e demonstrou sua felicidade. Disse que o filho Kanazawa iria ficar feliz com a matéria e com a foto que tirei dela.
De fato, nunca imaginei que fosse procurar por uma pessoa e ela não estar lá já há um tempo. Só não me martirizei, porque a reação da senhorinha amenizou meu sentimento de culpa.
Tudo que desejo agora é que a dona Eiko descanse em paz. Sayonara*, Kanazawa san!
*Sayonara significa "adeus" em japonês.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Desmistificando a língua portuguesa
Como todo bom jornalista preza, os profissionais e as pessoas comuns devem escrever e falar corretamente. Para mim, ver um erro em e-mails ou textos variados me causa agonia e fazer com que se escreva do modo correto tornaria o país melhor.
Com a popularização da internet, mais pessoas estão escrevendo mais... e errado. Assim, as formas incorretas do que poderia ser chamado de "português brasileiro" chegam às telas de milhares (ou milhões) de computadores e, fatalmente, a cabeças nada ou pouco pensantes.
Por esses motivos, com certa didática, pretendo com este post tirar algumas dúvidas que pairam no ar ou mostrar que o que se fala com muita frequência não está, na realidade, de acordo com as normas da língua portuguesa. Desmistificando...
Erros comuns
*meia
Estou meia cansada.
No contexto, a intenção é dizer que se está um pouco cansada e, portanto, o correto é utilizar meio. O mesmo vale no plural!
Fale certo: Estou meio cansada. / Estamos meio cansadas.
*a gente e agente
Agente combina de se encontrar.
"Agente" é aquele que age; "a gente" é o modo informal de dizer "nós".
Fale certo: A gente combina de se encontrar.
*fazer
Fazem dois anos que trabalho na mesma empresa.
Aqui, a pessoa que fala quer dizer que se completaram dois anos de trabalho. O sujeito do verbo "fazer" é inexistente e não possui conjugação.
O correto, então, é sempre no singular: faz.
Fale certo: Faz dois anos que trabalho na mesma empresa.
*há e atrás
Há 5 anos atrás mudei de casa.
Neste caso, utilizar "há" e "atrás" juntos é redundante. Use apenas um ou outro.
Fale certo: Há 5 anos mudei de casa. / Cinco anos atrás mudei de casa.
*haver no passado e plural
Houveram muitas reclamações.
Não existe plural para "haver", o correto é "houve".
Fale certo: Houve muitas reclamações.
*pequeno detalhe
Este é só um pequeno detalhe.
Não existe tamanho para detalhe. Na verdade, detalhe já significa algo que praticamente não se nota. Não diga nem escreva "pequeno detalhe".
Fale certo: Este é só um detalhe.
*Unidades de medida
- hora: o formato correto para hora é apenas a letra H minúscula, sem zeros após a letra, nem dois pontos.
Escreva certo: 3h, 15h, 22h30, ...
- metro e quilômetro: para as medidas de distância, usa-se somente m e km (tudo minúsculo!).
Escreva certo: 5m, 100m, ... / 5km, 100km, ...
- grama: a palavra é masculina. Existe no feminino, mas faz referência à planta que fica no chão do parque ou jardim.
Escreva certo: Duzentos/Quinhentos/Setecentos gramas...
*onde e em que
Esta é uma tradicional festa, onde há música ao vivo.
"Onde" se usa apenas para lugares. Nos demais, o correto é dizer "em que".
Está é uma tradicional festa, em que há música ao vivo.
Observação: aproveitando que citei "onde", vale lembrar que muitos confundem com "aonde".
Vocês vão comer aonde?
Como indica lugar, o correto é:
Vocês vão comer onde?
Mas se a intenção é utilizar com o verbo "ir", deve-se usar "aonde" (preposição "a" + onde).
Aonde você foi?
*mas e mais
Está chovendo, mais vou sair.
Quando se quer fazer contraste de ideias, deve-se usar mas. Mais sempre será utilizado quando com a ideia de adição ou comparação.
Exemplos:
Maria tem mais parentes que João./Quanto mais chuva, mais enchente.
Toma isso e mais isso./Você tem mais morangos?
Observação: o sinal "+" se lê e escreve "mais".
Atenção também para a maneira correta de se escrever demais, palavra sinônima de "muito", "excessivamente". É uma palavra só!
Exemplo:
Escrevi demais.
*c e ç
É muito comum as pessoas usarem cedilha junto com a letra e, o que é errado. NÃO se usa ç com e ou i. Use apenas com c!
Exemplos:
Dance; você; preguicinha; ...
*Ver e ser
NÃO se diz nem se escreve veje ou seje. O correto é veja e seja.
Exemplos:
Veja o sol entrando pela janela!
Seja muito feliz.
*Verbos com preposição
Na hora em que falamos, omitimos a preposição de diversos verbos. Porém, quando escrevemos, temos de prestar atenção e nos lembrarmos de incluí-los!
Chegar/ir/assistir/referir-se a
Gostar/ter certeza de
*Como escrever corretamente algumas palavras e expressões
De repente - "derrepente" está errado
De novo - "denovo" está errado
Com certeza - escreve-se separado
Exceção - não se escreve com c ou ss
Talvez - não se escreve com s
Mexer - não escreva com ch
Circuito - não escreva com qu (diz-se "cui" e não "qüi")
Gratuito - o i não leva acento (lê-se "gra-tui-to")
Ter de - "ter que" é errado
De ela/ele - "apesar dela", "o fato dela" e afins são incorretos
Risco de morte/risco à vida - "risco de vida" é errado
Olimpíada/Jogos Olímpicos - usa-se de forma incorreta a palavra "Olimpíadas" para referir-se a uma edição realizada, porém, "Olimpíada" já constitui plural de competições esportivas e, portanto, é o certo
*Porquês
Por que - utiliza-se no início de perguntas.
Por que você não vai a pé?
Porque - para justificativas.
Não vou a pé, porque está chovendo.
por que - para dizer algum motivo.
Não sei por que você não usa guarda-chuva.
Porquê - é substantivo. Dica: geralmente se utiliza com artigo (o ou os).
Não sei o porquê de sua implicância.
Por quê - utiliza-se no fim da frase.
Sou implicante por quê?
*Crase
Basicamente, a crase será usada em três casos.
- Com palavras femininas
A crase, neste caso, é a fusão da preposição "a" (sinônimo de "para") com o artigo definido feminino "a".
Foi um grande gesto que fez à avó.
Observação: nunca se usa crase com palavras masculinas! Atenção!
- Com a seguinte regrinha:
Se vim "da", crase há.
Se vim "de", crase pra quê?
Vim da Bahia. > Fui à Bahia.
Vim de São Paulo. > Fui a São Paulo.
- Em expressões de "à moda de"
Este caso tem algumas variantes.
Nossa especialidade é o espagueti à moda da casa.
Almoçamos bife à parmegiana.
Saiu da festa à francesa.
Outros posts
As novas regras da ilógica
Com a popularização da internet, mais pessoas estão escrevendo mais... e errado. Assim, as formas incorretas do que poderia ser chamado de "português brasileiro" chegam às telas de milhares (ou milhões) de computadores e, fatalmente, a cabeças nada ou pouco pensantes.
Por esses motivos, com certa didática, pretendo com este post tirar algumas dúvidas que pairam no ar ou mostrar que o que se fala com muita frequência não está, na realidade, de acordo com as normas da língua portuguesa. Desmistificando...
Erros comuns
*meia
Estou meia cansada.
No contexto, a intenção é dizer que se está um pouco cansada e, portanto, o correto é utilizar meio. O mesmo vale no plural!
Fale certo: Estou meio cansada. / Estamos meio cansadas.
*a gente e agente
Agente combina de se encontrar.
"Agente" é aquele que age; "a gente" é o modo informal de dizer "nós".
Fale certo: A gente combina de se encontrar.
*fazer
Fazem dois anos que trabalho na mesma empresa.
Aqui, a pessoa que fala quer dizer que se completaram dois anos de trabalho. O sujeito do verbo "fazer" é inexistente e não possui conjugação.
O correto, então, é sempre no singular: faz.
Fale certo: Faz dois anos que trabalho na mesma empresa.
*há e atrás
Há 5 anos atrás mudei de casa.
Neste caso, utilizar "há" e "atrás" juntos é redundante. Use apenas um ou outro.
Fale certo: Há 5 anos mudei de casa. / Cinco anos atrás mudei de casa.
*haver no passado e plural
Houveram muitas reclamações.
Não existe plural para "haver", o correto é "houve".
Fale certo: Houve muitas reclamações.
*pequeno detalhe
Este é só um pequeno detalhe.
Não existe tamanho para detalhe. Na verdade, detalhe já significa algo que praticamente não se nota. Não diga nem escreva "pequeno detalhe".
Fale certo: Este é só um detalhe.
*Unidades de medida
- hora: o formato correto para hora é apenas a letra H minúscula, sem zeros após a letra, nem dois pontos.
Escreva certo: 3h, 15h, 22h30, ...
- metro e quilômetro: para as medidas de distância, usa-se somente m e km (tudo minúsculo!).
Escreva certo: 5m, 100m, ... / 5km, 100km, ...
- grama: a palavra é masculina. Existe no feminino, mas faz referência à planta que fica no chão do parque ou jardim.
Escreva certo: Duzentos/Quinhentos/Setecentos gramas...
*onde e em que
Esta é uma tradicional festa, onde há música ao vivo.
"Onde" se usa apenas para lugares. Nos demais, o correto é dizer "em que".
Está é uma tradicional festa, em que há música ao vivo.
Observação: aproveitando que citei "onde", vale lembrar que muitos confundem com "aonde".
Vocês vão comer aonde?
Como indica lugar, o correto é:
Vocês vão comer onde?
Mas se a intenção é utilizar com o verbo "ir", deve-se usar "aonde" (preposição "a" + onde).
Aonde você foi?
*mas e mais
Está chovendo, mais vou sair.
Quando se quer fazer contraste de ideias, deve-se usar mas. Mais sempre será utilizado quando com a ideia de adição ou comparação.
Exemplos:
Maria tem mais parentes que João./Quanto mais chuva, mais enchente.
Toma isso e mais isso./Você tem mais morangos?
Observação: o sinal "+" se lê e escreve "mais".
Atenção também para a maneira correta de se escrever demais, palavra sinônima de "muito", "excessivamente". É uma palavra só!
Exemplo:
Escrevi demais.
*c e ç
É muito comum as pessoas usarem cedilha junto com a letra e, o que é errado. NÃO se usa ç com e ou i. Use apenas com c!
Exemplos:
Dance; você; preguicinha; ...
*Ver e ser
NÃO se diz nem se escreve veje ou seje. O correto é veja e seja.
Exemplos:
Veja o sol entrando pela janela!
Seja muito feliz.
*Verbos com preposição
Na hora em que falamos, omitimos a preposição de diversos verbos. Porém, quando escrevemos, temos de prestar atenção e nos lembrarmos de incluí-los!
Chegar/ir/assistir/referir-se a
Gostar/ter certeza de
*Como escrever corretamente algumas palavras e expressões
De repente - "derrepente" está errado
De novo - "denovo" está errado
Com certeza - escreve-se separado
Exceção - não se escreve com c ou ss
Talvez - não se escreve com s
Mexer - não escreva com ch
Circuito - não escreva com qu (diz-se "cui" e não "qüi")
Gratuito - o i não leva acento (lê-se "gra-tui-to")
Ter de - "ter que" é errado
De ela/ele - "apesar dela", "o fato dela" e afins são incorretos
Risco de morte/risco à vida - "risco de vida" é errado
Olimpíada/Jogos Olímpicos - usa-se de forma incorreta a palavra "Olimpíadas" para referir-se a uma edição realizada, porém, "Olimpíada" já constitui plural de competições esportivas e, portanto, é o certo
*Porquês
Por que - utiliza-se no início de perguntas.
Por que você não vai a pé?
Porque - para justificativas.
Não vou a pé, porque está chovendo.
por que - para dizer algum motivo.
Não sei por que você não usa guarda-chuva.
Porquê - é substantivo. Dica: geralmente se utiliza com artigo (o ou os).
Não sei o porquê de sua implicância.
Por quê - utiliza-se no fim da frase.
Sou implicante por quê?
*Crase
Basicamente, a crase será usada em três casos.
- Com palavras femininas
A crase, neste caso, é a fusão da preposição "a" (sinônimo de "para") com o artigo definido feminino "a".
Foi um grande gesto que fez à avó.
Observação: nunca se usa crase com palavras masculinas! Atenção!
- Com a seguinte regrinha:
Se vim "da", crase há.
Se vim "de", crase pra quê?
Vim da Bahia. > Fui à Bahia.
Vim de São Paulo. > Fui a São Paulo.
- Em expressões de "à moda de"
Este caso tem algumas variantes.
Nossa especialidade é o espagueti à moda da casa.
Almoçamos bife à parmegiana.
Saiu da festa à francesa.
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domingo, 9 de agosto de 2009
Haikai
Faço a estreia do mês de agosto com dois haikai que escrevi. Ambos, junto com mais outros, inscrevi num concurso internacional, mas - infelizmente - nem Menção Honrosa vou receber. Mas tenho um tempo para aperfeiçoar e fazer novas criações.
E o que é um haikai? O haicai (em português) ou haiku (em japonês) é um poema tradicional do Japão, composto por três versos com cinco, sete e cinco sílabas cada, respectivamente.
Confira os poemas (em inglês).
Beautiful flowers
A little strong shines the sun
everywhere I go
*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*
Water falls from sky
Cold wet wind, warm ray of light
Seven colors painted
sábado, 18 de julho de 2009
Pequeno poema
Passando rapidamente por aqui, deixo vocês, internautas-leitores, com um poeminha que criei numa de minhas andanças - quase que literalmente - por aí.
Espero que gostem!
Ando para seguir em frente
Ando para descansar a mente
Caminho devagar
Caminho para meus pés me levarem a algum lugar
Ando para descansar a mente
Caminho devagar
Caminho para meus pés me levarem a algum lugar
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Mestre, poeta, fingidor
Fazia muito tempo que eu não ia ao teatro. Não tenho o costume de assistir a peças, mas gosto bastante. Para mim, a relação entre os atores e o público é aberta para reações diversas e, portanto, é sincera.Noite fria e o público à espera. Quando o auditório é aberto, as pessoas entram e se acomodam. As luzes se apagam e a ansiedade aumenta. O espetáculo já vai começar.
A peça intitulada O fingidor, dirigida por Samir Yazbek, é uma ficção bem-humorada da vida do poeta português Fernando Pessoa, que se passa por datilógrafo para trabalhar com um aclamado crítico de sua obra. Além desse novo personagem, a história também mostra os heterônimos Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos.
Confesso que de teatro não entendo nada. Então, as impressões registradas aqui partem de uma espectadora "crua".
O elenco, não à toa, foi aplaudido de pé e com sorrisos nos rostos. O destaque foi Helio Cicero, protagonista, no papel de Fernando Pessoa e de, digamos, seu novo heterônimo, interpretado de forma caricata, porém, espetacular. Este era divertido, carismático, desinteressado por poesia. O outro, "ele mesmo", era sério, louco, fingidor...
O texto traz a poética de Pessoa com naturalidade e, entre outras obras-primas, o poema a que o título da peça faz alusão, "Autopsicografia". Esses versos não poderiam faltar na peça e, muito menos, aqui.
Autopsicografia
O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente
E os que lêem o que escreve
Na dor lida sentem bem
Não as duas que ele teve
Mas só a que eles não têm
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão
Esse comboio de corda
Que se chama coração
Fernando Pessoa (1888-1935)
*** O fingidor estreou em 1999, quando o diretor Samir Yazbek recebeu o Prêmio Shell de melhor autor. Nestes 10 anos, a peça teve ótima aceitação pela crítica, montagem em outras cidades, tradução para outras línguas e adaptação para a televisão. ***
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Uma poesia
O grande poeta Mário de Andrade
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terça-feira, 2 de junho de 2009
Recorde
Faço a estreia do mês de junho com uma grande vitória. Bati o recorde de número de posts em maio, com quatro textos. Até então, o máximo tinha sido três.
Gostaria de poder atualizar este espaço com mais frequência. Talvez duas vezes por semana. E não é por falta de tema, assunto, reflexão... um pouco por falta de tempo.
Por fim, deixo meu blog aberto a sugestões de temas. Pode ser sobre animais de estimação, chocolate, pessoas, internet, escrever, dinheiro, esportes, família, viagens, planos para o futuro e até arriscar falar sobre política. E, claro, sobre poesia!
Exercitem sua criatividade e façam suas sugestões!
Gostaria de poder atualizar este espaço com mais frequência. Talvez duas vezes por semana. E não é por falta de tema, assunto, reflexão... um pouco por falta de tempo.
Por fim, deixo meu blog aberto a sugestões de temas. Pode ser sobre animais de estimação, chocolate, pessoas, internet, escrever, dinheiro, esportes, família, viagens, planos para o futuro e até arriscar falar sobre política. E, claro, sobre poesia!
Exercitem sua criatividade e façam suas sugestões!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
As novas regras da ilógica
Não pude deixar de me pronunciar sobre um assunto atualmente polêmico. Algumas discussões já foram feitas e outras parecem que estão por vir. Estou um pouco "atrasada", mas aqui está minha opinião.No fim do ano passado, ouvi falar de uma tal "reforma ortográfica", ou Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, assinada por todos os oito países lusófonos (que falam português) - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor Leste. Eles fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - CLPL (bandeiras dos países integrantes na foto), que promove alianças entre os signatários.
Depois de tomar conhecimento das mudanças, segundo dizem, em 0,5% das palavras, revoltei-me com todas as minhas forças. E digo por que.
A partir de 2009, esta verdadeira "lei portuguesa" entra em vigor e terá até 2012 para ver os livros didáticos adaptados. Pois é. Adeus trema! Adeus acentos e hífens! E que venham os "rr", "ss", "ii" e afins no meio das palavras! Adeus! Adeus? Quer dizer, adeus para alguns... mas alguns quais, exatamente? Como? E por que? (só uma observação antes de continuar: difícil controlar perguntas típicas de jornalista...)
Apesar de o período para adaptação ser de 4 anos, já no início a implantação está rendendo uma aventura - para não dizer outra coisa. Professores, crianças, estudantes, jornalistas e aqueles acostumados às regras "antigas" têm tido dificuldades em relação ao que não é mais o que seria.
Até o famoso editor de texto, que mal tem as palavras comuns registradas em seu dicionário, foi castigado. A função automática de correção é totalmente contra a reforma ortográfica. Se você tirar o trema ou o acento agudo, ele - com certa insistência - insere de novo ou, então, sublinha a palavra com aquela "cobrinha" vermelha, o que talvez seja ainda mais irritante.
De uma coisa tenho certeza. Para mim, ainda há esperança de que esse acordo, aparentemente ilógico, não se consolide e, como consequência (sem trema!), passe a infernizar a vida de muitos brasileiros. Aliás, considero, sim, uma grande sacanagem a imprensa ser quase que a primeira da lista obrigada a aderir às mudanças.
Apenas espero que esta "integração" - pseudo integração - não tenha sido puramente por razões comerciais. E quem disse que a integração é concretizada a partir de uma ortografia unificada, considerando-se que esta é uma parte da língua, que por sua vez é uma parte da cultura de um país? Enfim, integração essa justificada com explicações que somente o grupo seleto de linguistas (sem trema de novo!) entenderão.
>>> Link interessante com informações sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (Wikipedia)
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Insistir ou desistir?
Descobri que umas das coisas que mais gosto de fazer é escrever. Este blog surgiu exatamente por isso... O fato é que ninguém mais lê... Quem escreve e não gosta que seja lido?
Enfim, digo que meu blog - assim como o primeiro - está a ponto de ser deletado... infelizmente.
Deixo aqui uma poesia um pouco diferente, mas que me fascinou: é sobre o processo de construção de um poema. Talvez eu me considere parte deste grupo de escritores... E concordo com Manuel da Fonseca (1911-1993), poeta português, em dizer que "o poeta tem olhos de água para refletirem todas as cores."
Sim, se você ler, comente! Eu leio todos os comentários postados! É sério!
Enfim, digo que meu blog - assim como o primeiro - está a ponto de ser deletado... infelizmente.
Deixo aqui uma poesia um pouco diferente, mas que me fascinou: é sobre o processo de construção de um poema. Talvez eu me considere parte deste grupo de escritores... E concordo com Manuel da Fonseca (1911-1993), poeta português, em dizer que "o poeta tem olhos de água para refletirem todas as cores."
Sim, se você ler, comente! Eu leio todos os comentários postados! É sério!
O que se diz ao editor a propósito de poemas
Eis mais um livro (fio que o último)
de um incurável pernambucano;
se programam ainda publicá-lo,
digam-me que com pouco o embalsamo.
E preciso logo embasamá-lo:
enquanto ele me conviva, vivo,
está sujeito a cortes, enxertos:
terminará amputado do fígado,
terminará ganhando outro pâncreas;
e se o pulmão não pode outro estilo
(esta dicção de tosse e gagueira),
me esgota, vivo em mim, livro-umbigo.
e se o pulmão não pode outro estilo
(esta dicção de tosse e gagueira),
me esgota, vivo em mim, livro-umbigo.
Poema nenhum se autonomiza
no primeiro ditar-se, esboçado,
nem no construí-lo, nem no passar-se
a limpo do datilografá-lo.
no primeiro ditar-se, esboçado,
nem no construí-lo, nem no passar-se
a limpo do datilografá-lo.
Um poema é o que há de mais instável:
ele se multiplica e divide,
se pratica as quatro operações
enquanto em nós e de nós existe.
ele se multiplica e divide,
se pratica as quatro operações
enquanto em nós e de nós existe.
Um poema é sempre, como um câncer:
que química, cobalto, indivíduo
parou os pés desse potro solto?
Só o mumificá-lo, pô-lo em livro.
que química, cobalto, indivíduo
parou os pés desse potro solto?
Só o mumificá-lo, pô-lo em livro.
João Cabral de Melo Neto (1901-1999), poeta
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
TCC, o último capítulo
Foram 8 meses de muito trabalho. Pesquisas, entrevistas, leituras, textos, diagramação... e finalmente vi o meu TCC pronto, impresso, um livro de verdade. Vi nas minhas mãos. Senti uma emoção muito forte. Fiquei muito feliz.
Aprendi muitas coisas novas. Nas pesquisas, encontrei História, curiosidades, fotos, músicas, poemas... Aprendi que a pesquisa é fundamental para se fazer um bom trabalho. Aprendi a gostar do rio. Aprendi que o rio precisa de atenção.
Mas também descobri a importância de se fazer um trabalho bem feito. Não só pelo orgulho, mas pela satisfação como conseqüência. Afinal, ele será seu portfólio, o convite para entrar no mercado de trabalho.
Talvez o mais importante tenha sido a descoberta de que o TCC é e não é o último capítulo. É, porque encerra o curso de graduação. Não é, porque ele abre portas para algumas (ou muitas) oportunidades, não acaba aí. Por isso, hoje, depois de todo o processo de conclusão de curso - inclusive a banca de TCC -, posso dizer com orgulho que fiz um bom trabalho.
Mesmo com dificuldades e obstáculos, digo que valeu a pena.
Aprendi muitas coisas novas. Nas pesquisas, encontrei História, curiosidades, fotos, músicas, poemas... Aprendi que a pesquisa é fundamental para se fazer um bom trabalho. Aprendi a gostar do rio. Aprendi que o rio precisa de atenção.
Mas também descobri a importância de se fazer um trabalho bem feito. Não só pelo orgulho, mas pela satisfação como conseqüência. Afinal, ele será seu portfólio, o convite para entrar no mercado de trabalho.
Talvez o mais importante tenha sido a descoberta de que o TCC é e não é o último capítulo. É, porque encerra o curso de graduação. Não é, porque ele abre portas para algumas (ou muitas) oportunidades, não acaba aí. Por isso, hoje, depois de todo o processo de conclusão de curso - inclusive a banca de TCC -, posso dizer com orgulho que fiz um bom trabalho.
Mesmo com dificuldades e obstáculos, digo que valeu a pena.
sábado, 8 de novembro de 2008
Uma poesia
Escrevi uma poesia sobre como sou, mas como nem todo mundo vê. Não culpo ninguém por ter uma visão estereotipada, porque são idéias enraizadas na própria sociedade.Calma, não precisa se desesperar e achar que estou falando coisas sem sentido. Só lendo para entender...
Para quem me conhece há mais tempo, reconhecerá algumas características. E para quem não me conhece, leia e me conheça um pouco!
Quem ainda não desistiu de ler, comente para eu saber que existem leitores ainda!
Observação: sei que a poesia não está gramaticalmente correta, preferi deixar numa linguagem mais informal. O desenho foi minha irmã que fez...
Tatiana por Tati
Não é só porque meu nome é Tatiana
que sou quebra-barraco
Não é só porque meu apelido é Tati
que meu nome é TatianE
Não é só porque serei jornalista
que não poderei ser poeta
e que trabalharei no Jornal Nacional
Não é só porque sou baixinha
que sou invisível
Não é só porque sou oriental
que sei falar japonês,
que não sei falar outras línguas
e que não sou brasileira
Não é só porque gosto de desenhos animados
que sou criança
Não é só porque estou presente
que estou prestando atenção
Não é só porque sou tímida
que sou metida
Não é só porque fico quieta
que não gosto de conversar
Não é só porque pareço brava
que brigo à toa
Não é só porque sou amigável
que não tenho pensamentos vingativos
Não é só porque sou sonhadora
que me esqueço da realidade
Não é só porque sou exigente
que não chegarei próximo ao que desejo
Não é só porque gosto de “cultura inútil”
que sou alienada e não tenho conteúdo
Não é só porque sou “séria”
que não faço piadas
Não é só porque penso duas vezes
Que não faço besteiras
Não é só porque estou distante
que não me importo com as pessoas queridas
e que me esqueci delas
Não é só porque faz tempo
que não lembro
Não é só porque não vejo ou mostro
que não sinto
Não é só porque agradeci um favor
Que não tenho uma dívida
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