Esses dias ouvi a pergunta "quando você vai viajar de novo?" duas vezes e um tempo atrás também que eu deveria fazer uma nova viagem. Mas é uma dúvida que eu mesma tenho e procuro a resposta.
Curioso que como passei a viajar pro exterior todo ano, é natural que surja este questionamento. É bom pra mim e pra quem vai ganhar coisas legais compradas na viagem. =)
Viajar para blogar
Já faz 3 meses que estou me dedicando a meu blog de viagens, o 3, 2, 1... Viajando!. Viajar, portanto, virou trabalho também. O blog é mais um motivo para conhecer novos lugares, inclusive novos restaurantes, cafés, comidas. E isso é ótimo! Pode não parecer, mas adoro comer!
Aonde ir?
A lista de países e cidades que quero visitar é um pouco extensa. =P
Tenho uma certa fixação por capitais. No Brasil, quero mais conhecer o Sul - Porto Alegre. Daria pra emendar Gramado, que conheci quando pequena e já não lembro mais como é. No inverno, lá tem frio e chocolate! hehe
Belo Horizonte e Brasília também tenho curiosidade de conhecer. E o Rio de Janeiro, apesar de hoje em dia não ser mais fã de praia.
Lugares no exterior é o que mais tem na lista. Já coloquei Itália há uns anos e adivinha pra quê? Além de conhecer, comer, é claro! Inclusive quero aprender italiano antes de ir pra lá. Então talvez leve um tempo.
Canadá me parece um país legal pra estudar e até morar. É o paraíso das frutas vermelhas! Yummy! Nem conheço Vancouver, mas já sou apaixonada pela cidade!
Quero voltar pros Estados Unidos, conhecer Nova York, Miami, Los Angeles... Quem sabe passear na Disney de novo?
Voltar pra Espanha também, porque não conheci o Sul, nem o Norte.
Na Alemanha, conheço praticamente só um pouco de Berlim, de que gostei bastante. Muita história!
Na Áustria, mal posso dizer que conheci Viena... Não visitei o que parecia mais interessante pra mim, o Palácio de Schönbrunn. Como foi um passeio de tour, só deu tempo pra foto na frente. =/
Holanda e Bélgica também. Inglaterra é um destino clássico.
China, Coreia do Sul... Voltar pro Japão!
Gostei do Chile, também quero voltar. Quero conhecer o Valle Nevado!
Quase fui pro Peru no ano passado. Tá na lista.
São muitos lugares, não sei se esqueci algum.
Por que não fui (ainda)
Com o dólar alto, é um desafio viajar, mesmo dentro do Brasil. Afeta todas as empresas relacionadas a turismo. Encarece tudo. Se por aqui já é complicado, imagine pagar tudo da viagem em dólares ou euros? Ou em outra moeda que será convertida pra dólar na fatura do cartão de crédito que ainda tem quase 7% de imposto?
O jeito é viajar de uma forma econômica. E por enquanto não descobri como seria melhor. Dá pra pagar passagem com milhas, trabalhar em troca de hospedagem e até mesmo refeições... Estou numa fase de pensar em ideias, alternativas. Mesmo porque a vontade de viajar já faz parte de mim, aumenta a cada dia que passa desde minha última viagem.
Por isso, agora não tenho a resposta pra pergunta que dá o nome para este post. Fico inquieta, ansiosa. Quando vou viajar de novo?
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segunda-feira, 10 de agosto de 2015
terça-feira, 14 de abril de 2015
Se...
Se...
Se ainda fosse criança,
brincaria todos os dias
Se fosse adolescente,
Se fosse adolescente,
passaria o tempo com as amigas.
Se fosse universitária,
aprenderia tudo o que fosse possível.
Se fosse adulta,
beberia café todos os dias.
Se fosse madura,
usaria minha experiência para ensinar aos outros.
Se fosse empresária,
trabalharia com viagens.
Se fosse trabalhar em fábrica,
moraria no Japão.
Se fosse fazer um mochilão,
ficaria um bom tempo na Europa.
Se fosse escolher outra faculdade,
teria estudado Direito.
Se fosse famosa,
seria escritora.
Se fosse uma estrela,
seria uma cadente.
Se fosse heroína,
teria poderes.
Se não fosse como é,
não escreveria este poema.
quarta-feira, 18 de março de 2015
Brasileira! - Parte 6
Passei por mais um capítulo da saga. Desta vez, no Japão.
Nos primeiros dias lá, não me sentia no meu "habitat". A impressão que tinha era de estar num grande e aberto Bunkyo ("Bunka kyokan", "centro de cultura" em português).
No começo, era natural que a maioria dos japoneses achasse que eu fosse de lá. Por isso, falavam comigo em japonês. Ficava desesperada, porque falavam muito rápido e não entendia nada. Quando não perguntavam algo, era um alívio, porque só sinalizava com a cabeça que OK ou dizia "hai" ("sim") pra pessoa prosseguir com o diálogo (quase monólogo) ou simplesmente ignorava a "verborragia". A tensão era grande quando surgia uma pergunta e não entendia. Claro que dizia com jeitinho que não entendo muito japonês e as pessoas, algumas não tão gentilmente, tentavam falar mais devagar ou reformular a frase.
Em alguns casos, logo percebiam que eu era estrangeira, porque algumas vezes eu gaguejava, e já se comunicavam em inglês comigo. Mas isso em poucos lugares bem turísticos, porque ainda a grande maioria dos nipônicos não fala inglês, até entendem, mas não conseguem conversar.
Passado um mês ou mais, pensei que seria melhor tentar compreender o que as pessoas falam, sem se preocupar demais com a velocidade que falam. Daí, percebi que era possível entender, mesmo que fosse por palavras-chave e pelo contexto da conversa. E comecei a ficar feliz comigo mesma, porque acabava de dar um passo à frente no aprendizado.
Assim, me senti à vontade para conversar, mesmo que o básico. Pessoas do comércio me perguntavam de onde era e ficavam surpresas em saber que sou brasileira. Alguns diziam que meu país é longe. E muitos disseram que sou jyouzu ("habilidoso") no japonês. Como sei que dois anos de estudo é pouco para se virar, agradecia o elogio e dizia que preciso me esforçar para aprender mais.
Na realidade, no geral, era mais difícil tentar se comunicar em inglês, porque conseguia me expressar bem, mas os japoneses não conseguiam responder no mesmo idioma. Não adiantava muito. Me via apenas com a possibilidade de usar o conhecimento básico de japonês, o que realmente funcionava. Além disso, percebi que os japoneses se sentiam muito mais confortáveis em falar a própria língua (assim como qualquer um), inclusive em conversas com meus amigos não descendentes. Até parecia que quando a interação já era iniciada em inglês, eles se sentiam ofendidos ou algo assim.
O que continua sendo um mistério é ainda pensarem que sou - ou poderia ser - chinesa. Pra mim, pelo menos, tenho cara de brasileira ou de, no máximo, japonesa. Em Okinawa, era até comum encontrar pessoas que falavam chinês. É verdade que lá existem muitos turistas sino descendentes. Talvez por isso deduzissem que eu também poderia ser mais um deles.
Por um lado, faz sentido pensar que sou japonesa. Tenho fisionomia de uma - e me vestia como uma. Mas algo que pode ser um detalhe pra maioria é justamente o que faz toda a diferença. O jeito de agir e os gestos. Se alguém for me comparar com uma nativa, logo verá que sou diferente dela e, portanto, não sou japonesa.
Para mim, o que falta não só aos japoneses, mas para as pessoas em geral, é ter este tato, ter uma etapa para se fazer esta análise e, assim, ter mais informações para se deduzir a nacionalidade de um indivíduo, além de se ter a oportunidade de se aprender sobre as diferenças de culturas que muitas vezes ficam nas entrelinhas.
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sábado, 20 de setembro de 2014
Vida de madame
Depois que comecei a fazer unhas no salão, experimentar massagem, etc, acho que teria uma vida de madame sem problemas. Mesmo.
Ser mulherzinha não é fácil, mas é ótimo. Até me viro na hora da manicure, mas nada se compara quando faço no salão. É uma terapia... e em meia hora fica pronto! É uma coisa simples, até meio boba, mas eu gosto bastante!
Massagem é uma coisa que se você faz uma vez, vicia. Quer fazer sempre. Só que o preço é o que acaba te impedindo, porque cada sessão não sai por menos de R$ 100. E existe uma variedade que dá vontade de experimentar todas! É tão relaxante que até dá sono.
Outra coisa que se pudesse, faria, é que lavassem meu cabelo. Quando decido lavar no salão, aquela massageada é boa demais. E o shampoo geralmente é milagroso e cheiroso.
Pois é, meu sonho de mulherzinha é ter cabelo de celebridade. Lindo, sedoso, hidratado, sem fios arrepiados, penteado...
Juntando tudo isso, esta, sim, seria uma boa vida de madame!
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sábado, 5 de abril de 2014
6 de abril, Dia Mundial da Atividade Física
No dia 6 de abril, a Organização Mundial da Sáude comemora o Dia Mundial da Atividade Física. Em homenagem à data e a algumas coisas que venho observando, segue uma lista de dicas de saúde.
Note que não sou especialista no assunto, apenas listo algumas pequenas coisas que podem ser feitas no dia a dia, mas que podem mudar a vida para melhor.
Atividade física
- Pratique um esporte ou faça regularmente alguma atividade física, três vezes por semana, durante 45 minutos (corrida, esteira, bike, pilates ou até mesmo dança!). Lembre-se de se alongar ao terminar.
- Se não for possível, se fizer uma atividade de 15 minutos todos os dias já ajuda
- Sempre que possível, faça caminhadas - mesmo curtas - e suba as escadas fixas
- Se não for possível, se fizer uma atividade de 15 minutos todos os dias já ajuda
- Sempre que possível, faça caminhadas - mesmo curtas - e suba as escadas fixas
- O exercício aeróbico queima gorduras, além de desestressar e aumentar a disposição
- Uma atividade física moderada e regular melhora a capacidade cardíaca
- Uma atividade física moderada e regular melhora a capacidade cardíaca
Alimentação
- Não pule o café da manhã ou qualquer outra refeição
- Evite comer lanches, salgados e frituras no almoço
- Inclua frutas, legumes, verduras e peixe (evite carne vermelha) em sua dieta
- Inclua frutas, legumes, verduras e peixe (evite carne vermelha) em sua dieta
- Faça um prato com alimentos variados e coloridos. Quanto mais colorido, mais saudável.
- Evite bebidas durante as refeições
- Evite refrigerantes, prefira sucos ou água
- Evite doces na parte da noite
- Evite bebidas durante as refeições
- Evite refrigerantes, prefira sucos ou água
- Evite doces na parte da noite
- Evite colocar muito sal na comida e muito açúcar nas bebidas
- Beba 2 litros de água por dia
Descanso
Descanso
- Durma, pelo menos, um período de 6h por noite
- Se estiver cansado, descanse ou faça um exercício leve
- Se estiver cansado, descanse ou faça um exercício leve
- Descansar também é cuidar da saúde!
Espero que esta lista tenha ajudado! ;)
sábado, 15 de março de 2014
Ser mulherzinha
Ser mulherzinha não é fácil - nem barato (!). O sexo feminino tem uma de itens para fazer todas as semanas. Preocupação com cabelo, pele, pelos, maquiagem, manicure e pedicure!
Em teoria, o cabelo precisa de hidratação semanal ou quinzenal. Além do cuidado diário de manter as madeixas limpas, bonitas e protegidas do sol.
A pele, principalmente se for seca, requer hidratação e proteção diária. É necessário, pelo menos, aplicar o bloqueador solar todos os santos dias, mesmo se o tempo estiver nublado. O ideal é fazer esfoliação uma vez por semana.
Outra preocupação são os pelos. Depila aqui, depilá lá, usa cera aqui, lâmina lá, encrava pelo, mancha a pele, dói. Esta parte é bem chata, ainda mais no verão.
Para ficar bonita, a mulherzinha cuida das unhas. Cortar, lixar, hidratar, tirar a cutícula, esmaltar - e deixá-las respirar também! Para as mãos, o trabalho é semanal e, para os pés, quinzenal. Se forem feitas em casa, é preciso prática e tempo livre, porém, a economia mensal fica - no mínimo - cerca de R$ 100. Com o treino, as habilidades são aperfeiçoadas e mesmo o malabarismo para tratar os pés torna-se cada vez menos complicado.
As unhas em conjunto com a maquiagem e os acessórios formam um trio poderoso. Se fico sem um destes itens, sinto-me "nua", que falta algo. Estranha sensação de mulher. Para caprichar, vão primer, corretivo, base, pó, sombra, delineador, rímel, blush, batom. Uns 20 minutos só para completar o visual. Pronto! Haja tempo e produtos!
Não é só isso. As mulheres ainda se preocupam com o que escondem debaixo da roupa. Celulite e estrias. Mais uns cremes de aplicação diária e está resolvido.
Ufa! Até cansei só de pensar em tudo isso e escrever!
Além disso, confesso que sou mais prática e até bastante preguiçosa, pouco habilidosa - mal consigo fazer escova no cabelo ou usar a chapinha. Quando descobri o famigerado BB Cream, achei simplesmente genial. Várias etapas são resumidas em uma única aplicação!
De qualquer forma, dá muito trabalho seguir esta imensa lista. Tudo para as mulheres se sentirem bem consigo mesmas e até causar uma inveja alheia. Mas não sei se tenho mérito para ser considerada uma mulherzinha digna.
terça-feira, 4 de março de 2014
Novinha, mas nem tanto - Parte 2
Mais um aniversário se aproxima e as histórias se acumulam.
Começo de ano, começo de cursos e pessoas novas. E, na socialização, sempre surge a pergunta da idade. Quase ninguém consegue chegar próximo e a reação quando sabem quantas primaveras já vivi é a mesma: de grande surpresa.
Em um almoço, muitos pensaram que eu tinha 22 anos. Até quiseram ser simpáticos comigo e disseram que eu teria 19 anos. E, quando - enfim - desistem, digo quantos aniversários já completei e, na sequência, observo o impacto (risos).
Antes, até me incomodava o fato de as pessoas me acharem muito nova. Até continua sendo um pouco ruim profissionalmente, pois é mais trabalhoso provar o conhecimento e a credibilidade. Porém, de uns tempos para cá, encontrei uma forma de me divertir com isto: fazer com que as pessoas tentem adivinhar minha idade.
Chega a ser engraçado, porque - como geralmente ocorre com desconhecidos - a avaliação é feita pela aparência, que - no meu caso - engana, já que meus genes orientais me deram este "dom" de parecer mais jovem. E as pessoas começam a chutar, pois não têm outras referências para ajudá-las.
E, realmente, começo a pensar que será bom não aparentar ter 40 anos, mas com a condição de que continue saudável. De qualquer forma, vou manter o chá verde (um poderoso rejuvenescedor natural que adoro) em minha dieta...
domingo, 26 de janeiro de 2014
Brasileira! - Parte 4
![]() |
| Bairro da Liberdade (crédito para a autora deste blog) |
E cá estou uma vez mais com novas indagações, porém, com a mesma "crise" de indentidade.
Trabalhei na Liberdade uns anos atrás, bairro antes conhecido como japonês e hoje considerado oriental pela presença de chineses também. Até então, mal conhecia a cultura e não falava o idioma de meus ancestrais. Sempre me senti brasileira. Por outro lado, aprendi muito lá - passei a admirar os valores e ensinamentos nipônicos.
Outras regiões da cidade são predominantemente habitadas por descendentes como Saúde e Vila Mariana. Por isso, não é nada raro encontrá-los por aí e por outros cantos de São Paulo.
O curioso é o que me vem à cabeça quando vejo grupos deles ou até famílias inteiras num mesmo lugar. "Nossa, mas está cheio de japas aqui, né?" Oras, eles são paulistanos como eu e estão fazendo suas coisas - como eu!
No geral, inexplicavelmente (ou não), não tenho consciência de que tenho feições asiáticas como os demais e quase os vejo como se fossem de outra nacionalidade. Quando relembro estes momentos, percebo que minha pergunta não faz tanto sentido. Volto ao mundo real e aí me atento ao "detalhe" de minhas origens.
Ao ver de diversos pontos de vista, sou igual e diferente dos outros e - ao mesmo tempo - minhas raízes estão em um só país, mas em variadas províncias. Uma mistura só - boa e bem brasileira.
Se para mim já é confuso, agora começo a entender como deve ser para os estrangeiros!
Veja a saga completa aqui!
Brasileira! - Parte 3
Brasileira! - Parte 2
Brasileira!
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Tanabata Matsuri, o Festival das Estrelas
O Ano Novo no Japão
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domingo, 12 de janeiro de 2014
Enfim, férias!
Férias. Um dos períodos mais esperados do ano (merecidamente)! Os adultos trabalhadores têm seus 30 dias, enquanto os estudantes - talvez mais afortunados - ficam cerca de 3 meses livres - leves e soltos - para aproveitar.
Para mim, geralmente estar de férias significa viajar. Sair da cidade, do país, para conhecer outras culturas. É fascinante e viciante, quanto mais viajo, mais quero viajar! Apesar de cansativo, vale a pena.
Mas nem sempre é possível visitar outros lugares. E uma opção - que pode ser bastante interessante e mais em conta - é descobrir a cidade onde moro, São Paulo, que esconde cantos até mesmo ao lado sem que sequer se perceba.
Apesar do tamanho, a metrópole é bem explorada a pé. Uma pequena região de cada vez. Um passeio que pode levar a descobertas. É uma oportunidade de experimentar novos caminhos e sabores.
E o verdadeiro sabor das férias é se desconectar de algumas coisas e desfrutar do ócio, de uma boa leitura e mais horas de sono, explorar a cidade com outros olhos, enfim, fazer o que se tem vontade em horários diferentes de quando se está na correria do dia a dia.
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segunda-feira, 8 de abril de 2013
Brasileira! - Parte 3
A aventura da vez foi hispânica: na Espanha, vi muitos chineses e japoneses turistando. Como no ano passado fiquei surpresa ao pensarem que eu era chinesa, já presumia que agora não seria diferente. Na América Latina, Santiago e Buenos Aires, passei por algo parecido! E me surpreendi de novo.
Na Espanha, minha ex-companheira de quarto, que é japonesa, fez uma cara de curiosidade/dúvida em relação ao meu país de origem. Nas aulas de espanhol, os professores chamavam meu nome (Tatiana, que tem origem russa), porém, percebiam que meu sobrenome é japonês. Tive, então, de explicar que sou brasileira, mas que meus bisavós vieram do outro lado do mundo.
Inclusive, uma colega de sala, russa, ficou um tanto intrigada com o fato de eu ser brasileira, ter cara e origem japonesa, e ter o primeiro nome russo. Para eles parece algo quase impossível, contudo, todavia, entretanto, no Brasil é bastante comum.
Já ouvi de algumas pessoas que não sabem diferenciar japoneses, chineses e coreanos. E realmente acho que devem fazer uma salada com os asiáticos.
E os brasileiros (cariocas) que estavam passeando lá nem perceberam que também era do Brasil... Esta é a vantagem...
Enquanto isso, a viagem latina me deu outros pontos de vista. Teve quem pensasse que eu fosse japonesa mesmo (faz sentido) ou americana (até faz sentido, mas me parece que não há tantos descendentes lá!). E aí, vieram na sequência as mesmas respostas de que meus bisavós imigraram para o Brasil, que aqui existe a maior comunidade nipo-brasileira fora do Japão e teve o projeto de imigração japonesa e italiana para cá.
Não sei se eu ou as outras pessoas que ficavam mais surpresos. Chegava a ser engraçado pensar nisso.
Fiquei meio camuflada por trás dos meus olhos amendoados para evitar brasileiros e, consequentemente, falar Português. Estava viajando para praticar Espanhol!
Algo que me incomodava era o fato de falarem em outra língua que não o Espanhol. Na Europa e no Chile, começavam a falar em Inglês. Na Argentina, saía um Espanguês... E sempre estava eu a hablar! Que coisa, deixem que eu pratique!
Sou brasileira, mas sou internacional! ;)
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Brasileira! - Parte II
Brasileira!
Na Espanha, minha ex-companheira de quarto, que é japonesa, fez uma cara de curiosidade/dúvida em relação ao meu país de origem. Nas aulas de espanhol, os professores chamavam meu nome (Tatiana, que tem origem russa), porém, percebiam que meu sobrenome é japonês. Tive, então, de explicar que sou brasileira, mas que meus bisavós vieram do outro lado do mundo.
Inclusive, uma colega de sala, russa, ficou um tanto intrigada com o fato de eu ser brasileira, ter cara e origem japonesa, e ter o primeiro nome russo. Para eles parece algo quase impossível, contudo, todavia, entretanto, no Brasil é bastante comum.
Já ouvi de algumas pessoas que não sabem diferenciar japoneses, chineses e coreanos. E realmente acho que devem fazer uma salada com os asiáticos.
E os brasileiros (cariocas) que estavam passeando lá nem perceberam que também era do Brasil... Esta é a vantagem...
Enquanto isso, a viagem latina me deu outros pontos de vista. Teve quem pensasse que eu fosse japonesa mesmo (faz sentido) ou americana (até faz sentido, mas me parece que não há tantos descendentes lá!). E aí, vieram na sequência as mesmas respostas de que meus bisavós imigraram para o Brasil, que aqui existe a maior comunidade nipo-brasileira fora do Japão e teve o projeto de imigração japonesa e italiana para cá.
Não sei se eu ou as outras pessoas que ficavam mais surpresos. Chegava a ser engraçado pensar nisso.
Fiquei meio camuflada por trás dos meus olhos amendoados para evitar brasileiros e, consequentemente, falar Português. Estava viajando para praticar Espanhol!
Algo que me incomodava era o fato de falarem em outra língua que não o Espanhol. Na Europa e no Chile, começavam a falar em Inglês. Na Argentina, saía um Espanguês... E sempre estava eu a hablar! Que coisa, deixem que eu pratique!
Sou brasileira, mas sou internacional! ;)
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sexta-feira, 2 de novembro de 2012
É com A, não com E! - Parte 2
Eis que o tema volta à tona. Desta vez, venho contar algumas experiências por quais passei por conta do meu nome.
Desde a época de escola, já ouvia piadas com o meu nome, rimas como "Tatiana cara de banana!" (ainda que lembravam que é com A!). Uns anos atrás, era quase regra as pessoas que acabava de conhecer me chamarem de "Tati Quebra-Barraco" por causa da própria. Chegou uma certa hora que já previa a piada pronta - e sem graça.
Procurei o significado do meu nome. Um tempo atrás, só se via livros de significados de nomes, que incluíam os mais recorrentes. O meu mesmo ou ficava fora da lista ou apresentava uma breve descrição que equivalia a quase nada. Até onde sei, "Tatiana" tem origem russa, sendo variação de "Tânia", e significa "cigana".
As experiências mais engraçadas por quais passei foram com americanos. Quando estive nos Estados Unidos, e fiz uma compra, o atendente perguntou meu nome e ficou surpreso. Ele disse que entendeu uma determinada palavra, mas que - com certeza - não era meu nome. Aí, ele perguntou, então: "Nachos?". EU é que não acreditei! Ele ouviu um nome de comida mexicana! Depois, repeti meu nome e tive de soletrar, além de explicar a origem do nome. Passei um bom tempo ouvindo "nachos" dos meus amigos se referindo a mim!
Conheci uma americana durante uma viagem e ela, definitivamente, não sabia meu nome. E, quando ela tentou chutar (e imagino que ela tivesse bebido um pouco, já que voltava de uma balada), saiu uma palavra estranha, que não significava nada e nem se parecia com um nome. Deixei pra lá, porque no dia seguinte ela não se lembraria...
Tanto americanos quanto peruanos - que conheci nos Estados Unidos - não conseguem pronunciar o "t" com som de "tch". Por isso, me chamavam de "TaTíána" ou "TaTí", apelido com toque espanhol que também foi muito usado por amigos meus.
Por um lado, por causa de fatores culturais, não posso exigir que estrangeiros pronunciem certo meu nome, porém, - de qualquer forma - talvez em alguns momentos falte um pouco de esforço e memória. Eu falo por mim e digo que acho bastante interessante aprender nomes diferentes e dizê-los da forma certa, mesmo com barreiras de linguagem.
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domingo, 21 de outubro de 2012
Conscientizar para reciclar
Há um bom tempo não falo sobre assuntos relacionados ao Meio Ambiente. Volto a tratar do tema por conta de alguns fatos que observei nos últimos dias.
Além da polêmica das sacolas plásticas, que passaram a ser cobradas nos supermercados para (tentar) incentivar alternativas mais sustentáveis e, depois, voltaram a ser distribuídas gratuitamente, existem muitas questões a serem debatidas.
Sim, somos totalmente dependentes do plástico. A cada compra que fazemos, as sacolas estão lá, disponíveis para você. Assim, as acumulamos e jogamos fora, no lixo comum. Pensando assim, esquecemos as embalagens e outros sacos plásticos que utilizamos no dia a dia que geram cada vez mais descarte.
Na época em que a lei municipal de São Paulo foi aprovada, cheguei à conclusão de que o importante não é abolir completamente o uso de sacolas de plástico, mas reduzir o volume de lixo gerado - inclusive papel (que ainda usamos muito, apesar de muitas coisas podermos fazer digitalmente) e derivados (caixas), vidro, isopor e embalgens em geral.
Não digo que devemos voltar a comprar leite em garrafas de vidro, mesmo que já existam iniciativas de abrir lojas que vendem produtos a granel. E cada um leva seus próprios potes.
Outro projeto que corre o risco de não funcionar é a instalação de contêiners de material reciclável, os PEVs (Pontos de Entrega Voluntária). Confesso que não tenho acompanhado as notícias relacionadas, mas - certo dia - "surgiram" desses perto de estações de metrô por onde passo. Fiz uma busca na Internet e a última matéria sobre o assunto foi publicada em junho. A reportagem informa que a implantação seria gradual, porém, a imprensa em geral não acompanha. O texto traz uma crítica em relação à educação ambiental inexistente, o que pode ser o motivo de a ideia não vingar.
Neste aspecto, concordo que as lideranças políticas não devem apenas incluir o tema na pauta das eleições, mas - de fato - começar a pensar na conscientização como ponto de partida.
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sábado, 18 de agosto de 2012
É com A, não com E!
Publico aqui meu manifesto para expressar a indignação em ler e ouvir os outros escreverem/falarem meu nome de forma errada.
Meu nome é Tatiana e, naturalmente, me apelidaram - no geral - de "Tati". Na época em que convivia no dia a dia com pessoas mais velhas e mais ligadas à cultura japonesa, surgiu a variação "Tatiana-san" (Na verdade, "san" usa-se ao final do sobrenome como forma de demonstrar respeito por aquele com quem se fala). Soava um pouco estranho só, mas sem crises...
TatianE?
Não sei por que, mas digamos que 99% das pessoas referem-se a mim como "TatianE", com o tal do E no final. Meu nome termina com A! Talvez seja uma associação automática, uma espécie de vício. (Até no Wikipedia há a observação: "Tatiana, sempre confundida com Tatiane"!)
Em alguns casos, posso dizer com certeza que é falta de cuidado ou memória, já que me comunico com muitos por escrito e - portanto - não haveria erro. Ou talvez se trate de uma visão distorcida que indica a letra E no lugar do A, apesar de eu, particularmente, considerá-las bastante distintas.
Ou, então, pode ser que minha dicção não esteja boa - porém, neste caso, só para quem ouvê, não para quem lê. Farei um teste com a esperança de parte do "problema" ser mais simples de ser resolvido.
Uma letra muda tudo
Sei que não posso ignorar o fato de que tem gente que confunde e mistura nomes. Ou que pode ter qualquer outra dificuldade em relação a isso. Mas cheguei ao nível de intolerância depois de perceber a importância de saber o nome correto dos outros.
É óbvio e ululante que uma letra muda tudo! Diversos nomes femininos possuem terminações com A e E, mas, porém, contudo, entretanto, todavia, nem por isso ninguém nunca disse que existia uma regra que nos levaria a deduzir o nome certo.
Um exemplo: a palavra "vivo", se escrita com A no final, tem o gênero alterado ou se transforma em verbo no imperativo. Isto é, o sentido pode mudar radicalmente.
Apenas como curiosidade, fiz uma rápida busca na Internet e comprovei o que imaginava! "Tatiana" é 13,5 vezes mais citado que "Tatiane"! Muito provavelmente também seja mais comum...
E tudo isso serviu para quê? Quero mostrar aqui que para alguns pode ser somente um detalhe ou um aparente erro bobo, mas - na realidade - uma letra faz toda a diferença. Sim, confesso que estou impondo certo rigor, porém, se meu nome é assim, não pode ser assado. Uma alternativa exclui a outra. Me identifico com uma e não com a outra.
As palavras foram criadas para identificar, nomear, diferenciar. Portanto, a incorreção no nome indica uma comunicação falha, além de provocar na "vítima" uma ira interior reprimida.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Tanabata Matsuri, o Festival das Estrelas
Minhas raízes têm falado mais alto e tenho estado mais em contato com a cultura japonesa. Uma das tradicionais festas que traz uma história bonita, mas um pouco trsite, é o Festival das Estrelas, o Tanabata Matsuri.
Origem
O Festival das Estrelas tem origem em uma antiga lenda japonesa, criada há quatro mil anos e inspirada nas estrelas Vega e Altair. A Princesa Orihime era filha de um poderoso deus do reino celestial e excelente tecelã - confeccionava a mais perfeita seda de que se tinha notícia.
Preocupado com sua excessiva dedicação, o rei ordenou que ela se distraísse com passeios diários pelo reino. Em uma dessas ocasiões, Orihime conheceu o pastor Kengyu e os dois se apaixonaram.
O pai da jovem consentiu o casamento entre eles. Porém, esquecendo-se completamente de suas obrigações, a princesa tecelã e o pastor dedicaram todo o tempo a esta paixão e, por este motivo, foram castigados, sendo transformados em estrelas e separados pela Via Láctea.
Comovido com a tristeza do casal, o Senhor Celestial permite um único encontro entre os dois, no sétimo dia do sétimo mês do ano. Orihime e Kengyu atendem aos pedidos feitos em papéis coloridos (irogami) e pendurados em bambus (sassadake) em agradecimento à dádiva recebida.
Segundo a mitologia japonesa, a princesa é representada pela estrela Vega, e o pastor, pela estrela Altair, do lado oposto da galáxia, fazendo com que realmente se encontrem uma vez por ano.
A festa passou a ser celebrada há mais de 1.150 anos, na Corte Imperial, e a data tornou-se feriado nacional em 1603.
O festival no Japão e no Brasil
No Japão, o Tanabata Matsuri é realizado em diversas cidades no mês de agosto, para aproveitar as férias de verão das escolas. O festival da província de Miyagui é o mais tradicional.
Já no Brasil, o Festival das Estrelas é realizado desde 1979 pela ACAL – Associação Cultural e Assistencial da Liberdade e pela Associação da Província de Miyagui, na Praça da Liberdade, em São Paulo, sempre em julho.
As ruas Galvão Bueno e dos Estudantes, e a praça são decoradas com grandes ramos de bambu que recebem a ornamentação de enfeites coloridos de papel para representar as estrelas. Nesses bambus, são pendurados os tanzaku, pequenos pedaços também coloridos de papel, em que as pessoas escrevem seus pedidos. As cores do tanzaku são vermelho (força e coragem), verde (esperança), amarelo (prosperidade), branco (paz) e preto (esforço e concentração).
Shows de cantores, taikô, música, dança folclórica, entre outros, fazem parte das atrações da festa, que é a principal atividade anual do bairro.
Canção tradicional
Uma música tradicional do Tanabata Matsuri trata do costume de escrever os desejos no tanzaku.
Sasa no ha sara-sara
Nokiba ni yureru
Ohoshi-sama kira-kira
Kingin sunago
Goshiki no tanzaku
Watashi ga kaita
Ohoshi-sama kira-kira
Sora kara miteiru
Tradução
A folha do bambu rumureja
Agita-se na beirada
As estrelas cintilam
No ouro e prata dos grãos de areia
Os cartões em cinco cores
Já os escrevi
As estrelas cintilam
E nos observam lá do céu
Fonte:
Site da Associação Miyagui Kenjinkai do Brasil
www.culturajaponesa.com.br
www.nipocultura.com.br
www.nikkeypedia.org.br
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Quando era atleta... - Parte 3
Mais uma vez, volto ao assunto! Desta vez, falo do que "aprendi" e tenho ouvido por aí...
Nos últimos dias, me disseram algo como: "E você precisa de academia?". Estou firme e forte com o compromisso de fazer esteira ou bicicleta duas ou três vezes por semana. E este é só o começo, porque pretendo começar musculação no futuro também.
A questão é que todos precisam praticar algum exercício físico.
Vou (tentar) contar todo o histórico brevemente.
Na época da escola, os estudantes são meio que obrigados a frequentar as aulas de Educação Física. Mas, por outro lado, se gostam de uma modalidade esportiva em especial, podem fazer treinos extracurriculares. Os jovens, então, são incentivados a praticar esportes e, portanto, são relativamente saudáveis.
Porém, depois, quando se começa a faculdade, a vida se desorganiza um tanto. Alguns tornam o bar a segunda casa, outros querem sair e, no fim, são poucos que se preocupam em incluir uma atividade física na rotina. O dia a dia é ainda mais corrido quando se tem de sair às pressas da aula para o estágio e fazer o famigerado TCC.
Já formada, a pessoa pode - teoricamente - encaixar um curso de idioma ou pós-graduação, academia, voluntariado e o que mais quiser no tempo livre. Aí, a vida pode se tornar um quebra-cabeça solucionado ou ser dedicada apenas ao trabalho, ócio e lazer, entre outras opções.
Assim surge o sedentarismo - e umas gordurinhas indesejadas. Além do peso na consciência que aparece quando nos deleitamos com frituras e doces.
Foi por esse motivo que eu, enfim, decidi - ao menos - andar na esteira. Na realidade, era o que imaginei como solução para o estresse também. Sei que a quantidade de exercício que faço hoje não é suficiente para me considerar "saudável", porque falta a parte do fortalecimento dos músculos. Mas já é um grande passo e, mesmo sendo pouco, já é o bastante para me sentir bem e perceber que teve um certo resultado.
Estou dentro da faixa de peso adequado para minha estatura. Porém, fazer academia não significa querer emagrecer, que parece ser a primeira analogia que as pessoas fazem. Muitos fazem por vaidade, milhares de outros fazem pela saúde e bem-estar, como eu. E, claro, várias fazem para ficar em forma. É importante frisar que ainda existem aqueles que praticam exercícios para manter a forma e poder comer sem tanta culpa - e energia em excesso acumulada no corpo.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Laços de família - Parte 2
Como já havia comentado em um post anterior, minha família - tanto por parte de pai quanto de mãe - não tem promovido reuniões com parentes há muito tempo, desde que eu era criança. Imaginava que, como no meu caso, era quase regra entre os outros, porém, parecem existir muitas famílias que se encontram e ainda mantêm contato.
No último domingo, tive a certeza de que as reuniões entre parentes é mais comum do que pensava. Cerca de 50 pessoas comemoravam o aniversário da bachan ("avó", em japonês) - muito fofa, aliás - que completava nada menos que 90 anos. As doze ou treze mesas que ocupavam iam de uma ponta do restaurante à outra.
Para mim, foi impossível não observar.
No último domingo, tive a certeza de que as reuniões entre parentes é mais comum do que pensava. Cerca de 50 pessoas comemoravam o aniversário da bachan ("avó", em japonês) - muito fofa, aliás - que completava nada menos que 90 anos. As doze ou treze mesas que ocupavam iam de uma ponta do restaurante à outra.
Para mim, foi impossível não observar.
Não só o número de presentes surpreendia: a mestiçagem também impressionava. Poderia-se dizer que metade da família era descendente de japoneses, sem "mistura", enquanto a outra parte era claramente mestiça, com cabelos levemente acastanhados e olhos discretamente amendoados.
Confesso que me emocionei com o evento todo. A quantidade de participantes, a alegria e a autenticidade do amor e carinho com a família, o bolo (lindo!) com uma vela que tinha uma espécie de labareda e a reunião em si. De fato, a celebração merecia juntar todos!
Tudo isto era real, presenciei aquilo. A semelhança com minha história de vida é que essas cenas estão apenas na lembrança, um tanto distante da realidade atual. Percebi que sinto falta deste contato com as pessoas que têm algo em comum comigo, as origens.
Apesar da saudade e do distanciamento, sei que - uma vez cortados os laços - estes não serão refeitos. E, mesmo com uma certa tristeza, por outro lado, fico contente em saber que nem a distância física, os compromissos, as responsabilidades e nem as próprias vidas foram suficientemente fortes para se esquecer deste sentimento e separar algumas famílias.
Confesso que me emocionei com o evento todo. A quantidade de participantes, a alegria e a autenticidade do amor e carinho com a família, o bolo (lindo!) com uma vela que tinha uma espécie de labareda e a reunião em si. De fato, a celebração merecia juntar todos!
Tudo isto era real, presenciei aquilo. A semelhança com minha história de vida é que essas cenas estão apenas na lembrança, um tanto distante da realidade atual. Percebi que sinto falta deste contato com as pessoas que têm algo em comum comigo, as origens.
Apesar da saudade e do distanciamento, sei que - uma vez cortados os laços - estes não serão refeitos. E, mesmo com uma certa tristeza, por outro lado, fico contente em saber que nem a distância física, os compromissos, as responsabilidades e nem as próprias vidas foram suficientemente fortes para se esquecer deste sentimento e separar algumas famílias.
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domingo, 22 de abril de 2012
Brasileira! - Parte 2
Passei por uma experiência, digamos, diferente na primeira viagem que fiz para Europa, no início do mês. Meus traços orientais me "camuflaram" por lá, pois muitos não desconfiavam que fosse brasileira - e de olhos puxados!
Como não quis ir completamente sozinha, decidi fazer um tour em grupo e conheci pessoas de diversos países, inclusive malaias (meninas da Malásia, isto é, asiáticas).
Conversando com o único sul coreano do grupo e um australiano, descobri que eles achavam que eu era chinesa. Quando disse que sou brasileira, eles ficaram surpresos e curiosos para saber como era o Rio de Janeiro (que não conheço) e São Paulo.
Até uma das malaias confessou que achava que eu era chinesa. Depois, falou que - pensando melhor - eu parecia mais japonesa... (risos) Aí, outra observou que elas estão acostumadas a ver chineses e, por isso, conseguem diferenciar.
O que me surpreendeu foi encontrar duas chinesas numa cidade minúscula da República Tcheca, Kutná Hora, e ter mais uma história para contar. Elas mexiam numa câmera semi-profissional e me viram passando com a minha câmera pendurada no pescoço. Sinceramente, acho que elas devem ter pensado que minha cara de oriental dizia que eu sabia usar este tipo de câmera e provavelmente tirar fotos boas. Uma delas perguntou, em Inglês, se eu poderia fotografá-las e respondi que tudo bem. A outra falou umas frases ininteligíveis com a primeira que me perguntou se eu falava chinês (!). Pensei: "não acredito, até as chinesas me identificaram como uma compatriota!" Falei que não... Nos comunicamos em Inglês mesmo e consegui fotografar a cena que elas imaginaram.
Percebi que Praga, capital da República Tcheca, é um destino comum entre chineses. Vi diversos grupos andando pela cidade. E fui confundida como sendo chinesa mais uma vez. Uma noite, decidi experimentar um chocolate quente famoso e caminhei de volta ao hotel. No caminho, entrei em uma das poucas lojas de souvenir que estavam abertas naquele horário. Loja grande. Logo que cheguei, um senhor careca, porém aparentemente simpático, fez uma reverência e falou "oi, tudo bem?" em nada menos que em japonês, chinês e coreano. Na sequência, disse algo em alemão e retruquei - na mesma língua - que falo um pouco só. E, enfim, soltou uma frase em espanhol e respondi que não sou da Espanha, também na mesma língua. Ele desistiu de conversar comigo.
Surgiu outro homem que já perguntou de onde eu era, em inglês. Ao responder "Brasil", ele ficou surpreso e até falou uma palavra ou outra em português. E, seguindo a "regra", também pensou que eu fosse chinesa. Como já estava cada vez mais inconformada, tive de matar minha curiosidade e descobrir por que sempre me associam com a China. O diálogo foi algo assim:
Eu - Você é vendedor aqui, não é?
Vendedor - Sim.
Eu - Vocês devem estar acostumados a receber muitos turistas, inclusive chineses. A cidade sempre recebe muitos turistas.
Vendedor - É.
Eu - Então acho que vocês, por receberem sempre muitos turistas, poderiam diferenciar os chineses das pessoas de outros lugares pela roupa e o comportamento.
Vendedor - (acho que ele disse que não sabe diferenciar e reafirmou que ele imaginou que eu fosse chinesa)
Pois é, falta prestar um pouco de atenção. Só.
Durante a viagem, teve ainda um episódio "decepcionante". Aconteceu no elevador da torre do Relógio Astronômico, em Praga também. Desci, mas queria subir de novo. Estavam comigo um casal hispânico, uma pessoa na qual não reparei e um casal de brasileiros. A pessoa saiu e tanto eu quanto o homem hispânico demos passagem. Minha ideia era deixar todos saírem e continuar no elevador para subir novamente. Aí, a brasileira disse: "Go ahead! Go ahead!", mas não saí. Não sei se ela pensou que não tinha entendido, talvez por ter achado que eu era chinesa, e segurou meu braço, me puxando para fora! Fiquei revoltada, porém, não tive reação, não falei nada, só pensei em não gastar energia com uma discussão boba. Muita falta de respeito! Quando me lembro disso, fico com muita raiva!
Cheguei à conclusão de que essa viagem foi uma aventura. Fiquei surpresa em descobrir que a maioria das pessoas - de variadas nacionalidades - imaginavam que eu fosse chinesa. Ainda não sei se é por ter traços asiáticos, pelo comportamento, pela timidez, porque os chineses estão em todos os lugares... Assim, fica a dúvida: por que acham que sou chinesa?
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Brasileira!
Como não quis ir completamente sozinha, decidi fazer um tour em grupo e conheci pessoas de diversos países, inclusive malaias (meninas da Malásia, isto é, asiáticas).
Conversando com o único sul coreano do grupo e um australiano, descobri que eles achavam que eu era chinesa. Quando disse que sou brasileira, eles ficaram surpresos e curiosos para saber como era o Rio de Janeiro (que não conheço) e São Paulo.
Até uma das malaias confessou que achava que eu era chinesa. Depois, falou que - pensando melhor - eu parecia mais japonesa... (risos) Aí, outra observou que elas estão acostumadas a ver chineses e, por isso, conseguem diferenciar.
O que me surpreendeu foi encontrar duas chinesas numa cidade minúscula da República Tcheca, Kutná Hora, e ter mais uma história para contar. Elas mexiam numa câmera semi-profissional e me viram passando com a minha câmera pendurada no pescoço. Sinceramente, acho que elas devem ter pensado que minha cara de oriental dizia que eu sabia usar este tipo de câmera e provavelmente tirar fotos boas. Uma delas perguntou, em Inglês, se eu poderia fotografá-las e respondi que tudo bem. A outra falou umas frases ininteligíveis com a primeira que me perguntou se eu falava chinês (!). Pensei: "não acredito, até as chinesas me identificaram como uma compatriota!" Falei que não... Nos comunicamos em Inglês mesmo e consegui fotografar a cena que elas imaginaram.
Percebi que Praga, capital da República Tcheca, é um destino comum entre chineses. Vi diversos grupos andando pela cidade. E fui confundida como sendo chinesa mais uma vez. Uma noite, decidi experimentar um chocolate quente famoso e caminhei de volta ao hotel. No caminho, entrei em uma das poucas lojas de souvenir que estavam abertas naquele horário. Loja grande. Logo que cheguei, um senhor careca, porém aparentemente simpático, fez uma reverência e falou "oi, tudo bem?" em nada menos que em japonês, chinês e coreano. Na sequência, disse algo em alemão e retruquei - na mesma língua - que falo um pouco só. E, enfim, soltou uma frase em espanhol e respondi que não sou da Espanha, também na mesma língua. Ele desistiu de conversar comigo.
Surgiu outro homem que já perguntou de onde eu era, em inglês. Ao responder "Brasil", ele ficou surpreso e até falou uma palavra ou outra em português. E, seguindo a "regra", também pensou que eu fosse chinesa. Como já estava cada vez mais inconformada, tive de matar minha curiosidade e descobrir por que sempre me associam com a China. O diálogo foi algo assim:
Eu - Você é vendedor aqui, não é?
Vendedor - Sim.
Eu - Vocês devem estar acostumados a receber muitos turistas, inclusive chineses. A cidade sempre recebe muitos turistas.
Vendedor - É.
Eu - Então acho que vocês, por receberem sempre muitos turistas, poderiam diferenciar os chineses das pessoas de outros lugares pela roupa e o comportamento.
Vendedor - (acho que ele disse que não sabe diferenciar e reafirmou que ele imaginou que eu fosse chinesa)
Pois é, falta prestar um pouco de atenção. Só.
Durante a viagem, teve ainda um episódio "decepcionante". Aconteceu no elevador da torre do Relógio Astronômico, em Praga também. Desci, mas queria subir de novo. Estavam comigo um casal hispânico, uma pessoa na qual não reparei e um casal de brasileiros. A pessoa saiu e tanto eu quanto o homem hispânico demos passagem. Minha ideia era deixar todos saírem e continuar no elevador para subir novamente. Aí, a brasileira disse: "Go ahead! Go ahead!", mas não saí. Não sei se ela pensou que não tinha entendido, talvez por ter achado que eu era chinesa, e segurou meu braço, me puxando para fora! Fiquei revoltada, porém, não tive reação, não falei nada, só pensei em não gastar energia com uma discussão boba. Muita falta de respeito! Quando me lembro disso, fico com muita raiva!
Cheguei à conclusão de que essa viagem foi uma aventura. Fiquei surpresa em descobrir que a maioria das pessoas - de variadas nacionalidades - imaginavam que eu fosse chinesa. Ainda não sei se é por ter traços asiáticos, pelo comportamento, pela timidez, porque os chineses estão em todos os lugares... Assim, fica a dúvida: por que acham que sou chinesa?
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domingo, 8 de janeiro de 2012
Desapego - Parte 2
Depois do primeiro passo dado, o resto parece mais fácil. Talvez.
Voltei a avaliar o que poderia encaminhar para a doação. Cada vez mais, percebo que - possivelmente por conta das minhas raízes que têm a tradição de guardar tudo - construí um "armazém infinito" de coisas. Minha impressão é que quanto mais vasculho, mais coisas existem, aparecem. E não termino nunca.
Já na segunda parte da organização, talvez tenha tido a consciência de que teria de me desfazer de muitas "lembranças" sem dó. Ou, quem sabe, esteja me livrando deste profundo desapego pouco a pouco.
A conclusão é que preciso dar espaço para novas energias e, portanto, novas roupas, livros e outros objetos que remetam a recordações.
Até mesmo parte de minha coleção de livros - que inclui presentes, literatura obrigatória, obras cobradas em provas de vestibular e aqueles que comprei - terá de ser desfeita.
O engraçado é que o pior (e mais triste) é ter de descartar minha coleção de revistas da adolescência quase por inteiro. Adorava as matérias, os testes, as dicas...! Aprendi muito! Nessa época, fui assinante por dois anos e era uma leitora assídua e ativa, porque sempre enviava e-mails para criticar, elogiar e participar. Se não me engano, ainda quando as pessoas se comunicavam via correio, cheguei até a enviar uma carta para a redação!
Por enquanto, a alternativa que encontrei foi reviver todos os momentos ao reler/rever o que ficou guardado, abrir um sorriso ao me emocionar, dar o "último adeus" e manter cada pedacinho de vida em algum canto da memória.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
E 2011 acabou...
Mais um ano acaba e as pessoas - que já aproveitaram o Natal para comer, festejar, reunir a família, confraternizar e trocar presentes - se enchem de pensamentos e, claro, resoluções de Ano Novo.
Esta é a hora em que todos param um tempo e refletem sobre o que foi bom, o que foi ruim e o que é preciso melhorar. É natural. É nesta época também que a esperança aumenta, as pessoas esquecem parte do cansaço e passam a ter novas expectativas, sonhos e desejos.
Posso dizer ainda que é neste período que todos querem estar em paz consigo mesmo e com os outros à sua volta.
O final do ano é desculpa e razão para reencontrar amigos que - ao longo dos quase 365 dias - estão ocupados com o trabalho, estudos e outros compromissos.
O que nos vem à cabeça é renovação. Não só dos bens físicos, mas consequente e principalmente das energias. Renovar esperança, determinação, desejos e metas.
Na realidade, esta pausa para um balanço deveria acontecer mais de uma vez ao ano, pois muitas coisas percebemos somente depois de semanas ou até meses e vamos meio que adiando para mais tarde sem tomar uma decisão final.
Mas vamos a um resumo de 2011.
Este foi um ano de muitos novos desafios. Começando pelo trabalho, adquiri conhecimentos e responsabilidades. Além disso, conquistei confiança, certa autonomia e reconhecimento. É gratificante. Se for fazer uma retrospectiva, percebo que o trabalho foi intenso.
Outra novidade apareceu nas relações sociais. Entrei em um novo ambiente de trabalho, conheci pessoas diferentes e convivi com outras. Viver em sociedade significa saber lidar com as vontades coletivas e as individuais. E saber quando priorizar os outros e quando dar prioridade para si mesmo.
Uma mudança extrema aconteceu quando passei a morar no apartamento novo. É a primeira vez que passo por isso, sempre tinha vivido no mesmo lugar. Tive de me adaptar ao novo bairro e ao novo espaço.
Dei uma atenção especial para a família, e reforço que dar e receber apoio dela é essencial.
Senti falta dos meus amigos, tive de driblar a saudade e a distância. Porém ainda tenho grande consideração por todos eles.
Termino o texto e o 2011 sabendo que as experiências por quais passei me trouxeram um valioso aprendizado que - espero - lembre não só no próximo ano, mas durante toda a vida.
E que venha 2012!
Feliz Ano Novo!
Dei uma atenção especial para a família, e reforço que dar e receber apoio dela é essencial.
Senti falta dos meus amigos, tive de driblar a saudade e a distância. Porém ainda tenho grande consideração por todos eles.
Termino o texto e o 2011 sabendo que as experiências por quais passei me trouxeram um valioso aprendizado que - espero - lembre não só no próximo ano, mas durante toda a vida.
E que venha 2012!
Feliz Ano Novo!
terça-feira, 26 de julho de 2011
Desapego
Ao longo dos anos, ganhamos presentes, compramos coisas novas, guardamos lembranças e papéis. Se não nos desfazemos de alguns itens, acumulamos mais e mais. Até que chega a hora de mudar de casa.
A primeira ideia que vem à cabeça é "quero levar tudo". Mas não é bem assim, a distribuição dos espaços é diferente e, com certeza, uma boa parte dessas coisas você não usa há tempos e não fará falta depois. É psicológico: você guarda e fica feliz em ter guardado, porém, depois de um tempo, você até esquece que guardou aquilo e você nem percebe a ausência do objeto.
Aí, após começar a separar seus pertences, percebe que não será possível guardar tudo que se quer. Aliás, é impossível querer guardar tudo.
No início sempre é mais difícil. Você começa descartando aquilo que considera mais "absurdo" manter, como papéis que já deveriam ter sido enviados para a reciclagem. Aos poucos, já se condiciona a pensar que este e aquele não terão grande utilidade no futuro e devem ser reencaminhados. Muitas coisas podem ser doadas, como livros, roupas, bolsas, brinquedos.
Temos de praticar o desapego. Assim, devemos enfrentar o desafio de encontrar alternativas para armazenar todas as lembranças que são revividas - sempre com o mesmo sentimento de surpresa e alegria - ao nos depararmos com tudo que guardamos com carinho.
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