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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A equação da vida

Vi O Pequeno Príncipe e amei! A história do livro homônimo, do escritor Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), é linda. E o filme, dirigido por Mark Osborne, conseguiu encaixar bem a mensagem da obra e incluir itens da atualidade, como a vida dos empregados que precisam ser essenciais para as companhias onde trabalham.


A amizade entre a menina e o aviador é pura, natural, divertida. É assim que a garota aprende coisas sobre a vida, o que não aprenderia estudando (muita Matemática) em casa sozinha. O foco nos livros e na futura formação em uma boa faculdade era o que a mãe tinha planejado para a filha se tornar uma ótima adulta.

Claro que minha música favorita do filme, uma parceria do compositor Hans Zimmer e a cantora Camille, é exatamente uma que mostra o quanto o aviador é importante para a menina.

Veja a letra (em Francês) e o vídeo abaixo! :)

Equation

1 + 1 font 2
2 + 1 fait 3
Tu me tire ainsi, les larmes ou la pluie,
Fait chavirer les nuages!
Et si le soleil
Descendra du ciel
Lundi
Dans une heure,
Une vie,
Une semaine,
Une semaine et demi,
Une année,
Un million d'années.
Un peu loin des yeux,
Plutôt près de toi,
Je ne compte que sur mes doigts.
Si par coeur brisé,
Je n'ai que des A,
Est-ce que tu reviens pas,
Pas.


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Vento, chuva, tempestade


Vento, chuva, tempestade

O vento bate à minha porta. 
Traz o frio, as nuvens, a chuva.

A chuva bate em minha janela.
Traz a água, a tempestade.

A tempestade chega até mim.
Invade meus pensamentos, meu coração.
Traz a calmaria...

domingo, 25 de agosto de 2013

Um suspiro poético

Nestes últimos dias, em que muitos pensamentos passaram por minha cabeça, resgato um poema que escrevi em 2008.

Posso dizer que é uma homenagem ao ilustríssimo Manuel Bandeira, uma poesia inspirada nos versos de "O Último Poema" (inspire-se aqui).

Boa leitura!

Último suspiro

meu último suspiro
é um suspiro 
por um verso
de amor
de emoção
de alegria

meu último suspiro
é um suspiro
por uma vida
de amizades
de paixões
de lembranças

meu último suspiro
é um suspiro
apenas um suspiro
por ar que me dá vida
para a viagem ao além

meu último suspiro
é um suspiro
de alívio
simples suspiro
suspiro poético
um suspiro
o suspiro
suspiro

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Homenagem a uma xará


Com um pouco de atraso, deixo uma homenagem muito especial e que me remete a minhas lembranças de infância à escritora Tatiana Belinky, que faleceu no dia 15 de junho.

A foto acima ilustra o livro que tenho. É diferente, porque ganhei uma homenagem.

Na época de escola, todos os anos, havia a Feira dos Livros, em que editoras vendiam seus próprios livros aos alunos. Certa vez, fui com minha mãe que me comprou o livro "Quem parte e reparte..." e encontramos ninguém menos que Tatiana Belinky. Minha mãe me incentivou a pedir um autógrafo à autora, porém, eu estava encabulada demais para isso.

Não lembro bem como aconteceu, mas agora tenho registradas palavras valiosas, da minha xará, e que guardei com carinho.

Quero agradecer pela doce lembrança e dizer, então, que descanse em paz. Direto do mundo da literatura para o mundo desconhecido dos sonhos eternos.


sábado, 26 de janeiro de 2013

Eu e a cultura pop japonesa

No fim do ano passado, me propus a fazer uma imersão na cultura japonesa, inclusive pesquisar sobre minhas origens. A jornada tem sido fantástica e - a cada nova descoberta - me surpreendo cada vez mais. As novidades se encaixam com os conhecimentos que já tinha e tudo faz mais sentido.

Antes disso, cheguei a ler mangás (quadrinhos japoneses), assistir a alguns doramas ("dramas", isto é, novelas japonesas) - que me mostraram um pouco do comportamento japonês -, animações lançadas no cinema (Toonari no Totoro, super fofo; e Ponyo, que estimula a imaginação de adultos também) e animes (leia-se "animês"), como "Full Metal Panic! Fumoffu" (muuuuiiito engraçado) e "City Hunter", meu atual vício.

A ideia toda de "City Hunter" é muito interessante. Apesar da característica marcante do protagonista, Ryo Saeba, um detetive particular de Tokyo que sempre busca ser contratado por mulheres, as trapalhadas rendem séries de risadas. Mas este anime não é feito só de comédia, tem momentos de drama (em que Ryo mostra que tem um bom coração) e ação, quando as habilidades do sweeper sempre se mostram superiores às dos inimigos.

A melhor parte, para mim, é que a cultura tradicional (alimentação e literatura, por exemplo) é inserida no contexto de forma natural, o que me parece incrível e me fascina.

Em um dos episódios, com que me emocionei pela linda história de um casal que teve se separar, foi citado um poema escrito pelo ex-imperador Sutoku (1119-1164), que faz parte da antologia poética Hyakunin Isshu e da coletânea de poesia tradicional Shika Wakashu (229).

瀬をはやみ岩にせかるる滝川の
われても末に 逢わむとぞ思ふ

"Se o hayami
Iwa ni sekaruru
Takigawa no
Waretemo sue ni
Awan to zo omou"

"The rushing rapids are divided by a rock
But further down the waterfall
I know the river will unite again"

Confesso que quando era adolescente, não tinha muito interesse na cultura japonesa. Na faculdade, como trabalhei diretamente com o assunto - aos poucos - passei a ter mais contato e aprender mais. Tenho quebrado barreiras e minha opinião é bastante diferente hoje. Até renderia um livro com o título: "Eu e a cultura pop japonesa - um grande aprendizado".


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Tanabata Matsuri, o Festival das Estrelas

Minhas raízes têm falado mais alto e tenho estado mais em contato com a cultura japonesa. Uma das tradicionais festas que traz uma história bonita, mas um pouco trsite, é o Festival das Estrelas, o Tanabata Matsuri.

Origem

O Festival das Estrelas tem origem em uma antiga lenda japonesa, criada há quatro mil anos e inspirada nas estrelas Vega e Altair. A Princesa Orihime era filha de um poderoso deus do reino celestial e excelente tecelã - confeccionava a mais perfeita seda de que se tinha notícia.

Preocupado com sua excessiva dedicação, o rei ordenou que ela se distraísse com passeios diários pelo reino. Em uma dessas ocasiões, Orihime conheceu o pastor Kengyu e os dois se apaixonaram.

O pai da jovem consentiu o casamento entre eles. Porém, esquecendo-se completamente de suas obrigações, a princesa tecelã e o pastor dedicaram todo o tempo a esta paixão e, por este motivo, foram castigados, sendo transformados em estrelas e separados pela Via Láctea.

Comovido com a tristeza do casal, o Senhor Celestial permite um único encontro entre os dois, no sétimo dia do sétimo mês do ano. Orihime e Kengyu atendem aos pedidos feitos em papéis coloridos (irogami) e pendurados em bambus (sassadake) em agradecimento à dádiva recebida.

Segundo a mitologia japonesa, a princesa é representada pela estrela Vega, e o pastor, pela estrela Altair, do lado oposto da galáxia, fazendo com que realmente se encontrem uma vez por ano.

A festa passou a ser celebrada há mais de 1.150 anos, na Corte Imperial, e a data tornou-se feriado nacional em 1603.

O festival no Japão e no Brasil

No Japão, o Tanabata Matsuri é realizado em diversas cidades no mês de agosto,  para aproveitar as férias de verão das escolas. O festival da província de Miyagui é o mais tradicional.

Já no Brasil, o Festival das Estrelas é realizado desde 1979 pela ACAL – Associação Cultural e Assistencial da Liberdade e pela Associação da Província de Miyagui, na Praça da Liberdade, em São Paulo, sempre em julho.

As ruas Galvão Bueno e dos Estudantes, e a praça são decoradas com grandes ramos de bambu que recebem a ornamentação de enfeites coloridos de papel para representar as estrelas. Nesses bambus, são pendurados os tanzaku, pequenos pedaços também coloridos de papel, em que as pessoas escrevem seus pedidos. As cores do tanzaku são vermelho (força e coragem), verde (esperança), amarelo (prosperidade), branco (paz) e preto (esforço e concentração).

Shows de cantores, taikô, música, dança folclórica, entre outros, fazem parte das atrações da festa, que é a principal atividade anual do bairro.

Neste ano, foi realizada a 34ª edição do São Paulo Sendai Tanabata Matsuri.

Canção tradicional

Uma música tradicional do Tanabata Matsuri trata do costume de escrever os desejos no tanzaku.

Sasa no ha sara-sara
Nokiba ni yureru
Ohoshi-sama kira-kira
Kingin sunago
Goshiki no tanzaku
Watashi ga kaita
Ohoshi-sama kira-kira
Sora kara miteiru

Tradução

A folha do bambu rumureja
Agita-se na beirada
As estrelas cintilam
No ouro e prata dos grãos de areia
Os cartões em cinco cores
Já os escrevi
As estrelas cintilam
E nos observam lá do céu


Fonte:
Site da Associação Miyagui Kenjinkai do Brasil
www.culturajaponesa.com.br
www.nipocultura.com.br
www.nikkeypedia.org.br


domingo, 24 de junho de 2012

Curtas reflexões

Decidi publicar aqui as reflexões que postei no meu perfil do Twitter que tenho faz uns três anos. São versos curtos.

Espero que gostem!

Mulheres querem alguém para protegê-las. Homens querem alguém para cuidar deles.

Simples. Observar também é aprender.

O mundo girando, as pessoas passando, as coisas acontecendo e eu gerundiando...

A fúria do Leão encontra no Peixe o mar e, nas profundezas, poderá se afogar...

Maybe I wasn't, am not and won't be the person who I think I was, I am or will be...

Uiva o vento que vira vendaval...

Minhas palavras são sinceras, mas soam como um rugido, como queima o fogo e fere a lança...

O outro deve ser somente amado e não compreendido...

Vento de outono, prenúncio de inverno... (Até o frio me inspira!)

Just keep smiling... ;)

Não se preocupe tanto em secar suas lágrimas, mas, sim, em evitar que elas caiam.

Jornalismo é mais que escrever. É comunicar, educar, informar, discutir, criticar, denunciar, divulgar, mudar!

Ao se rascunhar, se espanta a crise de inspiração!

A vida traz muitas surpresas...

segunda-feira, 5 de março de 2012

Um abraço

Abrace
Abrace as pessoas queridas
Abrace o quanto puder
Abrace

Não há palavras para explicar um abraço

A sensação de um abraço
A emoção de um abraço
O poder de um abraço

Abrace com palavras

Abrace com gestos
Abrace com sorrisos
Abrace

domingo, 8 de janeiro de 2012

Desapego - Parte 2

Depois do primeiro passo dado, o resto parece mais fácil. Talvez.

Voltei a avaliar o que poderia encaminhar para a doação. Cada vez mais, percebo que - possivelmente por conta das minhas raízes que têm a tradição de guardar tudo - construí um "armazém infinito" de coisas. Minha impressão é que quanto mais vasculho, mais coisas existem, aparecem. E não termino nunca.

Já na segunda parte da organização, talvez tenha tido a consciência de que teria de me desfazer de muitas "lembranças" sem dó. Ou, quem sabe, esteja me livrando deste profundo desapego pouco a pouco.

A conclusão é que preciso dar espaço para novas energias e, portanto, novas roupas, livros e outros objetos que remetam a recordações.

Até mesmo parte de minha coleção de livros - que inclui presentes, literatura obrigatória, obras cobradas em provas de vestibular e aqueles que comprei - terá de ser desfeita.

O engraçado é que o pior (e mais triste) é ter de descartar minha coleção de revistas da adolescência quase por inteiro. Adorava as matérias, os testes, as dicas...! Aprendi muito! Nessa época, fui assinante por dois anos e era uma leitora assídua e ativa, porque sempre enviava e-mails para criticar, elogiar e participar. Se não me engano, ainda quando as pessoas se comunicavam via correio, cheguei até a enviar uma carta para a redação!

Por enquanto, a alternativa que encontrei foi reviver todos os momentos ao reler/rever o que ficou guardado, abrir um sorriso ao me emocionar, dar o "último adeus" e manter cada pedacinho de vida em algum canto da memória.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Aniversário de nascimento de Carlos Drummond de Andrade

Crédito: Reprodução
Em homenagem à data de hoje, 31 de outubro, publico aqui no meu blog um post com poemas de Carlos Drummond de Andrade (31/10/1902-17/8/1987), que nasceu há exatamente 109 anos.

Confesso que conheço pouco de sua produção literária, mas aqui vão alguns versos dos meus favoritos, do primeiro livro publicado pelo autor, Alguma Poesia, em 1930.

Poesia

Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.

Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?


Outros posts

A simplicidade e a beleza dos poemas de Manuel Bandeira
O grande poeta Mário de Andrade
Mestre, poeta, fingidor
Saudades, Saramago


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Feliz Dia das Crianças!

'Doug Funnie' foi uma das coisas que marcaram minha infância

Esta data é nostálgica. Na verdade, já nos últimos meses, eu e coleguinhas da mesma idade tínhamos relembrado recordações marcantes de nossa infância. Programas de televisão, desenhos animados, músicas, doces, brinquedos...

Alguns até só vieram à minha memória quando outros relembraram e aí que bateu (muita) saudade.


"Diretamente do 'Mundo da Lua'..."
A seguir, selecionei dois vídeos - com carinho e certa dificuldade, já que gostaria de postar vários - que me trazem boas lembranças de quando era criança.

Feliz Dia das Crianças a todos que ainda se sentem como elas!


Um dos melhores programas era Mundo de Beakman e, dos que me recordo de primeira, é aquele em que o Beakman (Paul Zaloom) explica "o que é ranho" - claro, com intervenções do rato Lester (Mark Ritts).

*O vídeo é um pouco longo, recomendo assistir o trecho de 2'38" a 7'00".



Uma música que ainda ouço tocar em festas é "Superfantástico", do grupo Turma do Balão Mágico, que tinha a Simony como um dos integrantes. Veja o clipe, com participação de Djavan!


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Clima de fim de ano

Imagem: Divulgação
Eis que damos as boas-vindas ao último mês do ano. Olá, dezembro! Período tradicionalmente de férias, recesso coletivo no trabalho, confraternizações, comemorações... e alegria.

Um tempo para relaxar, aproveitar, viajar. Após meses e meses, os estudantes têm suas desejadas férias. Eles dão também uma folga para os professores, pilhas de xerox, livros...

Já no ambiente de trabalho, os "batalhadores" - em geral - pedem por um tempo para respirar e esperam-no com ansiedade. Durante as Festas, desfrutam do chamado "recesso coletivo" ou "férias coletivas" (termo menos apropriado que o anterior).

Mas, antes disso, essas mesmas pessoas reúnem-se na confraternização corporativa com seus co-workers. É hora de comemorar o fim de ano, os resultados, socializar. "Festejar com moderação".

Confraternização entre amigos é promover um encontro ou uma reunião. Num restaurante ou bar, na casa de alguém, com direito a churrasco... Vale lembrar que a época torna-se um grande motivo ou pretexto para reencontrar amigos demasiadamente ocupados durante os 11 meses passados. Ou apenas mais outra razão para revê-los.

No fim, todos esses seres humanos têm uma emoção em comum. A alegria. Não se deve só ao descanso almejado ou a benefícios financeiros, mas também pela expectativa criada para o próximo ano. A esperança prevalece. É bom ter pensamentos positivos (sempre).

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Por que dizemos coisas sem pensar?

É verdade que a pergunta parece ampla demais ou talvez dramática. Parei para pensar nisso e decidi postar no blog. Já aviso que esta reflexão não originou de uma briga ou um caso grave. Apenas parei para pensar.

Uma resposta razoável é sermos influenciados por emoções e sentimentos, como - principalmente - a raiva. Falamos coisas sem pensar e depois nos arrependemos. Uma ofensa ou qualquer besteira. Por exemplo, quando percebo que algo que falei não foi legal, me preocupo com a imagem que os outros terão de mim.

Por outro lado, algumas vezes, se pensamos demais não falamos. Pensamos duas vezes e consideramos melhor não dizer nada.

Mas isso não quer dizer que só dizemos coisas sem pensar ou que se pensamos muito não dizemos nada.

É engraçado, mas - ao mesmo tempo - desconfortável. É claro que você quer evitar causar má impressão para as pessoas. Apesar disso, é "normal", as pessoas dizem coisas sem pensar por vários fatores. Como dito, influenciadas por emoções e sentimentos ou cansaço ou estresse, sem se esquecer da conhecida e infernal TPM. Outras vezes, você tenta dar um motivo, mas simplesmente conclui: "não sei".

No fim, vejo que, sim, é normal. Nós, seres humanos, erramos, falamos sem pensar, nos arrependemos, etc, etc. Talvez eu esteja colocando muitos pontos de interrogação e porquês em coisas simples da vida. Aliás, se fosse procurar as respostas de todas as minhas indagações, teria de me guiar por uma lista imensa.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Música, a poesia para os ouvidos

Já ouvi muito pop. Já fui fã das famosas boy bands.

Na faculdade, assumi que alimentava a chamada "indústria cultural", a indústria da cultura em série, da cultura para consumo, a cultura banalizada e vista como produto.

Ao mesmo tempo, já gostava de ouvir rock. E comecei a gostar mais. Sempre ouvi bandas que cantam em inglês.

Agora, ouço mais "baladinhas" e outras músicas mais tranquilas. Trilha sonora de seriados, músicas antigas e música clássica, hoje, são as minhas preferidas.

Música como arte

Algumas letras são como poesias. Outras são declarações de amor. De fato, outras não significam muito.

A música é meu ópio. Meus ouvidos pedem que a mesma música seja tocada várias vezes seguidas. Até cansar. Até enjoar. Até me saciar.

A música é emoção, vida, arte. Tem começo, meio e fim. Faz lembrar, chorar, sorrir. Está gravada, na mente, no coração.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A simplicidade e a beleza dos poemas de Manuel Bandeira

Repentinamente, out of the blue, tive vontade de postar aqui uns poeminhas. Já fazia um tempo que tinha descoberto um lindo que ouvi no filme Pode crer! e outro que conheci na época do cursinho.

Manuel Bandeira (1886-1968), formado arquiteto pela Escola Politécnica de São Paulo, foi um poeta de grande expressão, que participou da Semana de Arte Moderna em fevereiro de 1922, no Teatro Municipal, em São Paulo.

Foi colaborador de jornais e revistas, e fez traduções de romances. Bandeira é autor de Libertinagem (1930) e Estrela da Manhã (1936), entre outros.

Vejam dois poemas lindos de Manuel Bandeira! Versos simples, mas dotados de sensibilidade e beleza.


Nas ondas da praia
Nas ondas do mar
Quero ser feliz
Quero me afogar.

Nas ondas da praia
Quem vem me beijar?
Quero a estrela-d'alva
Rainha do mar.

Quero ser feliz
Nas ondas do mar
Quero esquecer tudo
Quero descansar.

(Estrela da Manhã)


O Último Poema

Assim eu quereria o meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.



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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Morte (e vida)

Tenho pensado bastante sobre a morte ultimamente, não sei por que. Para mim, ela é algo negativo, assim como muitos devem pensar. E, para outros, talvez não.

É verdade que já sofri com ela. Ao mesmo tempo em que dá sinais de sua presença, também desprepara as pessoas quando chega. Não a acompanhei de tão perto. Sei que provoca uma sensação de vazio, uma separação sem volta. Confesso que tenho medo dela...

E você, tem medo da morte? E de morrer? Ou, então, você tem medo de morrer mais cedo que imagina e não conseguir fazer tudo que quis? Será que é por isso que se tem medo?

Sobre aqueles que já se foram... Você acredita que eles não estão mais presentes de corpo e podem estar de alma? Também podem estar ao seu lado, te protegendo? E ainda desejando que você seja feliz enquanto estiver vivo?

O que é "estar vivo" afinal? Simplesmente respirar o ar que o cerca ou é mais que isso? "Viver intensamente"?

Tudo isso é o que fico me perguntando. Indagações, por enquanto, sem resposta. Talvez seja preciso viver muito ou chegar ao fim da vida para descobrir. Ouvi dizer que todo fim é um começo. No caso da morte, que em si é fim, qual é o começo? Parece que só resta viver para desvendar o mistério...

domingo, 12 de julho de 2009

R.I.P.

No dia 25 de junho, Los Angeles e o resto do mundo assistiram à morte do cantor rei do pop, Michael Jackson. O fato abalou milhões de fãs de vários países que fizeram homenagens com flores, cartazes, cantando suas músicas e até com escultura em areia.

Linhas tortas

Aos 4 anos, Michael já se destacava entre seus irmãos no grupo Jackson 5. Em 1972, inicia sua carreira solo. Dez anos depois, lança o álbum "Thriller", o mais vendido de todos - 40 milhões de cópias. O clipe da faixa que leva o mesmo nome do álbum se tornou um clássico e preferido de muitos admiradores.

Em 1988, começa a série de plásticas no rosto. "Black or white" seria gravada em 1991, música de seu oitavo álbum de estúdio, "Dangerous". Mais tarde, em 2003, Michael Joseph Jackson é acusado de abuso sexual e dois anos depois, é julgado e inocentado.

Ainda em 13 de julho deste ano, o cantor voltaria ao cenário musical com a turnê This is It que se estenderia até março de 2010. Postos à venda no último mês de março, os ingressos esgotaram-se em apenas cinco horas.

Em 25 de junho, o astro pop morre após parada cardíaca. A causa ainda é desconhecida, mas existe a hipótese de uso excessivo de medicamentos.

Fofocas e sucesso

Já na década de 90, cantava MJ no matter if you're black or white. Apesar disso, tornou-se mais um branco na mira de lentes e fofocas sobre sua vida. Talvez ele até pensasse que essa discriminação não deveria existir, mas a força do preconceito da sociedade é muito mais forte.

Depois de ser acusado de pedofilia e ter segurado seu filho Prince Michael Jackson II fora da janela, passou a ter menos aparições em público e terminou por se isolar em Neverland. O "personagem" sofreu com a realidade, pois foi transformado em branco, pedófilo, polêmico, mau exemplo de pai e artificial devido às plásticas realizadas no rosto.

Ao saber da fatalidade, não acreditei. Parecia mentira. Desde pequena assistia aos clipes e ouvia as músicas. Michael Jackson lembra parte da minha infância. Me emocionei com a homenagem do Vitrine (programa do dia 27 de junho) da TV Cultura e quando ouvi "Black or white" - umas das minhas preferidas, aliás.

É bem clichê dizer que "ele estava sofrendo, agora pode ter paz" ou outra frase do gênero. Então só me resta dizer:

"Rest in peace, Michael!"

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Tempo de quadrilha

É tempo de fim de semestre, provas, trabalhos. De quase férias. É tempo de meio de ano. É tempo de namorados e santos. Também é tempo de festa junina.

Pipoca, quentão, canjica, paçoca, pé-de-moleque. E assim vai. Apesar de as comidas serem atrativas, o que mais me chama a atenção é a quadrilha.

Tive a oportunidade de assistir a uma totalmente improvisada, e talvez pouco criativa, mas bastante divertida. Os participantes - aliás, todos os que estavam presentes - mostravam sua alegria.

Lembrei da época de colégio. Tínhamos ensaio, escolhíamos nosso par, reservávamos o sábado para a festa. De uns anos para cá, passei a ter a impressão de que era a mesma música-tema para a hora da quadrilha, aliás, "o" evento do dia - os alunos da sétima série até o segundo colegial esperavam ansiosamente pelo momento da dança final, quando os terceiranistas desfilavam pela quadra e celebravam o casamento dos noivos.

Para dizer a verdade, tudo isso acabou se tornando rotina e, portanto, chegou a ponto de perder a graça. Mesmo porque não é mais a minha turma que dança.

E hoje percebi. No fundo, o importante não é necessariamente fazer um planejamento minucioso para sair tudo nos conformes. O improviso pode cair muito bem, porque - afinal - o que vi não eram apenas sorrisos amarelos, fingidos ou pequenos, eram gargalhadas de pura alegria. O motivo era simples: estavam dançando quadrilha.

domingo, 14 de junho de 2009

Enamorados

Noite de 12 de junho em São Paulo. Muitas pessoas na rua, no metrô, por aí. Casais andando, casais passeando, casais jantando. Casais conversando, casais comemorando, casais namorando. Este foi o Dia dos Namorados na emenda de feriado.

Mais que qualquer dia, a rua e os restaurantes foram tomados por namorados. Sim, é uma data romântica. E, sim, também é uma data "marketeira" - o quanto os namorados e namoradas não movimentam a economia nacional comprando uma lembrancinha ou um presente?

Dia de cinema

Também foi dia de Noitão no HSBC Belas Artes, especial de aniversário de 5 anos e com exibição de cinco filmes. Estava cheio, tinha muita gente na fila e os ingressos estavam esgotados. As sessões iriam começar por volta da meia-noite.

O primeiro filme foi A comunidade (2000), dirigido por Alex de Ia Iglesia. Pensei que fosse ter medo, porque uma sinopse indicava como "terror cômico". Não curto este gênero. Mas não fiquei com medo e nem com sono. Rendeu várias risadas. Algumas sacadas tendiam para o trash, o que tornava o filme engraçado e até inteligente. A atriz Carmen Maura (Volver) é a protagonista.

Em seguida, saímos correndo para assistir a Tinha que ser você (2009), de Joel Hopkins, pré-estreia. Apesar de ter começado depois das duas da manhã e ser romântico, não pisquei os olhos. Os personagens principais, interpretados por Dustin Hoffman e Emma Thompson, que dispensam apresentações, eram solitários na trama. Sentimental e, eu diria, "bonitinho" - traduzindo, "água com açúcar".

O último desta maratona foi arriscado. Poderíamos ver A Onda ou Nathalie X, porém, decidimos apostar no "filme surpresa". Espera mais longa... Pessoas bocejavam ou tinham expressão de cansaço. Eram mais de quatro horas da madrugada.

Para nossa alegria, o filme era francês, intitulado Paris (2008), do diretor Cédric Klaplisch. Não que o filme fosse chato ou ruim, embora um tanto parado, mas meus olhos foram fechando até a imagem da tela sumir. Permaneci assim durante uns 15 ou 20 minutos. Enfim, o fato de Juliette Binoche ser a atriz mais conhecida no elenco não deixou a produção a desejar. Sí, la película es buena. As histórias, interligadas, eram tristes - um pouco à la Iñárritu.

Depois das seis horas cinéfilas...

O saldo do Noitão é um pouco deprimente para os solteiros, independentemente de finais felizes. A comunidade mostra a "união" pelo interesse; Tinha que ser você apresenta a mulher madura que foge de relacionamentos sérios porque tem certeza de que sofrerá quando tudo acabar; e Paris traz personagens em busca de algo, que não o amor, e a fatalidade do destino de outros, aqueles que amam.

Apesar dos desencontros e decepções, ingenuamente esperançosa ou não, ainda acredito na existência do amor.



sábado, 30 de maio de 2009

Dia incomum

Quinta-feira passada foi um dia fora do normal. Pelo menos na minha visão. Coisas "bizarras" aconteceram...

Fila no Masp. É frequente ter fila apenas às terças-feiras, afinal, a entrada é gratuita neste dia da semana.

Logo depois, vejo um homem carregando uma impressora na cabeça. É, na cabeça, como se fosse um vaso, como as escravas faziam. Em meio à agitação da Avenida Paulista.

Chego ao meu destino. Entro na sala de aula e tenho a impressão de que estou no lugar errado. Que nada! Foi o professor subtituto que tinha me enganado...

Justamente enquanto eu esperava o ônibus para ir trabalhar, começou a chuviscar e depois chover mesmo. Minhas coisas ficaram todas molhadas. Uns 50 minutos depois, mal caía um pingo d'água do céu.

No fim do dia, tive uma valiosa recompensa. Fiz uma descoberta impressionante. "Idosinhos" gostam de dançar e sabem até alguns passos incrementados! E o melhor de tudo isso é que eles ficam felizes, com um sorriso enorme estampado no rosto!

Cada sorriso foi igualmente contagiante... eu olhava para eles e também sorria - quase de forma involuntária.

Atípico ou não, só pela quebra de preconceitos já valeu o dia incomum.