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terça-feira, 14 de abril de 2015

Se...

Se...

Se ainda fosse criança,
brincaria todos os dias
Se fosse adolescente,
passaria o tempo com as amigas.
Se fosse universitária,
aprenderia tudo o que fosse possível.
Se fosse adulta,
beberia café todos os dias.
Se fosse madura,
usaria minha experiência para ensinar aos outros.
Se fosse empresária,
trabalharia com viagens.
Se fosse trabalhar em fábrica,
moraria no Japão.
Se fosse fazer um mochilão,
ficaria um bom tempo na Europa.
Se fosse escolher outra faculdade,
teria estudado Direito.
Se fosse famosa,
seria escritora.
Se fosse uma estrela,
seria uma cadente.
Se fosse heroína,
teria poderes.
Se não fosse como é,
não escreveria este poema.

domingo, 10 de agosto de 2014

Muitos "ados"

Sobre nossa vida atual...

Muitos "ados"


Estamos muitos estressados
Estamos muito atarefados
Estamos muito esgotados


Estamos muito desconectados

Estamos muito mal amados

Estamos muito desconcertados

Estamos muito despreocupados


Estamos muito despolitizados
Estamos muito desinformados

Estamos muito desajeitados
Estamos muito desrespeitados

Estamos muito desletrados
Estamos muito desidiomatizados

Estamos muito desregrados

Muito apegados


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Vento, chuva, tempestade


Vento, chuva, tempestade

O vento bate à minha porta. 
Traz o frio, as nuvens, a chuva.

A chuva bate em minha janela.
Traz a água, a tempestade.

A tempestade chega até mim.
Invade meus pensamentos, meu coração.
Traz a calmaria...

terça-feira, 18 de março de 2014

Vivir...

Escribir es vivir.
Vivir sin palabras es morir.
Quiero partir.
Para lejos huir.

Vivir es como morir.
Morir de reír.
Morir de amor.
Morir de dolor.

Cómo no los sentir?

Vivir es morir.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Mais um ano se passa...

E chega a fatídica hora em que fazemos o balanço do ano que passou e listamos nossas expectativas para o próximo!

Começando pelo blog, depois de apenas 9 postagens neste ano, completei 100 posts! É um marco, apesar de minha meta ser sempre aumentar o número de crônicas-desabafos aqui! Cheguei a ter alguns insights, mas não rendeu um texto para publicar ou a preguiça acabou falando mais alto.

No mais, a vida foi bem agitada.

Fui bem-sucedida (diga-se nos dois semestres) nos cursos de idioma (Japonês e Alemão). Descobri que a língua de minhas raízes pode ser difícil, mas - com dedicação - é possível aprendê-la. Descobri também que ainda gosto muito de estudar Alemão e que muitas coisas que vi um dia estão guardadas em algum lugar da minha memória.

Tentei participar das atividades de associações de províncias japonesas, de onde minha família veio. Mas - com a correria - deixei de lado, apesar de continuar a querer ajudar.

Viajei e conheci cidades em 3 países diferentes. Pratiquei bastante o Espanhol. Tomei coragem de ir sozinha. Tive a oportunidade de conhecer pessoas de culturas diferentes que nem imaginei que um dia fosse encontrar.

Ganhei novos amigos que em poucos meses já se tornaram especiais, mas me encontrei pouco (ou menos que gostaria) com os antigos.

Deveria ter feito mais academia e poderia ter gastado menos para poupar mais. Deveria ter tido mais paciência e ser mais extrovertida. Deveria ter me estressado menos. Poderia ter amado ainda mais.

Descobri que a família, mesmo com os conflitos, é importante e que devo passar um tempo com ela, principalmente com meus pais.

Talvez tenha falado demais e com sinceridade excessiva.

Talvez pudesse ter lido mais.

2013 foi um bom ano.

E torço por um 2014 menos caótico, estressante, emburrecedor, alienado, anti-ecológico. Por um novo ano com menos futilidades e mais preocupação.
Menos selvageria e mais respeito e amor.
Menos papel e mais praticidade.
Menos bens materiais e mais desapego.
Menos braços cruzados e mais esperança.
Menos Internet e mais livro.
Menos assassinatos à Língua Portuguesa e mais acertos.
Menos ansiedade e mais paciência.
Mais dinheiro e otimismo!
E que seja um ano maravilhoso!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Homenagem poética a Manuel Bandeira

Começo este post com uma confissão, de que até me envergonho. Perdi muito do contato com as Letras, a literatura, a leitura, a escrita como lazer. Quando me lembro disso, fico um tanto abatida e um tanto decepcionada comigo mesma.

Infelizmente, acabei trocando o virar a página de papel por ficar conectada. Mas a tecnologia pode ajudar a estimular a leitura de outras formas, em celulares e tablets. Vamos ver se me adapto a este novo ler.

Após o desabafo, trago uns versos em homenagem a Manuel Bandeira (1886-1968), que um dia imaginou Pasárgada, antes uma cidade da antiga Pérsia e hoje uma cidade situada no Irã, como um lugar ideal.

E esta é minha homenagem poética bandeiriana!

Se pudesse, eu viajaria
A Pasárgada iria
E, de lá, não mais voltaria...


Quem sabe eu não escreva uma série em homenagem aos grandes poetas brasileiros?

domingo, 25 de agosto de 2013

Um suspiro poético

Nestes últimos dias, em que muitos pensamentos passaram por minha cabeça, resgato um poema que escrevi em 2008.

Posso dizer que é uma homenagem ao ilustríssimo Manuel Bandeira, uma poesia inspirada nos versos de "O Último Poema" (inspire-se aqui).

Boa leitura!

Último suspiro

meu último suspiro
é um suspiro 
por um verso
de amor
de emoção
de alegria

meu último suspiro
é um suspiro
por uma vida
de amizades
de paixões
de lembranças

meu último suspiro
é um suspiro
apenas um suspiro
por ar que me dá vida
para a viagem ao além

meu último suspiro
é um suspiro
de alívio
simples suspiro
suspiro poético
um suspiro
o suspiro
suspiro

sábado, 26 de janeiro de 2013

Eu e a cultura pop japonesa

No fim do ano passado, me propus a fazer uma imersão na cultura japonesa, inclusive pesquisar sobre minhas origens. A jornada tem sido fantástica e - a cada nova descoberta - me surpreendo cada vez mais. As novidades se encaixam com os conhecimentos que já tinha e tudo faz mais sentido.

Antes disso, cheguei a ler mangás (quadrinhos japoneses), assistir a alguns doramas ("dramas", isto é, novelas japonesas) - que me mostraram um pouco do comportamento japonês -, animações lançadas no cinema (Toonari no Totoro, super fofo; e Ponyo, que estimula a imaginação de adultos também) e animes (leia-se "animês"), como "Full Metal Panic! Fumoffu" (muuuuiiito engraçado) e "City Hunter", meu atual vício.

A ideia toda de "City Hunter" é muito interessante. Apesar da característica marcante do protagonista, Ryo Saeba, um detetive particular de Tokyo que sempre busca ser contratado por mulheres, as trapalhadas rendem séries de risadas. Mas este anime não é feito só de comédia, tem momentos de drama (em que Ryo mostra que tem um bom coração) e ação, quando as habilidades do sweeper sempre se mostram superiores às dos inimigos.

A melhor parte, para mim, é que a cultura tradicional (alimentação e literatura, por exemplo) é inserida no contexto de forma natural, o que me parece incrível e me fascina.

Em um dos episódios, com que me emocionei pela linda história de um casal que teve se separar, foi citado um poema escrito pelo ex-imperador Sutoku (1119-1164), que faz parte da antologia poética Hyakunin Isshu e da coletânea de poesia tradicional Shika Wakashu (229).

瀬をはやみ岩にせかるる滝川の
われても末に 逢わむとぞ思ふ

"Se o hayami
Iwa ni sekaruru
Takigawa no
Waretemo sue ni
Awan to zo omou"

"The rushing rapids are divided by a rock
But further down the waterfall
I know the river will unite again"

Confesso que quando era adolescente, não tinha muito interesse na cultura japonesa. Na faculdade, como trabalhei diretamente com o assunto - aos poucos - passei a ter mais contato e aprender mais. Tenho quebrado barreiras e minha opinião é bastante diferente hoje. Até renderia um livro com o título: "Eu e a cultura pop japonesa - um grande aprendizado".


domingo, 5 de agosto de 2012

Ein deutsches Gedicht

Faço aqui uma homenagem às aulas de Alemão, que retomei neste ano, com alguns versos. O pequeno poema brinca com a redundância que existe na língua alemã. Achei curioso, já que em Português evitamos isso ao máximo.

"Viel Spaß"! ("Aprecie!")

Was machst du gern?
Ein Essen essen
Ein Spiel spielen
Eine Getränk trinken
Einen Traum träumen
Mit dem Telefon telefonieren

O que você gosta de fazer?
Comer uma comida
Jogar um jogo
Beber uma bebida
Sonhar um sonho
Telefonar com o telefone

domingo, 24 de junho de 2012

Curtas reflexões

Decidi publicar aqui as reflexões que postei no meu perfil do Twitter que tenho faz uns três anos. São versos curtos.

Espero que gostem!

Mulheres querem alguém para protegê-las. Homens querem alguém para cuidar deles.

Simples. Observar também é aprender.

O mundo girando, as pessoas passando, as coisas acontecendo e eu gerundiando...

A fúria do Leão encontra no Peixe o mar e, nas profundezas, poderá se afogar...

Maybe I wasn't, am not and won't be the person who I think I was, I am or will be...

Uiva o vento que vira vendaval...

Minhas palavras são sinceras, mas soam como um rugido, como queima o fogo e fere a lança...

O outro deve ser somente amado e não compreendido...

Vento de outono, prenúncio de inverno... (Até o frio me inspira!)

Just keep smiling... ;)

Não se preocupe tanto em secar suas lágrimas, mas, sim, em evitar que elas caiam.

Jornalismo é mais que escrever. É comunicar, educar, informar, discutir, criticar, denunciar, divulgar, mudar!

Ao se rascunhar, se espanta a crise de inspiração!

A vida traz muitas surpresas...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Medo de dar medo

O que dá medo de dar medo em você?
Seu medo de dar medo se baseia em quê?
O que te dá medo de dar medo existe por quê?
Seu medo de dar medo passa com quê?
Medo de ter medo
Medo por ter medo
Medo para não ter medo


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tenho saudades...

Saudade

Saudade
de uma pessoa querida que já se foi
dos amigos separados pela distância
do meu amor que não pode estar aqui neste momento
daquele amigo que se distanciou

Saudade
dos quatro anos de faculdade
dos estudos e dias intensos no cursinho
da época de colégio
dos amigos de infância que seguiram seus próprios caminhos

Saudade
de brincar no parquinho
de viajar com a família
de conversar mais ao telefone
de escrever e ler sempre
de não sentir saudade

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Somos um pouco crianças

Não poderia deixar de fazer minha homenagem ao Dia das Crianças, ainda mais saudosista como sou. Relembrar de coisas que já estão um tanto escondidas na memória...

Quando era pequena, as crianças brincavam na rua, no prédio, no quintal. Adorava pular corda, "plantar bananeira" (ficar com o corpo reto de ponta-cabeça apoiando-se nas mãos) e "dar estrela" (girar o corpo de lado apoiando-se as duas mãos no chão).

Aprender a andar de bicicleta sem as rodinhas dos iniciantes era uma emoção grande - pra criança e também para o pai. Depois, a febre foi andar de patins, o que também adorava. O parquinho, hoje mais conhecido como "playground", era mais popular que atualmente. Os brinquedos de que mais gostava eram o balanço, ganhava disparado dos outros, e do escorregador - quando estava no topo, me sentia gente grande, porque via todo o resto muito pequenininho.

Algumas coisas e acontecimentos pareciam estar bem longe. Completar 18 anos, prestar vestibular, cursar faculdade, começar a trabalhar, chegar à fase adulta.

E quem diria. Esse dia, enfim, chegou. Em muitas situações me sinto "velha". Já me formei há quase um ano! Agora tenho de pensar em pós graduação, mestrado, trabalho...

No fundo, acho que todos são um pouco crianças. Alguns por serem imaturos. Mas digo isso porque a infância é uma fase da vida que é inesquecível. E todos levam uma parte dela em lembranças para o resto da vida.

Para fechar este post, segue uma brincadeira minha, em forma de poema, sobre algumas coisas marcantes da minha infância.

Infância
Quando eu era criança
Eu brincava
de esconde-esconde
e pega-pega
Pulava corda
Plantava bananeira
Quando eu era criança
Eu gostava
de pipoca doce
pirulito de chocolate
sopa de letrinhas
suco de laranja lima
Quando eu era criança
Eu ia à escola
De lancheira rosa
e uniforme
Escrevia cabeçalho
e fazia lição de casa
Quando eu era criança
Eu brincava
Eu gostava de doces
eu ia à escola
Eu fazia birra
Eu era criança

domingo, 9 de agosto de 2009

Haikai

Faço a estreia do mês de agosto com dois haikai que escrevi. Ambos, junto com mais outros, inscrevi num concurso internacional, mas - infelizmente - nem Menção Honrosa vou receber. Mas tenho um tempo para aperfeiçoar e fazer novas criações.
E o que é um haikai? O haicai (em português) ou haiku (em japonês) é um poema tradicional do Japão, composto por três versos com cinco, sete e cinco sílabas cada, respectivamente.
Confira os poemas (em inglês).


Beautiful flowers
A little strong shines the sun
everywhere I go
*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

Water falls from sky
Cold wet wind, warm ray of light
Seven colors painted







sábado, 18 de julho de 2009

Pequeno poema

Passando rapidamente por aqui, deixo vocês, internautas-leitores, com um poeminha que criei numa de minhas andanças - quase que literalmente - por aí.

Espero que gostem!

Ando para seguir em frente
Ando para descansar a mente
Caminho devagar
Caminho para meus pés me levarem a algum lugar

domingo, 29 de março de 2009

A essência

Voltando ao propósito deste blog, como prometido, trago o famigerado soneto de amor de Camões, datado de 1595.

Até alguns anos atrás, considerava lindo este poema. Porém, hoje, soa um tanto dramático. Enfim. Profundo, belo, dramático, é uma produção literária fundamental para o conhecimento básico sobre poesia.

No fim, talvez a única pretensão seja de mostrar a contrariedade do amor.
Foto: divulgação

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento desconte;
É dor que desatina sem doer;


É um não querer mais que bem querer;
É um solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;


É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.


Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?


Luís Vaz de Camões (1524-1580), poeta português

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Em breve

Em breve mais poemas e textos reflexivos...

Aguardem!

sábado, 20 de setembro de 2008

O grande poeta Mário de Andrade

Quando se fala em Mário de Andrade, as pessoas geralmente lembram-se de Modernismo no Brasil e de leitura clássica obrigatória, como Macunaíma, ou obras críticas, como Lira Paulistana ou Paulicéia desvairada.

Para ser sincera, li Macunaíma só depois de ter saído o colégio - para o vestibular. Apesar de ter sido assim, mesmo antes de terminar o livro, enfim, eu tinha entendido tudo aquilo que a gente estuda, mas não entende.

Mário de Andrade foi também um grande mestre da poesia – não que eu conheça bem sua obra completa. Por causa do TCC, descobri o poema Meditação sobre o Tietê, escrito entre 30 de novembro de 1944 e 12 de fevereiro de 1945, treze dias antes de sua morte.

Escolhi dois trechos. O primeiro mostra a preocupação do poeta paulistano com o rio Tietê já poluído, mesclando com seus próprios sofrimentos. O outro, simplesmente lindo, trata dos efeitos do amor sobre o escritor.

Boa leitura!





“É noite... Rio! meu rio! meu Tietê!
É noite muito! ... As formas... Eu busco em vão as formas
Que me ancorem num porto seguro na terra dos homens.
É noite e tudo é noite. O rio tristemente
Murmura num banzeiro de água pesada e oliosa.
Água noturna, noite líquida... Augúrios mornos afogam
As altas torres do meu exausto coração.
Me sinto esvair no pagado murmulho das águas.
Meu pensamento quer pensar, flor, meu peito
Quereria sofrer, talvez (sem metáfora) uma dor irritada...
Mas tudo se desfaz num choro de agonia
Plácida. Não tem formas nessa noite, e o rio
Recolhe mais esta luz, vibra, reflete, se aclara, refulge,
E me larga desarmado nos transes da enorme cidade”

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“Pois mais uma vez eu me aniquilo sem reserva,
E me estilhaço nas fagulhas eternamente esquecidas,
E me salvo no eternamente esquecido fogo de amor...
Eu estalo de amor e sou só amor arrebatado
Ao fogo irrefletido do amor” 




Mário de Andrade (1893-1945)