domingo, 8 de janeiro de 2012

Desapego - Parte 2

Depois do primeiro passo dado, o resto parece mais fácil. Talvez.

Voltei a avaliar o que poderia encaminhar para a doação. Cada vez mais, percebo que - possivelmente por conta das minhas raízes que têm a tradição de guardar tudo - construí um "armazém infinito" de coisas. Minha impressão é que quanto mais vasculho, mais coisas existem, aparecem. E não termino nunca.

Já na segunda parte da organização, talvez tenha tido a consciência de que teria de me desfazer de muitas "lembranças" sem dó. Ou, quem sabe, esteja me livrando deste profundo desapego pouco a pouco.

A conclusão é que preciso dar espaço para novas energias e, portanto, novas roupas, livros e outros objetos que remetam a recordações.

Até mesmo parte de minha coleção de livros - que inclui presentes, literatura obrigatória, obras cobradas em provas de vestibular e aqueles que comprei - terá de ser desfeita.

O engraçado é que o pior (e mais triste) é ter de descartar minha coleção de revistas da adolescência quase por inteiro. Adorava as matérias, os testes, as dicas...! Aprendi muito! Nessa época, fui assinante por dois anos e era uma leitora assídua e ativa, porque sempre enviava e-mails para criticar, elogiar e participar. Se não me engano, ainda quando as pessoas se comunicavam via correio, cheguei até a enviar uma carta para a redação!

Por enquanto, a alternativa que encontrei foi reviver todos os momentos ao reler/rever o que ficou guardado, abrir um sorriso ao me emocionar, dar o "último adeus" e manter cada pedacinho de vida em algum canto da memória.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

E 2011 acabou...

Mais um ano acaba e as pessoas - que já aproveitaram o Natal para comer, festejar, reunir a família, confraternizar e trocar presentes - se enchem de pensamentos e, claro, resoluções de Ano Novo.

Esta é a hora em que todos param um tempo e refletem sobre o que foi bom, o que foi ruim e o que é preciso melhorar. É natural. É nesta época também que a esperança aumenta, as pessoas esquecem parte do cansaço e passam a ter novas expectativas, sonhos e desejos.

Posso dizer ainda que é neste período que todos querem estar em paz consigo mesmo e com os outros à sua volta.

O final do ano é desculpa e razão para reencontrar amigos que - ao longo dos quase 365 dias - estão ocupados com o trabalho, estudos e outros compromissos.

O que nos vem à cabeça é renovação. Não só dos bens físicos, mas consequente e principalmente das energias. Renovar esperança, determinação, desejos e metas.

Na realidade, esta pausa para um balanço deveria acontecer mais de uma vez ao ano, pois muitas coisas percebemos somente depois de semanas ou até meses e vamos meio que adiando para mais tarde sem tomar uma decisão final.

Mas vamos a um resumo de 2011.

Este foi um ano de muitos novos desafios. Começando pelo trabalho, adquiri conhecimentos e responsabilidades. Além disso, conquistei confiança, certa autonomia e reconhecimento. É gratificante. Se for fazer uma retrospectiva, percebo que o trabalho foi intenso.

Outra novidade apareceu nas relações sociais. Entrei em um novo ambiente de trabalho, conheci pessoas diferentes e convivi com outras. Viver em sociedade significa saber lidar com as vontades coletivas e as individuais. E saber quando priorizar os outros e quando dar prioridade para si mesmo.

Uma mudança extrema aconteceu quando passei a morar no apartamento novo. É a primeira vez que passo por isso, sempre tinha vivido no mesmo lugar. Tive de me adaptar  ao novo bairro e ao novo espaço.

Dei uma atenção especial para a família, e reforço que dar e receber apoio dela é essencial.


Senti falta dos meus amigos, tive de driblar a saudade e a distância. Porém ainda tenho grande consideração por todos eles.


Termino o texto e o 2011 sabendo que as experiências por quais passei me trouxeram um valioso aprendizado que - espero - lembre não só no próximo ano, mas durante toda a vida.


E que venha 2012!

Feliz Ano Novo!