segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Novinha, mas nem tanto

Com a proximidade de meu aniversário, venho contar alguns episódios que aconteceram comigo, em que pessoas confundiram minha idade. Pois  é, em todos os casos pensaram que eu fosse mais nova.

Na época, devia ter uns 18 anos. Fiquei com tanta raiva que foi inesquecível. Estava em viagem com a família, de férias, passando por uma praia meio deserta. Procurávamos um hotel para nos hospedar. Fomos tirar informações justamente em um em que a dona era uma "tia" japonesa. Ela olhou para dentro do carro e disse algo como "que filhas bonitas!". Depois, sei lá por que, ela quis tentar adivinhar minha idade. Começou a chutar, fazendo cara de quem está brincando com um bebê. Pior, ela achou que eu tinha 12 anos, no máximo 16! Como ela percebeu que não tinha acertado, me perguntou e, quando respondi, acho que ficou até sem graça.

Outra vez, já com uns 20 e poucos anos, voltando para casa do trabalho, conversava com co-workers. Uma delas me perguntou sobre o horário em que eu tinha aulas na faculdade. Tive de ser sincera e disse que já estava formada. Surpresa, ela falou: "nossa, mas você parece tão novinha..."

A história toda chegou ao ápice na formatura da minha irmã mais nova. Meus pais e eu conversávamos com os avós de uma amiga da minha irmã e - para variar - falavam sobre todas as filhas. A avó olhou para mim, sorriu e disse: "ah, você é a mais nova, né?". Nesta hora, pensei que não tinha mais jeito. Vestia roupa social e usava maquiagem que, de certa forma, não seria muito adequada para uma garota adolescente. Nem lembro se minha mãe respondeu que eu sou a mais velha, mas acho que - de qualquer forma - não adiantaria nada.

Ou, talvez, o ápice tenha sido atingido neste ano. Durante viagem de férias (de novo!) com a família, a guia de turismo referiu-se a mim e minhas irmãs como "filhas adolescentes" (!!!). Retruquei: "já passamos um pouco da adolescência". Ela disse que eu parecia ter 14 anos! Juro que soou quase como uma ofensa!

As pessoas com quem tenho convivido pensam que tenho uns 3 anos a menos que na realidade. Não é tão mal assim. Minha impressão é que muitas "chutam alto" para evitar o erro. Por outro lado, ouço que - quando chegar aos 40 - serei beneficiada com isso tudo. Pode ser verdade, mas até chegar lá ainda vai demorar um tempo.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Quando era atleta... - Parte 2

No post anterior, comentei sobre minha "trajetória esportiva", mas acabei não citando outras modalidades.

Com uns dez anos, pulava corda - além de brincar de elástico, pega-pega, barra manteiga, entre outros - nos intervalos das aulas (os famosos "recreios") na escola e também "plantava bananeira" e "dava estrela" (até conseguia usar uma mão só!). Andar de perna de pau já era mais complexo. Não que sejam esportes, porém, me exercitava mais.

Numa época, eu era chamada de "cestinha", apesar da minha altura. Não era tão ágil ou roubava a bola, ficava estrategicamente posicionada - e preparada - no garrafão à espera do passe e, enfim, do apito validando a cesta. Cheguei a marcar vários pontos.

O que também não era muito favorecido por ser baixinha era o vôlei. Assim como o basquete, era uma atividade que me agradava praticar. Para mim, a rede era alta e sempre será e, por isso, preferia ficar mais no fundo da quadra. De lá, pelo menos, podia pegar as bolas fazendo "manchete". Além disso, era nos saques que tinha a oportunidade de contribuir para a vitória de minha equipe. Posso dizer que ajudei um pouco, sim.

Um fato que me surpreendeu quando lembrei foi uma quase obsessão adolescente de fazer ginástica. Abdominais, exercícios para os braços, etc. Mas o treino era interrompido depois de uma semana, porque não tinha paciência para repetir as mesmas coisas. Já hoje sei que não gosto de academia por conta disso.

Agora, queimar calorias se traduz em fazer - moderadamente - esteira ou bicicleta. Até me espanto com a determinação que tenho agora. Deve ser porque pretendo atingir o objetivo que estabeleci para este ano. De qualquer forma, percebi que atividade física é importante para a saúde, não apenas para emagrecer, para se sentir bem. Ainda não afirmo que voltarei à vida de atleta...