sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Por que dizemos coisas sem pensar?

É verdade que a pergunta parece ampla demais ou talvez dramática. Parei para pensar nisso e decidi postar no blog. Já aviso que esta reflexão não originou de uma briga ou um caso grave. Apenas parei para pensar.

Uma resposta razoável é sermos influenciados por emoções e sentimentos, como - principalmente - a raiva. Falamos coisas sem pensar e depois nos arrependemos. Uma ofensa ou qualquer besteira. Por exemplo, quando percebo que algo que falei não foi legal, me preocupo com a imagem que os outros terão de mim.

Por outro lado, algumas vezes, se pensamos demais não falamos. Pensamos duas vezes e consideramos melhor não dizer nada.

Mas isso não quer dizer que só dizemos coisas sem pensar ou que se pensamos muito não dizemos nada.

É engraçado, mas - ao mesmo tempo - desconfortável. É claro que você quer evitar causar má impressão para as pessoas. Apesar disso, é "normal", as pessoas dizem coisas sem pensar por vários fatores. Como dito, influenciadas por emoções e sentimentos ou cansaço ou estresse, sem se esquecer da conhecida e infernal TPM. Outras vezes, você tenta dar um motivo, mas simplesmente conclui: "não sei".

No fim, vejo que, sim, é normal. Nós, seres humanos, erramos, falamos sem pensar, nos arrependemos, etc, etc. Talvez eu esteja colocando muitos pontos de interrogação e porquês em coisas simples da vida. Aliás, se fosse procurar as respostas de todas as minhas indagações, teria de me guiar por uma lista imensa.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O terminal

"Píííí!", parada solicitada. Eis o primeiro destino.

Filas. Espera. 
Casais, senhoras, jovens.
Ansiedade, irritação, impaciência.

Trabalhadores, usuários, desumanizados.
Muitos passam por lá todos os dias, no início e no fim do dia.

Ambiente nada acolhedor. São escuros o teto e os espaços onde se sentar. Diversas luzes - fracas.

Placas com números e letras. Letras e números que são nomes de ônibus. Esses nos levam, estressam, transportam.

E chegamos a nosso destino. Com trânsito, chuva, "emoção" (da montanha-russa em que se sente) e tantos desconhecidos que nos acompanham que nem é possível se mover.

Mas... aonde vamos? A outra parada? Outro bairro? Outro universo?
Ou, de fato, a nosso destino?
O terminal.